Subir ao Marão já é sinónimo de
dor nas pernas, mas de noite???? Ui….que medoooo
O ano passado ainda consegui
enganar o Márito, para me acompanhar, mas pelos vistos ainda está com frio
desde essa etapa. Assim, uma vez mais aceitei o convite do Jorge e do Bruno
para rumarmos até à Régua, local onde estava montado todo o staff.
Já estávamos atrasados para o
início da etapa, que estava marcada para as 23H00, contudo ainda tínhamos que
nos “aperaltar” para uma etapa dura, longa e fria. Nas etapas noturnas tudo
fica mais brilhante, com uma azáfama de luzes dianteiras, piscas-piscas
traseiras e ainda mais um balão oferecido pela organização que também piscava, parecíamos
uns pirilampos no escuro…
A rolar em bom ritmo, facilmente
começamos a ultrapassar o pessoal que ia com mais calma, pois a partir do km 18
era sempre a subir até ao km 38, que coincidia com as antenas do Marão, a 1416
m altitude. As “picadas” que apareciam eram autênticas paredes com inclinações
brutais, que levavam as pernas a aquecer de tal maneira que piscava o botão
vermelho de sobreaquecimento do motor…lol…
A determinada altura o caminho só
indicava um sentido… que era sempre a subir, tornando-se desnecessário olhar
para o GPS.