15 Abril 2017 - Ecovia Arcos de valdevez/Tibete/Corno de Bico

   Os percurso e os sítios a visitar são sempre bem definidos pelo Vitikorov, que sabe sempre bem o que quer. 
 Para este desafio, contávamos com os olímpicos: eu, Ricardo, Márito Miragaia, Vitokorov, Vasconcelos e o Raúl. 
 Os quilómetros e a altimetria não são importantes, mas sim o que pretendemos fazer e a boa disposição do grupo.
  O lema é sempre o mesmo: "Todos começamos, todos temos de acabar", nem que seja de gatas, pese embora o esforço e a determinação de cada um, tem de estar presente. 
   Começamos o dia em Ponte da Barca e logo muito bem, com o pneu traseiro da bike do Mário a rebentar, reclamando a viva voz pelo seu peso excessivo...lol...
  Passada a Ponte de Ponte da Barca, rapidamente chegamos a Arcos de Valdevez, entrando na Ecovia que liga esta localidade à Aldeia de Sistelo, num misto de estrada, monte, passadiços e areia, quase sempre junto ao Rio Vez. Um local muito bonito, com paisagens sempre deslumbrantes e de uma paz extraordinária. 
    As paragens foram constantes, com muitos animais pelo percurso, a curtirem os pastos tranquilamente, bem como imensas pessoas que vieram percorrer a ecovia, ou seja, à descoberta do que nós também nos propunhamos.
        Quando existe compreensão e educação, os percursos dão para todos e até os animais aceitam isso, alguns claro.  
         O pneu da bike do Mário continuava a dificultar as coisas, com paragens constantes para encher quase de 10 em 10 km, estragando a méia que era muito alta. Claro que ele aproveitava para ir dando ar também às pernas. 
          Fazendo um desvio por estrada, perto dos 30 km, lá chegamos à Aldeia de Sistelo, apelidada por “Pequeno Tibete Português”, devido aos socalcos do terreno esculpidos por várias gerações.      
    Fizemos uma pequena paragem, para enchermos as panças a estes pançudos, porque este pessoal é de muito sustento. 
       Voltamos a entrar na Ecovia até ao local onde tínhamos virado para a estrada, voltando ao monte para chegarmos, perto do km 60, a Corno de Bico e ao seu miradouro, um dos locais a que nos tínhamos proposto visitar.
       Este miradouro encontra-se a 883 m de altitude, na Paisagem Protegida de Corno e Bico, com uma diversidade botânica e fauna muito rica. Do alto do seu miradouro, a vista era fabulosa. 
          Como o pessoal já estava desgastado e depois de uma breve paragem para restabelecer líquidos e de mais umas sandes de presunto, foi decidido tomar o caminho mais rápido por estrada até ao ponto inicial, tendo em conta que as garrafas de CO2 já tinham acabado e os problemas nas bikes do Mário e Vítor continuavam. 
     Assim, viemos a rolar feitos loucos em estrada, para dilatar um pouco as pernas.
      Ainda aproveitamos o bom tempo, para tomar um banhinho no rio, para refrescar as perninhas. 
      No final ficaram mais 94 km feitos em 06H10 com 1780+ , num misto de btt e monte.               Para estatística foram estouradas 6 botijas de CO2, um líquido reparador e uma camara de ar, cambada de brutos.

       Foi assim mais um dia passado entre amigos, de uma  forma tranquila, sem grande esforço, pelo menos para mim, com passagens por locais nunca antes navegados, cheios de beleza e história.
      Parabéns ao Raúl por ter conseguido bater a barreira dos 100 km, nunca antes feito, uma pequena vitória para este dia, este desporto é mesmo isto, aos poucos irmos batendo os nosso tempos e record, lutando sempre contra nós próprios e nunca contra alguém....hoje mais fortes que ontem.... 
      Obrigada a todos pelo convite e convívio, foi muito bom, uma vez mais sou um previligiado....OBRIGADO AMIGOS...

Revista de 2016

        E que ano fabuloso o de 2016.
     Sem dúvida foi o ano em que bati muito record em estrada, já que foi por esse lado os meus maiores desafios, com participação nos 3 Granfundos (Douro, Gerês e Porto) e nos 3 Skyroad  (Évora, Serra Estrela e Aldeias de Xisto).
      Deu ainda para dar uma perninha no btt, em alguns GPS Èpic, na Ultramaratona Bairrada 150 e no grande desafio Vila Conde Gerês Extreme (VCGE), em que a equipa (ADFSS), conseguiu um valente 34º geral e 9º no escalão, foi brutal. Esta é a prova que qualquer bttista devia fazer, nem que fosse uma vez na vida. Foi à 3ª que consegui acabar, por distintas razões. mas foi.
      Foi um ano de muito sacrifício e sofrimento em cima da bike, sempre acompanhado pelo mister Gouveia, que me fez levantar da caminha quente, quando chovia, ou obrigar a treinar, quando faziam temperaturas altas, e todo o povo estava no calçadão e na praia.
      Para tudo na vida é preciso determinação, vontade e sacrifício, e 2016, foi ano disso mesmo.
      Foi pois, o ano em que atingi patamares muito bons para mim e provar que com trabalho as coisas acontecem, e coisas engraçadas até.
     Agradeço pois ao meu amigo Gouveia que tantos kms pedalou ao meu lado, que me acompanhou em todas estas provas, que me fez sofrer, mas acima de tudo que me respeitou e que me ajudou a superar muito obstáculo, e, que sem a sua ajuda, dificilmente conseguiria ultrapassar, nem atingir performances que atingi, com vários tempos de ouro em estrada e top 10 no VCGE.
      Porque os números são importantes, ficam assim espelhados no livro de registos: 11.225 km de distância, feitos em 464.30 horas a pedalar, com 111.260+ altimetria, em 156 treinos. K medooooooo


05 Março 2016 -  2ª etpa circuito NGPS- Baião






24 Abril 2016 - Èvora Granfondo






01 Maio 2016- Douro Granfondo





21 Maio 2016 - Ultramaratona Bairrada 150





12 Junho 2016 - Gerês Granfondo






10 Julho 2016- Skyroad Serra Estrela






13/14/15 Agosto- Vila Conde Gerês Extreme (VGGE)







11 Setembro 2016- Granfondo Aldeias do Xisto - Lousã






25 Setembro 2016- Porto Granfondo






15 Outubro 2016- 8ª etapa épic- Murça








21 Maio 2016- Ultramaratona Bairrada 150


        Bairrada 150 finisher, feita em 10H18 e c/ acumulado acima 4000+. Aos 35 km estava c vontade de desistir, tal era o andamento que a máquina demolidora- Gouveia, decidiu impor. Sentia-me cansado, sem ritmo a subir e apenas conseguia equilibrar a descer e a rolar. Uma prova c mta água, lama, subidas mto duras, c pendentes mto elevados. Uma vez mais morri e nasci várias vezes, em que senti mto a falta de competição em btt. 
      Obrigado ao meu amigo Gouveia que ia constantemente olhando pelo retrovisor, sem nunca me deixar à merce dos abutres, que pairavam sobre mim...lol..., prejudicando novamente a sua classificação.
       Em termos gerais fiquei na posição 111 e 25º no meu escalão...de 300 atletas que conseguiram terminar, sim, porque até vir embora já tinham desistido 160 atletas... k medoooo










05 Março 2016 - 2ª etpa circuito NGPS- Baião 2016 (etapa comemorativa 5 anos circuito Ngps)

     Em 2011 foi criado uma nova filosofia de organizar eventos de btt.      Surgiu então o circuito NGPS, que basicamente organizava eventos de btt, a baixo custo, em que ao longo do ano, eram organizadas várias etapas em locais diferentes, todas elas guiadas unicamente por Gps.
         Eis que 5 anos após este início, que tive o privilégio de fazer parte, e, depois de percorridas mais de 19 etapas no circuito, foi organizada o regresso a Baião, para comemorar o 5ª aniversário do circuito Gps.

     Para esta etapa, convidei o meu amigo Gouveia, que prontamente aceitou ir molhar os pés e rolar na lama de Baião...lol...
          Contudo à última da hora, fomos acompanhado pelo Dr. Almeida Pereira, que iria pela primeira vez participar numa "prova" de btt e no circuito. Sem dúvida uma boa escolha. 
   O início estava marcado no Pavilhão Municipal de Baião, onde depois de levantados os dorsais lá seguimos a nossa viagem, de forma tranquila, já que a andamento do Dr. era muito diferenciado do nosso, e por isso, tivemos de relaxar na força...lol...
    À passagem dos 10 km, tínhamos a famosa Tasquinha do Fumo, onde bebemos um café artesanal junto com o famoso Biscoito da Teixeira, conhecido na minha terra por Doce Teixeira.
De seguida partimos em direção à Aboboreira sempre a subir- passagem pelos Dolmen Châ da Parada, onde aproveitamos para uma fotos, bem divertidas
  Passagem pela aldeia do Carvalhal de Reixela, onde efetuamos uma paragem ao km 25 - Aldeia de Matos, para comer a bela bifana e ainda tirar a foto da posteridade.
      Devido ao cansaço normal do Drº A.P. decidimos meter o track dos 42 kms, em que faltavam apenas mais 16,50 km para o fim.
       Para trás ficaram os 43 km com perto de 1300+ e o sentimento de dever cumprido.  Ainda me alambuzei com mais Biscoito de Teixeira antes de regressar a casa. Foi um treino diferente, que serviu para trazer para o monte e acompanhar desta feita o Dr. A.P., numa brincadeira no monte, de forma tranquila e muita brincadeira e boa disposição à mistura.

15 Outubro de 2016 - 8ª etapa GPS Èpic - Murça

        Este ano os objetivos não têm passado muito pelo btt. Mesmo assim sempre que possível, dou uma perninha pelo circuito épic, conceito que continuo adepto.
    Uma vez mais fui convidado pelo "presidente", para participar nesta etapa, contando ainda com a companhia de alguns elementos da Ecobike, que participaram na etapa mais curta. 
         Para a distância maior, cerca de 70 km, atacamos eu, o Ricardo e o "presidente", que agora que tem uma bike nova e ninguém o segura.
         O tempo não estava muito quente, contando ainda em algumas zonas com algum nevoeiro. 
        A chuva foi sempre uma ameaça, pese embora não tenha passado mesmo disso.
       O percurso esteve sempre bem ciclável, com uma dificuldade baixa, conseguindo assim rolar sempre em bom ritmo.
  Um das vantagens do circuito é a descontração que o mesmo permite, juntando sempre velhos conhecidos e amigos destas andanças, que vamos encontrando etapa a etapa, conforme a assiduidade dos mesmos.
         Foi assim um bom treininho pra mim, contando sempre com a amizade de todo o grupo, num dia descontraído, a fazer o que mais gosto, ou seja, estar com os amigos a pedalar.
    No final ficaram os 70 km, feitos em 05:26 e com altimetria de 2000+.  



25 Setembro 2016 - PortoGranfondo

 6ª Prova estrada- PortoGranfondo:
      Apenas uma semana após as Aldeias do Xisto - Lousã, já tinha nova prova agendada. Ia jogar desta vez em casa, no 1º Granfondo na cidade do Porto.
     Para não fugir à norma deste ano, estava inscrito no Granfondo (146 km com 2800+), havendo ainda a distância de Minifondo (55km com 896) e Mediofondo (108 km com 1782+).
    Tendo em conta o reconhecimento já feito, sabíamos que ia ser duro e algo perigoso, principalmente na parte final, em que percorríamos uma zona de paralelo e terra, numa altura em que o discernimento por norma já não é muito e o cansaço tornam as coisas mais complicadas.
    Decidimos sair cedinho de casa já a pedalar, tornando mais fácil a logística e assim já não tínhamos que fazer rolos para aquecer…..piu…
    O staff estava todo montado junto à ponte D. Luís e estendia-se por largas dezenas de metros em direção ao freixo, com um ambiente fenomenal de quase 3000 atletas, com muitos amigos e conhecidos que decidiram participar nesta prova.
   Para muitos também foi dia de experimentar este conceito de Granfondos, pese embora tenham escolhido distâncias menores, não deixando contudo de estarem presentes nesta grande festa de ciclismo no Porto, o que tornava o dia especial, para muitos dos participantes.
   Também se fez notar as imensas “estrelas” que compareceram, entre outras, Rui Vinhas, Gustavo Veloso, Rui Costa, Tiago Machado, Ruben Almeida, Rui Moreira, Amado, Frederico, Rui Sousa e Filipe Cardoso.
        A longa espera para o início da prova, de quase de 15´, tornou algo impaciente o pelotão, agravando ainda mais o nervosismo que se sentia.
   Claro que ao apito inicial, gerou-se alguma confusão, com muitas travagens a fundo num chega pra lá constante.
      Eu e o Gouveia partimos da 4ª box, com cerca de 700 atletas na frente.
  Claro que a subida de Mouzinho da Silveira, Rua Heroísmo e posteriormente até ao Freixo, foi sempre de prego ao fundo até chegar bem à frente do grupo, em que por vezes tinha de abrandar para ganhar folego, pois estava um ritmo de loucos.
          O pessoal estava tão nervoso, que ainda deu para rir com outros atletas, em que este início mais parecia um final de etapa.  
       No Freixo, tentei- me defender um pouco, mas o andamento era muito forte, e a estrada de entre-os-rios, foi feita a médias loucas, e quando dei por mim já estava na Ponte de Castelo de Paiva com o pessoal do médio a virar à direita.   
      Apanhei a boleia do Veloso, que vinha acompanhado pelo seu “mestre” Tiago Machado a servir de lebre…lol..
     Uma vez mais pensava para mim: quanto tempo vais durar na roda deste pessoal com andamentos muito mais fortes que os meus???, sabia que ia estourar, mas uma vez mais estava a curtir ir na roda do grande Tiago Machado, sempre muito bem disposto e disponível para ajudar.
      As coisas foram correndo bem até ao km 80, na subida do Porto Antigo- Cinfães (8 km a 4%), em que levei uma marretada e fui “obrigado” a deixar ir o grupo à vidinha deles.
        Foi uma autêntica tortura. Lembrei-me logo do que me aconteceu no Granfondo Aldeias do Xisto, em que fiz a prova exatamente como esta, e posteriormente paguei bem por essa audácia. Contudo, tinha decidido que ia correr exatamente da mesma maneira. Uns diriam que não era a maneira mais inteligente de correr, e eu também concordo, mas não imaginam o prazer que me voltou a dar, rolar com os mais fortes, neste caso no grupo do Tiago Machado, cerca de 80 km.
    Valeu por isso, e, para mim foi mais importante que me defender e chegar melhor classificado.
      Tal como disse fui obrigado a baixar o ritmo, e nos restantes quilómetros finais, que ainda foram muitos, foi o normal penar, quem ultrapassava, ainda estavam piores que eu, e quem me ultrapassava, ainda tentava seguir na roda deles, mas iam muito fortes
       Quando cheguei à n222, sabia que tinha um longo caminho de subida pela frente até começar a descer para Quebrantões.
     Nas descidas e retas tentava meter um pouco mais de carga, e tive sorte pelos semáforos verdes que ia encontrando, já que inexplicavelmente não vi ninguém da organização nem forças policiais, nem queria imaginar se tivesse de parar num vermelho.             Só para meter a bike a rolar novamente, acho que desmaiava…lol..
         Ia passando o pessoal do médio, muitos a pé e em pior estado que eu. Esperava que os abutres escolhessem primeiro estes para refeição e me deixassem para sobremesa…lol…
         Na parte final, já na marginal de Gaia, num terreno de empedrado e terra, já nem sentia nada, só ouvia o speaker do outro lado do rio.
        Rapidamente passei a Ponte D. Luís e cortei a meta, contando com a minha mulher e filha a bater palminhas.
      No final foram realizados os 146 km em 05H13 com 2800+, ficando na 39ª no meu escalão (224 terminaram) e 107ª posição na geral (610 que terminaram), pese embora não ter dado para o diploma ouro, um pouco incompreensível mais enfim.
      Estava um bom ambiente na zona de meta, dando para relaxar um pouco de tanto sacrifício e esforço e conviver com o pessoal.
       Com esta prova terminaram os Granfondos de 2016, compostos por:
Douro Granfondo – 160 km, 05H45 com 3256+, 40º escalão;
Gerês Granfondo – 153 km, 05H11 com 2700+, 66º escalão
Porto Granfondo – 161 km, 05H13 com 2800+, 39º escalão

Terminou a competição de 2016 com muito esforço, dedicação e glória…lol… este ano foi assim, para o ano logo de verá, quais os objetivos e desafios que vão ser escolhidos…