
Com o pessoal de Barcelos a organizar, logo sinal de muita experiência em provas de btt, tudo estava preparado para curtir grandes trilhos, que tanto abundam em Barcelos.
Para esta etapa não pude contar
com o meu “parceiro”- Ricardo, pois encontrava-se a percorrer Gaia- Fátima,
pelos caminhos de Fátima.

Gosto de chegar cedo, para poder
usufruir de todo o percurso, sem grandes pressas e correrias, e ainda poder chegar
relativamente “cedo” e com dia a casa…lol…

Quando já estávamos prestes a arrancar,
apareceu o Pedro Santos na companhia de um amigo, e então aguardamos mais um
pouco para juntos atacarmos o monte.
Nos kms iniciais, o piso estava
seco, o tempo estava agradável e deu para sentir que as pernas estavam bem
acordadas e dispostas para meter gás nas subidas.
Contudo, nas primeiras “picadas” e
dificuldades, junto ao Monte Palmeira de Faro, o Pedro decidiu fazer o percurso
mais curto e deu-nos carta branca para avançar com mais watts.
Assim, rapidamente chegamos ao Castro
de S. Lourenço, num local muito bonito, e com umas vistas belíssimas, com
muitas casas já reconstruídas e divididas em vários setores, consoante o ano da
sua construção.
Aproveitando um dos cafés
marcados no gps, decidimos fazer uma pausa perto das 12H00, para abastecer de
energia, comendo a bela da sande de presunto com coca-cola.


Claro que depois da bonança vem a
tempestade …lol… os seja, veio a parede mais complicada de transpor. Numa
altura em que o sol aquecia e bem, tínhamos cerca de 12 km sempre a subir até
Arefe e logo de seguida até S. Gonçalo, sito a 477m de altitude, que foi bem
complicado e deu muito trabalho para deixar para trás, já que subia, subia,
subia… sem fim à vista. Como costumo pensar, é nesta altura que se olha para a roda
da frente e sofre-se, até acabar a subida, simples…..
Esta subida deixou principalmente
marcas no Diniz, que teve de se socorrer de um gel do Laranjeira que o
ressuscitou até ao final.


Como começava a sentir falta de
energia, provocada pela falta de comida e de líquidos, decidi rolar forte para
chegar o mais rapidamente possível à meta, senão ainda levava com o homem do
martelo…lol..
Assim, chegamos à meta pelas
16H45, com o sentimento de dever realizado, num grande dia de btt, em que
ficaram 86 km realizados, com 1886+ altimetria, feitos em 6H46, em que foram
consumidas 4252 calorias.
No final a organização ainda nos
presenteou com uma senha para comer uma bifana e beber uma cerveja.
Depois do banhinho tomado e que
bem que soube, ainda descontraímos mais um pouco sentadinhos numa esplanada.