17 Novembro 2018 - 8ª Etapa Gps Épic - Trilhos do Lidador - Maia

Desta feita aproveitei esta etapa pertinho de casa, para a solo meter carga nas patas e fazer ao meu ritmo. 
Cheguei satisfeiteinho da vida, com os 68,5 km com 1600+. 
No final, como já é habito, recebemos o verdadeiro da caladinho, que bem que soube, eu acho até que vinha a sonhar com ele durante a etapa....




20 Outubro 2018 - 7ª Etapa GPS Épic Séries - Monção

Mais uma etapa feita na companhia dos amigos que me costumam acompanhar no monte. Foram feitos os 83 km com 2100+.
No final ainda deu para encher as peles, porque estes moços são de muito sustento.






29 SETEMBRO 2018 - 6ª etapa GPS Èpic Séries - Arouca


      De regresso ao btt e ao monte.
      Desta feita, viagem até Arouca, na companhia do Presidente, Ricardo e Bruno.

     O Objetivo era uma vez mais fazer a etapa mais longa, ou seja os 70 km, que contava com mais de 2600+. 
        Em Arouca o terreno é duro e o calor que se fez sentir não ajudou em nada o progresso no terreno.


       Tive como companheiros de viagem o Ricardo e o Bruno, fazendo sempre a viagem de forma tranquila.

       Teve como pontos altos, a subida à Serra da Freita, a passagem pela ponte suspensa dos Passadiços e a subida à Panorâmica do Detrelo da Malhada, com paisagem lindissima sobre a cidade.
       Claro que na passagem pelo Rio Paiva e tendo em conta que os meus companheiros estavam com muita vontade de fazer uma pausa para tomar banho, lá teve de ser, e encostamos as bikes para mergulharmos e arrefecer o motor, claro que soube pela vida.

        Arouca é sempre Arouca e tem umas paisagens muito bonitos, sendo para mim, um dos locais mais bonitos de pedalar.
        Na parte final, juntou-se à festa o Bruno e assim completamos a etapa os quatro.
        Para trás ficaram 71 km com mais e 2500+ com muita dureza.
        Mais um dia no monte a lavar a alma, que bem que sabe...


GRZ 33 - Grande Rota Zêzere (Tortosendo- Álvaro)

    Mais uma corrida, mais uma viagem.       Durante a semana tinha ficado combinado fazer os Caminhos de Fátima, desde Coimbra, com viagem de ida e volta de comboio. 
     Claro que já estou habituado, a grandes alterações em cima do joelho, por parte do "Presidente", e no próprio dia, é que descobri, que afinal íamos fazer a GRZ33, com início em Tortosendo. 
     Para esta viagem, contava com o manco do "Presidente", "Vitokorov", "Marito Miragaia" e com o apoio logístico do Narciso. 
     Estavam temperaturas bastante altas na Serra, coisa que ainda não estamos habituados, já que a chuva não nos quer largar. 
        Pois bem, a Grande Rota do Zêzere - GRZ33, é uma rota com a extensão de 370 km, da nascente na Serra da Estrela, até Constância, onde encontra o Rio Tejo, percorrendo 13 concelhos. 
       Depois de um belo pequeno-almoço, lá partimos para esta conquista, completamente desconhecida para mim. Infelizmente o trajeto, em muitas zonas, não está bem assinalado, e encontra-se tapado ou com bastante vegetação e silvas, que ia aquecendo os braços ao pessoal à sua passagem, valendo desta feita o track que tínhamos no gps. 
       O trajeto é bastante duro, num sobe e desce constante, o chamado rompe pernas, contudo a paisagem é impressionante, sempre a ladear o Zêzere, com passagem em locais onde tinha estado na prova do Fundão, mas desta feita, com mais tempo para ver as paisagens, com calma, descontração e poder usufruir das mesmas, coisa que não se passa em competição. 
       Tendo em conta o calor que se fez sentir durante todo o dia, originou um desgaste extra no grupo, com necessidade de paragens constantes para abastecer de água e mergulhar a cabeça em água fria. Claro que para nos alimentar, contamos com o apoio das imensas cerejeiras existentes, em que íamos enchendo o "bucho" deste fruto. 
        Ainda deu tempo para um banho refrescante numa praia fluvial, para ajudar a baixar a temperatura corporal. 
       Começamos em Tortosendo, passando por Coutada, Silvares, Dornelas do Zêzere, Janeiro de Cima e fim em Álvaro, percorrendo a distância de 85,7 km com 2060+, em 06h07 a pedalar. 
      Chegados a Álvaro, voltamos a mergulhar numa plataforma ali existente, para logo de seguida começar a cair bolas de granizo e a chover copiosamente, enquanto bebíamos a bela da cerveja recovery. 
      Mas como estes moços estão sempre cheios de fome, ainda fomos jantar, para regressar a casa bem atestadinhos. 
      Foi mais um grande dia de btt, na companhia de velhos amigos...
      A GRZ33 feito em toda a sua extensão, deve ser uma experiência fantástica, dura, mas do mais belo que existe, sem dúvida fiquei fâ e recomendo. 

6,7,8 Abril 2018 - Race Nature Mondim de Basto

      Não obstante já me terem falado bem desta prova, confesso que a mesma não fazia parte dos meus planos para 2018. Contudo, surgiu uma boa oportunidade, por parte do meu amigo Portela, e não consegui dizer que não.
     A mesma consistia em 3 etapas de prova, em que a 1ª dia era composto por um prólogo de 6 km com 257+, o 2º dia - 80 km com 2200+ e o 3º dia -70 km com 2000+.
      Todo o staff estava montado no Hotel Água Hotels em Mondim, que só por si, dispensa apresentações.
   O meu objetivo é sempre o mesmo, tentar dar o máximo e aproveitar depois do término das etapas, já que durante elas, é sempre a sofrer... 
  Devido às previsões meteorológicas as coisas iam estar feias em Mondim, o que eu não sabia, é que iam estar terríveis, face à chuva que tornou o piso muito pesado, com muita lama, gelo e temperaturas muito baixas.
      Tendo em conta os impeditivos de última hora, só consegui fazer o check-in no Hotel já depois do prólogo terminado por todas as equipas e individuais. Ainda deu para jantar, pelo menos o que restava, tendo em conta a hora já tardia.
      Assim, por não ter efetuado o prólogo, e segundo os regulamentos, fiquei com o pior tempo do dia, justo.

1º dia: 80 km com 2200+

       Depois de uma noite mal dormida, o normal, e, de um bom pequeno-almoço "enfardado", descemos até ao centro da Cidade de Mondim, para a 1ª etapa em linha, que nos esperava 80 km com mais de 2200+ e chuva durante todo o dia.
       O pessoal estava cheio de moral e com força para enfrentar um grande dia de btt.
     Depois do início controlado, que deu logo para descontrolar a minha pulsação, entramos no monte e deu logo para perceber o que nos esperava em todo o percurso. Muita lama, grandes poças de água e os pneus a enterrarem-se ao ponto de achar que em cada metro que andava estava furado, tendo sempre necessidade de fazer muita força nas patas, para meter a bike a rolar.
        O 1º posto de abastecimento estava montado na Aldeia de Tijão, aos 19,5 km, mas decidi "furar" o mesmo e continuar.
Sabia pelo gráfico, que ia levar com uma parede e não enganou em nada, que dura que foi.
       No segundo abastecimento, decidi parar um pouco, de forma a meter óleo na corrente e para apertar o selim, que se tinha desapertado a poucos metros deste abastecimento, esta foi sorte mesmo. 
    Problema resolvido pelo apoio mecânico e siga pra bingo.
         Claro que nem sempre as pernas correspondiam conforme eu gostava, mas não se pode pedir o que não se treina., paciência...
        Tinha decido defender-me na 1ª parte da prova, que basicamente subia até aos 40 km, para depois, caso ainda tivesse forças, poder atacar na 2ª parte da mesma. E assim foi, depois deste abastecimento rolei forte até à meta, que estava montada mesmo à entrada do Hotel. 
            Cheguei satisfeitinho da vida, cheio de lama, mas feliz com a minha prestação.
           Consegui cumprir o percurso em 04H27, ficando no 7º lugar no escalão e 15º à geral, foi para mim um excelente resultado, tendo em conta a dureza do percurso, que em nada me favorece, e às condições climatéricas adversas, que me dou sempre mal.
        Nestas provas compenso sempre a falta de ritmo e de treino específico, com a vontade e capacidade de sofrer.
          No final, entreguei a bike aos mecânicos e fui para o meu quarto, para poder "descansar as patas" e tomar um belo banho.
          Depois de uma bela massagem de recuperação, ainda fui até ao SPA do Hotel, relaxar um pouco a mente e corpo, já a pensar da coça do dia seguinte.

2º dia: 70 km com 2000+

        Depois de analisada a meteorologia, a chuva só viria depois de almoço, e com sorte talvez conseguisse fugir dela.
       Voltei a descer até ao centro de Mondim, para começar mais uma dureza.
         O início voltou a ser à morte, as pernas fartavam de arder, mas tentava desesperadamente tentar aguentar a roda de um grupo muito forte composta por 6 atletas.
    Foi sempre a forçar até ao Km 20, um pouco antes do abastecimento, em que o meu colega de equipa, partiu o patim, e foi obrigado a desistir. A sorte faz muito parte do btt, e este ano as coisas não têm corrido nada bem.
        Dali para a frente, a falta de motivação, muito importante nestas etapas, tinha acabado, restando-me apenas tentar terminar.
         Contudo as condições climatéricas agravaram-se imenso, com muita chuva e frio, juntando já à lama existente em muito do percurso. 
        Logo à saída do 1º abastecimento, peguei na roda da Celina e do grupo que a acompanhava e deixei-me ir até ao 2º abastecimento, altura em que ela já circulava sozinha. 
      Contudo aqui, fui obrigado a deixá-la ir a solo, pois tive de parar para comer e tentar aquecer, pois já não conseguia sentir o corpo. 
         Foi provavelmente uma das piores sensações que passei em cima da bike.
        Só me passava pela cabeça desistir, e em nada ajudava ver o pessoal que já ali se encontrava e outros que entretanto iam chegando, dizerem que já não aguentavam mais, que iam por estrada até Mondim.   Á minha frente saiu um colega e decidi ir na roda dele. Ele tinha um andamento bem mais lento que o meu, mas sabia que a subida era muito dura.
       Mas estava tão mau, que decidi por questões de segurança, ir na companhia dele, pois faltou-me coragem de ir sozinho, naquelas condições. 
        Já perto de começar a subir ao cimo da Srª da Graça, a organização decidiu cancelar aquela subida, por questões de segurança, em que ao descer por estrada, não conseguia ver mais de 20 metros à frente.
         Na parte final, sentia-me bem e fugi do grupo onde rolava, contudo valeu de pouco, pois na parte final e no cruzamento de estradas, andei perdido, com bastante dificuldade em navegar.
        Finalmente consegui chegar ao fim e finalizar esta aventura, cumprindo os 65 km com 1900+, em 04H04.
       Como estava em duplas, acabei por não ficar classificado, devido ao problema mecânico que aconteceu.
          Estou farto de chuva, lama e frio...bolas, venha o calor...
       A organização esteve bem, seria muito difícil conseguirem fazer mais, com as condições que também tiveram todos de superar. 
          È uma grande prova, num sítio muito bonito, num hotel muito bom, pena foram as condições climatéricas que não ajudaram ninguém e prejudicou em muito a beleza da prova.
         Ficou marcada a frase citada pela organização: Nenhuma vitória se consegue sem luta, força, coragem e determinação. será que vais dar tudo de ti????....eu dei o que tinha e não tinha...
....assim foi....

24FEV2018 - 1ª etapa GPS Épic Séries- Penafiel


    "Por Terras de Egas Moniz" - foi este o tema escolhido para a 1ª etapa do GPS èpic.

  Desta feita, escolhi alguns dinossauros do btt internacional: Presidente Jorge Almeida, Mário Almeida e o Ricardo, para me acompanharem até Penafiel e juntos andarmos pelas Terras do Egas, velho conhecido meu. 
    Tendo em conta o pico de forma atrasado do grupo, decidimos fazer os 48 km com 1350+, ia ser duro, muito duro...
     Depois de levantados os dorsais e respetiva foto da praxe, lá começamos cheios de moral, para desbravar o terreno.
     Logo no início tivemos uma peça de teatro onde foi recriada a "Lenda do Toledo", na Torre de Coreixas, acompanhada por uma natinha e um saboroso café....mau...ou melhor bom...ainda não tínhamos começado e já estavamos alapados a comer natas...lol...

       O piso estava bom para rolar e a um ritmo tranquilo, fomos passando por alguns dos locais e monumentos mais emblemáticos, que tinham sido escolhidos pela organização, como o Marco Geodésico da Figueira e a Igreja da Portela.

  Rapidamente chegamos ao reforço, que estava localizado aos 19 km. Claro que os meus amigos, não podiam deixar em claro, tiveram de encher a blusa, dizendo eles: "já estava a precisar"....cambada...
     Saídos daqui, era sempre a subir até à Capela de S. Pedro, num parte pernas constante, com picadas duras e curtas, exceto a última, que era um bom rebuçado. 

   O grupo de dinossauros com alguma dificuldade lá conseguiram chegar em grande estilo, ao Mosteiro de Paço de Sousa, nomeadamente o Presidente, que decidiu dar um ar da sua graça, e mandou-se pela escadaria abaixo a grande velocidade, com os pés fora dos pedais e todos à espera que se espetasse contra a mulher do Egas que o esperava na meta, bem, foi a risada total.

       No final estava um belo repasto, com um bolo magnífico, sumos e fruta, muito bom, oferecido pela Organização, da responsabilidade dos super conhecidos Kunalama.
       Pessoalemente aproveitei esta etapa, para apertar nas subidas e descer forte, para me habituar um pouco mais à bike, que é uma autêntica assassina...lol..
Em termos gerais foram feitos os 51,19 com 1550 em 04H30 em andamento.
    Como os meus amigos estavam famintos, ainda fomos ao "Moinho do Moleiro", onde nos juntamos ao pessoal do Kiko. 

      Bem, moelas, bacalhau, papas, orelha, carne, pataniscas, presunto, pao-de-ló, feveras, vinho, broa, enfim....estes moços se fossem para andar como são para comer, esqueçam, levava porradinha feia de todos...lol...

      Este tipos de eventos, como gosto de referir, é para descomprimir e aproveitar a companhia dos amigos, que têm andamentos e níveis de treino diferentes, para juntos pedalarmos e por a conversa em dia.
      Os três amigos que me acompanharam nesta etapa, podem não ser os mais fortes no btt, mas serão sempre fiéis amigos, que tenho muito respeito e amizade. 
       Obrigado amigos....