Mais uma etapa feita na companhia dos amigos que me costumam acompanhar no monte. Foram feitos os 83 km com 2100+.
No final ainda deu para encher as peles, porque estes moços são de muito sustento.



Mais uma corrida, mais uma
viagem. Durante a semana tinha ficado combinado fazer os Caminhos de Fátima,
desde Coimbra, com viagem de ida e volta de comboio. 
Estavam temperaturas bastante altas na Serra,
coisa que ainda não estamos habituados, já que a chuva não nos quer largar.
O trajeto é bastante duro, num
sobe e desce constante, o chamado rompe pernas, contudo a paisagem é
impressionante, sempre a ladear o Zêzere, com passagem em locais onde tinha
estado na prova do Fundão, mas desta feita, com mais tempo para ver as
paisagens, com calma, descontração e poder usufruir das mesmas, coisa que não
se passa em competição.
Tendo em conta o calor que se fez sentir durante todo o
dia, originou um desgaste extra no grupo, com necessidade de paragens
constantes para abastecer de água e mergulhar a cabeça em água fria. Claro que
para nos alimentar, contamos com o apoio das imensas cerejeiras existentes, em
que íamos enchendo o "bucho" deste fruto.
Chegados a Álvaro, voltamos a mergulhar numa plataforma
ali existente, para logo de seguida começar a cair bolas de granizo e a chover copiosamente,
enquanto bebíamos a bela da cerveja recovery.
A mesma consistia em 3 etapas de prova, em que a 1ª dia era composto por um prólogo de 6 km com 257+, o 2º dia - 80 km com 2200+ e o 3º dia -70 km com 2000+.
Devido às previsões meteorológicas as coisas iam estar feias em Mondim, o que eu não sabia, é que iam estar terríveis, face à chuva que tornou o piso muito pesado, com muita lama, gelo e temperaturas muito baixas.
Depois de uma noite mal dormida, o normal, e, de um bom pequeno-almoço "enfardado", descemos até ao centro da Cidade de Mondim, para a 1ª etapa em linha, que nos esperava 80 km com mais de 2200+ e chuva durante todo o dia.
Depois do início controlado, que deu logo para descontrolar a minha pulsação, entramos no monte e deu logo para perceber o que nos esperava em todo o percurso. Muita lama, grandes poças de água e os pneus a enterrarem-se ao ponto de achar que em cada metro que andava estava furado, tendo sempre necessidade de fazer muita força nas patas, para meter a bike a rolar.
No segundo abastecimento, decidi parar um pouco, de forma a meter óleo na corrente e para apertar o selim, que se tinha desapertado a poucos metros deste abastecimento, esta foi sorte mesmo.
Depois de analisada a meteorologia, a chuva só viria depois de almoço, e com sorte talvez conseguisse fugir dela.
Contudo as condições climatéricas agravaram-se imenso, com muita chuva e frio, juntando já à lama existente em muito do percurso. 
Mas estava tão mau, que decidi por questões de segurança, ir na companhia dele, pois faltou-me coragem de ir sozinho, naquelas condições.
È uma grande prova, num sítio muito bonito, num hotel muito bom, pena foram as condições climatéricas que não ajudaram ninguém e prejudicou em muito a beleza da prova.





Geo Tour 2018, é uma prova muito apetecível pela beleza singular dos trilhos e consequentemente pela dificuldade em conseguir uma inscrição para poder participar. Este ano estive mais atento à abertura e com umas cunhas pelo meio lá consegui uma inscrição em duplas, com o meu amigo Gouveia.
Estava um dia frio, mas com sol a tentar furar pelas nuvens, onde a azáfama é constante, neste tipo de eventos.
Os primeiros 15 kms foram efetuados de forma rápida, com alguns pequenos single-tracks, até à localidade de Silvares, onde entramos nos trilhos.
Efetuamos uma paragem muito rápida no abastecimento, para comer alguma coisa, tão rápida que nem deu para saborear e tive de sair com a sande de presunto ainda na boca...
Depois de vermos os nossos aposentos, viemos até à cidade para descontrair e comer algo, aproveitando o dia que estava muito bom.
Estava com uma valente dor nas pernas e sabia que os dois brutos não iam facilitar a minha vida. Começamos à morte, e até vómito veio à boca. Levamos logo com a subida até à localidade do Cabril, onde era bem visível a paisagem marcada pelos incêndios, onde a localidade de Praçais foi onde o fogo consumiu terrenos e casas deixando uma marca difícil de apagar.
Contudo eu, ao km 18, tracei também o meu pneu da frente. Ainda parei para ver se o líquido tapava, mas nada, fui obrigado também a meter camara de ar, para seguir caminho, e aqui também foram tantos os atletas que me ultrapassaram que ficou logo desanimado.
Mas bem, estava à espera que a qualquer momento eles chegassem até mim, mas nada. Vai daí, ligo e o Gouveia diz que tinham voltado a furar, esquece, ainda estavam a quilómetros de mim.
Os últimos quilómetros, numa parte mais rolante, foi feita a voar, com as motas na frente a cortar o vento.