12 Junho 2016 - Granfondo Gerês

      3ª Granfondo da época- Gerês.
      Parti para o Gerês, com o mesmo objetivo das provas anteriores, ou seja, atacar sem dó nem piedade e quando partir o motor, parti....
     Para isso continuava com a ajuda do Mister Gouveia, que mais parece uma carroça a puxar por um burro.
    Tendo em conta que continuamos a inscrever nas provas cedinho, continuando assim a partir na útima box, com apenas cerca de 1700 atletas para ultrapassar, coisa pouca, pois claro.


     Logo desde o "apito inicial", o Gouveia, foi servindo sempre de batedor, forçando sempre o andamento, ao ponto de quase nem conseguir dizer para ele ir embora ao ritmo dele.
   O gráfico não enganava, com subidas curtas e constantes, o denominado rompe pernas, que ia deixando muitas mazelas no decorrer dos quilómetros.
     Uma vez mais os abastecimentos eram feitos apenas a cheirar, pois as rodinhas são muito importantes e esta perda significa "a morte do artista".
    Já estava no meu limite quando cheguei à subida de Pincães, com cerca de 130 km de prova, em que sofri a bom sofrer para não por os pés no chão, e só não o fiz por vergonha, pois não sentia o corpo.
     Contudo e quase sem tempo de descanço levei com a subida de Ermida, e aí ...PUM, levei com o homem da marreta e vi-me obrigado a pousar o pé no chão e levar a bike à mão, que PU....de subida...
   Respirei fundo e lá vim "aos trambolhões" até à meta, sempre com o cão de fila do Gouveia a roer-me os calcanhares...lol...
      Passamos por Vila do Gerês, Rio Caldo, Salamonde, Ruivães, Santa Leocádia, Venda Nova, Barragem dos Pisões, Vilarinho de Negrões, Sezelhe, Paradela, Bostochão, Cabril, Pincães, Fafião, Ermida, Vila do Gerês.
    Claro que as forças eram poucas, mas ainda restaram algumas para conseguir sentar para comer a respetiva massa com atum, já na companhia do João, que participou no médiofondo.
  No final conseguimos uma vez mais, fazer tempo de ouro, completando os 151 km em 05H11, com 2700+ altimetria.
Consegui um 196 geral de 2100 participantes e 66 no meu escalão- veterano B, com uma média de quase 30km/h, em que atingi a velocidade máxima de 78 Km/h.
      A frequência cardíaca andou na média dos 153 e a máxima nos 175bat/m, até os bofes saem da boca....lol...
     Foi uma muito boa participação para mim, dei tudo o que tinha e o que não tinha e por isso fiquei feliz com a  minha prestação.
      Obrigado ao meu amigo de pedal, que uma vez mais puxou por mim até não poder mais. O Futuro de nós dirá...

24 Abril 2016 - Évora Granfondo

     Para a primeira prova da época, escolhi ir ao Granfondo de Évora.
   Para esta viagem, juntamos um quarteto campeão, composto pelo Mister Gouveia, que continua a ter estas ideias malucas, pelo João e o Peter.
       Tínhamos decido de forma a diminuir as despesas, bem como podermos alimentar convenientemente, cada um seria responsável pelo seu cardápio.
Poderíamos escolher entre o Mediofondo, na distância de 105 kms e o Granfondo com 185 km e uma altimetria de 1721+.
          Depois de toda a logística montada e arrumada partimos para Évora, logo na manhã de sábado, efetuando apenas uma paragem para carregar "as peles" de hidratos (massa e afins), típico de ciclistas prós….lol…
     O quartel general deste Granfondo estava montado bem no centro da cidade, mais propriamente junto ao Templo Romano de Évora, também conhecido por Templo de Sofia.  
        Aqui chegados, fomos levantar os nossos dorsais e tirar as primeiras fotos da praxe, bem juntinhos ao cartaz do evento e já equipados com o jersey do mesmo, que classe.
    Escolhemos ficar instalados numa das casas dos Serviços Sociais da PSP, a cerca de 500 metros da partida, e, sem dúvida foi uma excelente escolha, já que ficamos muito bem instalados e a preços bem económicos (recomenda-se).
       No sentido de relaxar um pouco da viagem, fomos dar uma voltinha de uma hora de bike, de forma a afinar as máquinas para o dia seguinte e ainda tirar mais umas fotos pela cidade. Claro que eu tinha de aproveitar para comprar um híman, para recordação da cidade de Évora, compra da praxe...
        Mas isto de dormir fora de casa e antes de uma competição, é sinal de contar as horas constantemente e levantar com a sensação de direta, enfim…
      Mas o grupo estava com a moral em alta e foi assim que nos deslocamos para o ponto de partida, com a normal azáfama destes eventos, que contava com a participação de cerca de 2000 atletas. 
        Como não pagamos cedinho (normal), lá fomos parar para uma boxe bem atrasada e desta forma só tínhamos cerca de 1000 atletas para ultrapassar, se queríamos ganhar, pois claro. Com o tiro de partida dada à hora exata -09H00, com o início em pavé e a descer, todos os cuidados foram poucos, com muitos encostos, travagens bruscas, as famosas esquerda-direita, havia de tudo…
      Tentámos (eu e o Gouveia) rolar forte de forma a chegar à frente do pelotão, mas esse já estava muito longe e nunca conseguimos esse propósito, ficando por um 2º grupo, que rolava bem forte.
    Na 1º hora de prova quando olhei para o GPS, indicava que tinha sido feito com a média de 38 km/h (pensava eu: vais rebentar que nem uma castanha), mas pronto, siga….
     Grupo a grupo conseguímos sempre apanhar bons grupos e constantemente saltávamos estilo gazelas de uns para outros, até formarmos cerca de 15 atletas com níveis muito idênticos.
    Os pontos mais altos e principais dificuldades, eram a Serra d`ossa no Redondo e o Castelo de Monsaraz em Reguengos, que foram ultrapassados sempre a derreter alcatrão, em que eu só não sabia até quando ia durar.
      Por diversas alturas o Gouveia que ia forte, tentou sair do grupo, mas os outros não estavam muito nessa disposição e não davam mais que uns metros de distância, desgastando-o imenso estes ataques, já que o vento estava de frente e soprava bem forte.
      A prova tinha quatro abastecimentos, mas apenas no quarto efetuamos uma paragem, que nem um minuto demorou, dando tempo para meter líquidos e devorar dois bolos.
     A maior parte do grupo, não efetuou esta paragem, pois encontravam-se com um carro de apoio (não permitido) a repor líquidos e comida, colocando muitas vezes em perigo os restantes ciclistas, pois constantemente não conseguiam agarrar no que lhes davam, gerando-se muita confusão.
       Ficamos assim quatro atrasados. Como o vento era muito forte, em conjunto decidímos fazer um esforço e como todos passaram pela frente, alcançamos rapidamente os fugitivos.
     Faltavam cerca de 40 km para o fim, com o ritmo a continuar muito forte.
Então dá-se uma fuga, que contando com a ajuda da mota da gnr, conseguiu ganhar uma boa vantagem, já que ninguém conseguiu responder.
        Como eu e o Gouveia estávamos bem, decidimos em "comboio" rolar à vez na frente e anular a fuga, mesmo à pró…lol…pese embora já estivesse com o botão no vermelho.
   O restante pessoal continuavam impávidos e serenos e já nem iam à frente, seguiam apenas na rodinha boa. Claro que não tinha dúvidas que na ponta final, ia pagar caro esta brincadeira e iam passar por mim que nem balas…lol..
       Já na entrada da cidade Évora, tinha uma curva apertada à esquerda e de seguida ficava apenas uma subida bem inclinada, com cerca de 500 metros, em pavé, até à meta.
        O atleta que tínhamos anulado a fuga estava fulo com o grupo por não ajudarem, virou-se para mim e disse: vai, vai, vai tu…tendo em dito: não, vai tu, vai tu…lol..
           O Gouveia estava com caibras e disse para eu atacar. Decidi então meter tudo o que tinha e subir com o outro atleta. Ia morrendo com o esforço que fiz, aguardando a ultrapassagem a qualquer altura dos que vinham na "maminha". Para meu espanto ninguém respondeu, conseguindo assim ficar à frente de um bom grupo de atletas.
    Em termos estatísticos percorri os 185 km, em 05H10, com altimetria de 1721+, atingindo uma velocidade média de 37 Km/h e velocidade máxima de 77 km/h, onde de cerca de 2000 participantes ficar em 17º no escalão, muito bom
     Este granfondo fez passagem pelas cidades de: Évora, Estremoz, Redondo, Alandroal e Reguengos de Monsaraz.
  Uma palavra de agradecimento ao Gouveia que me ajudou sempre a gerir as forças e a tática para esta corrida, bem como ao João e Peter, pela amizade e boa disposição, que culminou com uma excelente prova e principalmente um excelente fim-de-semana. Somos os maiores carago....

01 Maio 2016 - Douro Granfondo

      Após o Granfondo de Èvora, onde o desgaste foi intenso, tinha necessidade de descansar um pouco e recuperar as forças, de forma a estar em bom nível no Douro.
     Sabia que a prova ia ser dura, e, inclusive tinha dúvidas qual a distância que ia participar. Contudo, o mister não estava com vontade de facilitar as coisas e dizia que íamos fazer os dois a distância grande. Pelos vistos, além de ter de fazer os 160 km, ainda o teria de acompanhar....k medoooo.
         Não tardou nada e já estávamos a fazer a viagem bem cedinho para o Douro. 
      Chegados bem  ao centro da Régua, local onde estava montado todo o quartel general do Granfondo, era visível a azáfama, a adrenalina, as cores das equipas, o montar das bikes, ou melhor super-bikes, o animar do speacker, enfim, um conjunto de pormenores que antece um evento, com 3000 participantes e com atletas de 17 nacionalidades diferentes, onde nada parecia falhar.
   Uma vez mais aprendi o quanto é importante ver, rever e tornar a confirmar todo o material que se leva para uma prova, em que uma falha, é a morte do artista. Desta feita esqueci osóculos de sol, o pior que se pode esquecer, enfim, ainda não tinha começado a pedalar e já estava danado.
       Por termos efetuado o pagamento mais tarde, partíamos da box 5, e tínhamos mais de 1.100 ciclistas à nossa frente, embora mais preocupante eram os 3200+ acumuldo, com 5 subidas terríveis para serem ultrapassadas.
       A adrenalina sobe à medida que se aproxima o início da prova, e acho mesmo que é esta a sensação do sangue a ferver as veias e a vontade de competir, que me motiva a participar e a treinar, com muito esforço e dedicação, para vir a estes grandes eventos.
     Dada o tiro de partida, às 09H00 em ponto, demoramos cerca de 6 minutos a chegar à meta, ultrapassando constantemente ciclistas, para poder chegar o mais à frente possível.
      Acaba por ser perigoso estas ultrapassagens no início, já que estão todos com muita força e os toques são muito frequentes, bem como as quedas.
1ª Subida: subida por Adorigo para Tabuaço, com 7 km de extensão, onde rolámos bem, mas sem grandes loucuras, continuando sempre a ultrapassar ciclistas. No cimo tínhamos o 1º abastecimento, onde nem cheirámos os bolinhos bons, descendo logo a grande velocidade para a Foz do Távora.
2ª Subida: subida para Castanheiro do Sul, com algum pavé pelo meio, que a tornou ainda mais difícil até Várzea de Trovões, onde entrámos num sobe e desce duríssimo de cerca de 5km até São João da Pesqueira. Continuámos bem, conseguindo manter o andamento forte, até então.
3ª Subida: culminava com o 2º abastecimento, mas era só passar e cheirar, porque comer nem nada. O mister não deixava, dizia que estávamos muito gordos...lol..
4ª Subida: depois de mais uma descida "bruta", passámos pela barragem da Valeira, bem conhecida do ano passado. Foram 7 km a subir, com inclinação média de 7%, mas com os primeiros 4km muito duros. Bem no cimo a organização oferecia favaios, para os mais corajosos. Tendo como máxima, "se conduzir não beba", tive medo de arriscar, não fosse na primeira curva voar até ao Douro. Esta subida fez mossa e de que maneira, não fossemos já com 91km, onde em determinadas zonas, fomos obrigados a abrandar o ritmo, para poder ganhar balanço para o fim.
      Contudo mais à frente decidimos que obrigatoriamente tínhamos de parar no abastecimento, no mínimo para meter líquidos.  O cardápio era de tal ordem diverso, que quando cheguei fiquei sem saber muito bem o que comer. Não me podia esquecer do que me tinha acontecido na edição transata, em que me lambuzei de tudo e mais alguma coisa e depois vim com vómitos vários quilómetros, raio da gula.
       Depois de passado este ponto terrível, vinha uma das descidas mais bonitas da prova, ia deitando o olho à paisagem brutal, sem nunca descurar a estrada, já que a velocidade rondava entre os 50/60 km/h. Como falei com outro colega, este é um local magnífico para andar, só é pena não termos muito tempo para poder comtemplar esta beleza.
5ª Subida - faltava a sobremesa- subida para Alijó, com passagem pela futura barragem do Tua, com uma distância de 15 km sempre a subir. A principal dificuldade estava no início, com pendentes altos.
      Quando vi a placa a dizer Alijó, bem que me aliviou a alma. A seguir aparecia Favaios, onde entrávamos logo em grande velocidade  até ao Pinhão.
       Foi nesta altura da prova que eu tive imensas dificuldades em acompanhar o grupo de cerca de 10 ciclistas que se juntaram. Todos estavam cansados, mas eu parecia nitidamente o mais desgastado de todos.
      Na descida o Gouveia avisou-me que a roda de trás estava empenada. Quando olhei para ela, assustei-me de tal maneira, que ia cheio de medo, já que rolavávamos em grande velocidade, com curvas muito fechadas. Nesta altura da prova tive muita dificuldade em acompanhar o grupo e já no Centro de Pinhão, e durante 1 km de pavé, ouvi um barulho metálico a partir vindo da roda traseira, que me obrigou quase a parar, para ver o que tinha acontecido, passando pela cabeça a sensação que estava tudo terminado e tinha morrido na praia.
       O Grupo fugiu e o Gouveia ficou na retaguarda do mesmo aos "gritos" para eu apertar e chegar junto dele, para me esforçar...e eu....desesperado a dizer que não conseguia porque estava com a roda toda partida, mais parecíamos dois malucos a "discutir"...lol...
        Quando entramos novamente no asfalto, a bike começou novamente a trabalhar bem, faltando 25 km até à meta, mas com o grupo já longe.
      Novamente o Gouveia decidiu apostar tudo, para colarmos novamente ao grupo, pois o vento estava muito forte de frente e se não o conseguíssimos iríamos sofrer e bem até à meta.
    Eu já estava por fios e num grande esforço, conseguiu rebocado pelo Gouveia, que voltássemos novamente ao grupo. Eu já só queria terminar e olhava constantemente para os kms. O grupo circulava a alta velocidade, com médias de 40/45 km/h, e ultrapassavamos outros ciclistas a tal velocidade que até metia medo. Ainda apanhamos outro grupo que se juntou ao nosso, onde na parte final, a melhor posição no pelotão, começava a criar perigo.
        Decidi não ir ao choque e na última viragem para a reta da meta, o sprint foi de loucos, o Gouveia disparou, conseguindo uma boa classificação, onde eu na parte final ainda consegui dar um ar da minha graça e subir dois lugares na reta da meta.
      Ficaram assim em termos estatísticos 160 Km feitos em 05H45, com um altimetria 3256+ e média de 28 km/h, atingindo a velocidade máxima de 69,5 km/h. Na classificação geral fiquei em 152 e no meu escalão em 40º, sendo na minha opinião uma boa classificação.
       Não poderia deixar de agradecer ao meu amigo Gouveia, por me ter acompanhado em mais um Granfondo, muitas vezes em seu prejuízo, mesmo contra a minha vontade, continuando acreditar que: "sozinhos podemos andar mais rápido, mas juntos podemos ir mais longe"...

Teste de VO2 Máximo

O CIAFEL procura atletas amadores ou recreativos, de ambos os sexos, que não sejam federados, e que estejam disponíveis para participarem, no seu laboratório, num conjunto de testes físicos, habitualmente só disponíveis para os atletas de elite e equipas de ciclismo. A participação é totalmente voluntária e gratuita e terá lugar no laboratório do CIAFEL na cidade do Porto.

O BTT tem vindo a ganhar imensos adeptos ao longo dos últimos 15 anos. Todos os anos existem mais maratonas e com um número cada vez maior de participantes.

Esta é também uma forma adoptada por muitos para aumentar o seu nível de actividade física, procurando a evasão e o contacto com a natureza, e é uma consequência natural do seu envolvimento com a utilização da bicicleta de montanha. É igualmente a porta de entrada num estilo de vida activo, insistentemente promovido pelos diferentes organismos responsáveis pela promoção da saúde.

Os participantes ficarão a conhecer melhor alguns indicadores da sua capacidade cárdio-respiratória , como o consumo de oxigénio máximo (VO2 máximo), a sua composição corporal e obter dicas e estratégias nutricionais para melhorar o seu treino e performance.
O que é o VO2 máximo?Uma dúvida que aparece bastante é sobre o VO2máx. O que é, para que serve e qual a diferença entre homens e mulheres costumam ser as perguntas mais freqüentes. Neste artigo vou tentar responder a essas questões de uma maneira simples.

O VO2máx é o volume máximo de oxigênio que o corpo consegue “pegar” do ar que está dentro dos pulmões, levar até os tecidos através do sistema cardiovascular e usar na produção de energia, numa unidade de tempo. Este valor pode ser obtido indireta (através de diferentes testes, cada qual com seu protocolo e suas fórmulas) ou diretamente (pelo teste ergoespirométrico).

O teste ergoespirométrico, conhecido de muita gente (aquele teste que o corredor faz na esteira com uma máscara no rosto e um monte de eletrodos no corpo), além do VO2máx, encontra também os limiares anaeróbicos L1 e L2, que ajudam muito no treinamento (estes limiares são normalmente fornecidos em velocidade e/ou freqüência cardíaca – FC).

Com esses dados é possível planejar um treino mais estruturado. Veja o exemplo do treino com a FC ou velocidade de corrida:

- abaixo do L1: regenerativo
- entre L1 e L2: aeróbico. O corredor consegue manter o ritmo por bastante tempo
- acima do L2: intenso/anaeróbico. Quanto mais longe do L2, menor o tempo que o corredor consegue manter o ritmo

É claro que com os dados obtidos no teste, seu treinador conseguirá periodizar melhor seu treino de acordo com seus objetivos pessoais.

Mas engana-se quem acha que o VO2máx é uma variável como a freqüência cardíaca, que você pode medir com um frequencímetro. O VO2máx é usado para medir o “condicionamento” e o quão “condicionável” é o indivíduo. Costuma ser o melhor índice fisiológico para classificação e triagem de atletas. E mais, normalmente é genético, não podendo ser melhorado muito acima de 20 ou 30%. Além disso, alguns outros fatores também influem no seu valor, tais como:

- taxa de gordura. Quanto maior a taxa de gordura do indivíduo, menor seu VO2máx;
- idade. Quanto maior a idade, menor o VO2máx;
- musculatura. Quanto maior a musculatura, maior o VO2máx, entre outros.

Outra coisa que vale a pena ressaltar é que se o indivíduo for sedentário, provavelmente, com o treinamento, poderá ter seu VO2máx melhorado em até 30%. Já um atleta muito bem treinado, mesmo dando continuidade ao seu treinamento, dificilmente conseguirá melhorar seu VO2máx. Ou seja, quanto mais treinado for o indivíduo, menos ele pode melhorar seu VO2max, às vezes nem 1%. Porém, vale lembrar que mesmo sem aumentar seu consumo máximo de oxigênio, o desempenho deste indivíduo pode melhorar.

30 Março de 2013 – Teste à Mondraker Podium Pro - Roda 29

    Quando o Pedro me convidou para testar a Mondraker Podium Pro – Roda 29, ainda disse…coisa e tal e tal e coisa… pode ser já????...lol…
    Já lá vai um tempinho em que voava com a minha Mondraker Podium, e que saudades que tenho desses tempos, principalmente da sua leveza e rapidez a subir. Claro que por ter optado por provas de maratonas e por razões de insuficiência física, tive de comprar algo mais confortável e menos agressivo.
    Mas esta bicicleta sem dúvidas que tem um design que não passa nada despercebido, tendo em conta a quantidade de pessoas que a admiram na sua passagem, ou então era a olhar para o rider…lol…Não só o avanço que efetivamente é único e faz a diferença, bem como o tamanho da roda, que é bastante maior que aquela que sempre usei. 

     Na condução sentimos que estamos um pouco mais acima do chão que o normal, transmitindo uma sensação de “poder”, logo não é aconselhável a pessoal com vertigens…lol.. O guiador mais largo permite facilmente e rapidamente conduzir o “bicho”, tendo uma enorme agilidade de movimentos, onde eu pensava ser bem mais lenta, mas enganei-me.  
     No início e por falta de hábito, senti constantemente a traseira a levantar, com um constante galopar, típico das rígidas.
     Ela vem equipada com uma transmissão 2X10, pese embora não tenha dado para aferir a diferença, já que não fiz grandes alterações de “caixa”. Outro grande pormenor é a possibilidade de bloquear a suspensão dianteira no guiador, sem tirar a mãos do mesmo, sendo muito prático e esteticamente bem conseguido, uma mais valia sem dúvida.
    Consegui assim efetuar 56 Km na sua maioria em estrada, notando-se que em cada pedalada, ela pede cada vez mais, mais, mais, até as pernas queimarem e só notei no final o quanto puxa.
     O pouco que fiz no monte, a roda da frente facilmente transpõe obstáculos, sendo muito superior à roda normal, já que mais parece um autêntico trator.
    Em termos gerais, deu para compreender a atual febre por este tipo de roda, que veio para ficar, ficando deveras impressionante com o seu desempenho.
  Esta Mondraker Podim Pro esteticamente marca muitos pontos, pela boniteza, agressividade, facilidade de condução, leveza e alguns pormenores já referidos, surpreendendo-me o seu andamento, muito mais do que estava à espera. Mas também fiquei com a noção que para tirar a máxima superioridade da mesma, em que por norma só se discute a altura ideal do condutor para o uso desta roda, a condição física parece-me algo mais marcante, pois ela pede constantemente mais força e aceleração, e isso nem todos podem dar….lol…
   Obrigado ao Pedro, por me ter dado a possibilidade de andar e experimentar uma bicicleta tão potente e bonita. Venha o próximo teste... 

Revista do ano de 2015

     Mais um ano que está quase a terminar e não poderia faltar a já habitual revista do ano, com os meus melhores momentos. 
     Este foi um ano de reviravolta, em que comecei a rolar forte em estrada, muito por culpa do meu amigo Gouveia, onde acabei por participar em duas provas: Douro Granfondo e do Skyroad Serra da Estrela. 
     Claro que o btt continua a ser a minha praia e é onde traço os meus principais desafios, em que este ano, voltei a não conseguir concluirvo Extreme Vila Conde- Gerês.
   Mesmo assim viajei por este país, com passagens por: Serra da Estrela, Vale de Cambra, Gondomar. Macedo de Cavaleiros, Régua, Bairrada, Praia Madalena, Marco Canaveses, Srª Graça, Vila Conde, Foz Côa, Famalicão, Murça, Maia, etc, etc... :
      Percorri 7.850 km, em 112 treinos, num total de 344 horas, com uma altimetria de 88.500+... 

1ª etapa Circuito Gps Epic 2015 - Geo Bike Challenge- Serra Estrela



21 Março 2015 - 2ª etapa circuito Gps Epic - Vale de Cambra




14 março 2015 - 2ª etapa Circuito NGPS- Pelas Encostas do Douro - Gondomar

 


18 Abril de 2015 - 3ª etapa circuito Gps Epic- Macedo de Cavaleiros




03 Maio 2015- Douro Granfondo - 1ª prova de estrada




23 Maio de 2015 - Ultra Marathon Bairrada 150




07 Junho 2015- X Torneio Voleibol Forças e Serviços de Segurança



27 Junho 2015- 5ª etapa circuito Gps Epic- Marco de Canaveses




02 Agosto 2015- Gaia- Srª Graça




7, 8, 9 Agosto- Vila do Conde- Gerês Extreme




28 Agosto 2015 - Travessia Freixo Espada à Cinta- Castelo Numão (Foz Coa) - "Made in Ecobike"




26 Setembro 2015 - 7ª etapa circuito gps épic - Famalicão



17 Outubro - 8ª etapa circuito épic séries - Murça

 


14 Novembro - 9ª etapa circuito épic séries - Maia
 


21 Novembro 2015- apresentação Focus Izalco 3.0

 



19 Dezembro 2015- Passeio das Luzes

 


Obrigado a todos os que me acompanharam por este país, ainda não conquistado. Venha 2016, e que seja cheio de muitas conquistas...