14 Novembro - 9ª etapa circuito épic séries - Maia

Eis que chegou a 9ª e última etapa do circuito épic de 2015.
Para esta etapa tinha decidido fazer a etapa maior, que rondaria os 80 km e com uma altimetria de 2000+.
  Pois bem, até esta etapa já tinha acumulado nas pernas 459 km, mas ainda tinha vontade de ultrapassar os 500 km, este ano. 
   Esta etapa iria percorrer as cidades da Maia, Santo Tirso, Trofa, Valongo e Paços de Ferreira.
  Assim, nada melhor que levantar cedinho, fazer a etapa e voltar cedinho para casa, tendo para tal aproveitado a boleia do Jorge, que fez a etapa na companhia do Ricardo e do Bruno, nada habitual nestas andanças.
      Já que a armada ecobike tinha decidido fazer a curta, consegui a companhia do Laranjeira para juntos fazermos a distância maior, decidindo rolar a bom ritmo, sem grandes euforias, mas sempre certinhos, tal como gostamos.
   A primeira grande dificuldade estava marcada para a subida do Piorio, que acabava na Srª da Assunção, numa subida dura e técnica, tendo sido feita sempre a ultrapassar pessoal que tinham começado mais cedo.
   No final deste esforço tivemos uma pequena recompensa, ou seja, um “seminarista”, que é nada mais que um jesuíta, mas pequenino, que estava delicioso. Pena foi só ter sido um...
   De seguida tivemos a passagem pela nascente do Rio Leça; a já conhecida descida e técnica de Citânia de Sanfins, que nos pôe sempre alerta; Monte Pilar e o seu single track até às Cascatas de Fervença, que deu para aquecer os travões e principalmente a perna, lá tinha de ser, mais um terno....lol...
   Nas três últimas etapas, 3 quedas, bem bom…lol… o responsável é o ciclismo de estrada, que nos tira destreza no monte.
      A faltar 20 km, depois de ter falado com o Jorge, acabamos por nos juntar à armada ecobike, que já se encontravam bem refastelados a manjar, que estes moços não perdoam, aproveitando também para recarregarmos baterias.
 Depois desta paragem, decidimos ir todos juntos até à meta, baixando significativamente o andamento, até ao final, em que completamos mais 80 km.
    Com esta distância, terminei a minha participação no épic em 2015, com a módica quantia de 540 km nas 8 etapas que consegui participar, tornando-me assim um finisher.
   Não obstante não ter conseguido participar numa das etapas, provavelmente serei dos participantes com mais quilómetros de todo o circuito, já que participei nas distâncias maiores em quase todas elas, pormenores pois claro, mas que fico sempre satisfeito pelo objetivo que tinha pessoalmente para este ano.
   Fica assim em jeito de agradecimento as etapas que participei e quem comigo pedalou em mais um ano no épic.




2015

1ª etapa - Serra da Estrela - 78 km:



2ª etapa - Vale de Cambra- 72,5 km:




3ª etapa - Macedo de Cavaleiros - 67 km:




5ª etapa - Marco Canavezes - 60,5 Km:




6ª etapa - Cinfães- 62,5 Km:




7ª etapa - Famalicão - 71 km:




8ª etapa - Murça - 47,55 km:





9ª etapa - Maia - 80 km:




...para o ano talvez consiga repetir....o futuro de nós dirá.....


Finisher 2015

26 Setembro 2015 - 7ª etapa circuito gps épic - Famalicão

   Já estava com saudades de fazer uma etapa do circuito ngps, atual Gps epic séries, a solo.
    Esta etapa desenrolou-se na cidade de Famalicão e tinha como cardápio duas distâncias: a mais curta de 55km com 1400+ e a maior de 70 km com 2000+.
 Desta feita, não contei com nenhum dos super atletas que por norma consigo desencaminhar, aproveitando a presença da armada Ecobike, mais propriamente do Márito e do J. Almeida, para uma boleia até Famalicão.
   Por curiosidade a bike do Márito tinha tantas aranhas em redor do quadro, que as rodas nem rolavam, com tantas teias…lol… onde longe da forma de outros tempos, tinha optado por fazer a distância mais curta.
   O dia tinha nascido frio e com muito nevoeiro, optando assim por envergar, a pedido de muitas famílias, o equipamento Ecobike.
    Basicamente de forma a não criar muita seca nos meus amigos, tinha de rolar rápido, de forma a acabar sensivelmente ao mesmo tempo.
    Devido ao mau tempo, o gps demorava muito tempo a ler o percurso, obrigando-me muitas vezes a parar nos cruzamentos, ou mesmo a voltar atrás, por sucessivos enganoss, motivo que me estava a arreliar e de que maneira.
  Com o passar dos quilómetros e a melhoria significativa do tempo, as coisas lá voltaram ao normal e comecei a rolar mais forte.
     O percurso, na sua maioria era composto por um piso duro e muito traiçoeiro, com muita pedra solta, em que muitas vezes a roda da frente ganhava vida própria e tomava direções não pretendidas, obrigando a uma atenção muito atenta do trajeto a escolher.
  Para esta etapa, optei por não fazer paragens, a não ser para as fotos da praxe, e claro, comer uns figuitos, que souberam tão bem. 
   Quando já tinha feito cerca de 55km, o Jorge ligou-me a dizer que já se encontravam à minha espera na meta.
    Claro que eu ainda carreguei mais nas pernas, fazendo parte de uma ciclovia a mais de 35 km/h, ia “ceguinho”, como costumo dizer…lol…
    Quando arriscamos, a probalidade de cair também é maior, e logo com as caraterísticas deste piso.
Assim, a faltar 7 km para o fim, numa descida em que rolava a boa velocidade, a roda da frente resvalou, e atirou-me de cima da bike.
   Ainda tive tempo de dizer “AI”, mas de nada adiantou, pois bati com o joelho numa pedra e pior que isso, bati com as costelas na ponta do guiador.
   As dores foram tantas que me fez aninhar por uns segundos, custando a levantar. Voltei assim a relembrar velhas dores.
  Com alguma dificuldade, lá cheguei à zona da meta, onde depois de reconfortar o estômago, regressamos novamente à nossa bela cidade.
   Para trás ficaram os 70,8 km, com 1800+, feitos em 05H00 em andamento.    

28 Agosto 2015 - Travessia Freixo Espada à Cinta- Castelo Numão (Foz Coa) - "Made in Ecobike"

   Depois de um pequeno afastamento dos passeios, como gosto de chamar, “Made in Ecobike”, voltei a ser "chamado" por V.Exª o Presidente Srº Jorge Almeida, para uma travessia para os lados de Foz Coa.
   Como companhia ainda contei com a sua alteza o Vice (Vitokorov) e o secretário adjunto (Luis Correia)…lol…
   Para mim é indiferente o local para onde vou, mas sim, ser convidado para estes saudosos passeios, onde não são importantes os quilómetros que faço, nem as serras que subo, mas sim o convívio, o ambiente descontraído e o dia bem passado entre amigos a pedalar.
   A travessia foi devidamente planeada por aquele que melhor conhece o nosso país, incluindo ex-castelos, castelos, castelinhos, ou apenas uma pedra a ditar a sua existência – Vitokorov.
   Foi desenhada com começo em Freixo Espada à Cinta e término no Castelo de Numão- Foz Coa.
   Uma vez mais dormimos bem rápido, pois tínhamos uma longa viagem até ao início da nossa loucura, em Freixo Espada à Cinta- Bragança.
   Os “cavalos de pau” estavam sedentos de pó e o calor que estava previsto, com certeza faria as suas “loucuras.”
   Mas como os super atletas não andam a água, fizemos uma pequena paragem, para enchermos os depósitos para o longo dia que tivemos pela frente.
   Por volta das 10H00 e da respetiva foto para a posteridade, no Castelo de Freixo de Espada à Cinta, demos arranque oficial com tiros de salva.
     O andamento foi sempre dado por aquele que de momento está menos forte…lol…mas tendo em conta a preparação sublime do grupo, rolamos sempre constante e a bom ritmo, tanto mais que o Vitokorov parece que voltou à sua grande forma, agora que tem um “cavalo” novo e maior (roda 29).
   Em Poiares, percorremos o extenso Parque Natural do Douro Internacional, com as suas extensas vinhas, amendoeiras e oliveiras, que durante quilómetros, nos proporcionaram sensações extraordinárias, com vistas de perder o folego, capazes de ali ficarmos a contemplar aquele quadro ilustrado durante horas a fio.
   Rapidamente chegamos a um dos principais pontos marcados para o dia de hoje - Calçada de Alpajares.
  Uma vez mais, com vistas deslumbrantes, esta descida foi sempre feita com muita atenção, já que é muito técnica e os erros pagaram-se sempre com o corpo…lol…

7, 8, 9 Agosto- Vila do Conde- Gerês Extreme

    Finalmente tinha chegado a grande prova do ano em Btt- Vila do Conde-Gerês Extreme.
      O ano passado infelizmente fui obrigado a desistir devido ao acidente que tive uma semana antes da prova, que me tinha fraturado uma costela.
       Este ano sentia-me bem e em forma, pois os quilómetros já eram muitos e as provas também.
   O Vila do Conde- Gerês Extreme, foi uma prova realizada em duplas e por isso de nada interessa estares bem, se a tua dupla não estiver também ao teu nível.
    O Ricardo teve alguns problemas na sua preparação, que o prejudicou em muito o seu normal andamento e que eu bem conheço.
    Contudo nas últimas semanas finalmente conseguiu meter algum treino nas pernas, e estava confiante para ir à luta, mesmo tendo noção que estava longe da sua melhor forma.
     A prova realizou-se nos dias 7, 8 e 9 de Agosto, em que no dia 7 tivemos um prólogo em terreno misto com cerca de 4 km, na cidade de Vila do Conde e nos dois dias seguintes, etapas em linha com a extensão total de cerca de 240 km e com 6000 altimetria, sempre guiados por gps.
    Depois de tudo pensado, organizado e repensado, já que nada podia faltar para os três dias de prova, na 6ª feira lá partimos para a cidade de Vila do Conde para levantar todo o nosso kit e avançar para o prólogo.
     Gosto de abordar o prólogo, sem grandes riscos e loucuras, para não deitar por terra o que ainda tínhamos pela frente, isso sim, o mais importante.

02 Agosto 2015- Gaia- Srª Graça

    Subir ao Alto do Monte Farinha, mais conhecido por Srª da Graça, num dia normal já é memorável, agora num dia em que a caravana da Volta a Portugal passa por lá, é fantabulástico.
    Depois de muito combinar, descombinar, marcar e desmarcar, pensar e repensar, eu e o Gouveia lá decidimos sair de Gaia já a pedalar.
    Tínhamos pela frente cerca de 120 km e mais um extra de cerca de 10 km a subir até ao ponto mais alto da Srª da Graça, onde contaríamos nesta fase com a companhia do Gonçalo, filho de Santos e do leite, que ia andar a fazer piscinas, até à nossa chegada.
     A única certeza que tínhamos, era que se não fossemos enganados pelas nossas famílias, vínhamos sentados de carro até casa.
    Em Valongo, ainda passamos pelo staff da W52, estando os atletas a descansar para o grande dia que tinham pela frente. 
   O ritmo foi sempre certinho, onde significa que um sofre e o outro vai tranquilo, adivinhem quem sofre??????...eu, pois claro….
    As paragens foram sempre poucas e estranhamos o facto de não nos termos cruzado com muitos ciclistas, que por norma ali se deslocam em massa para subir até à Santa. 
     

18 Julho 2015 - 6ª etapa circuito Gps Épic- Cinfães

   Para esta etapa os Templários contaram com a presença do Leite, e por isso alguém ia sofrer mais um pouco que o habitual…lol..
 Como o dia do evento estava marcado para domingo e não ser possível a nossa comparência, decidimos ir testar a “pista”, um dia antes do evento.
  Assim, fomos até Cinfães, à denominada Rota do Românico, que tinha como trajetos à escolha, os 49 km com altimetria de 1800+ e os 61 km com 2300+.
 No início ainda fomos levantar os nossos dorsais e lembranças, junto do Bartes, que gentilmente se prontificou a combinar connosco.
 O objetivo para o Leite era aprender a navegar, bem como treinarmos um pouco mais btt, para o grande evento que estava à porta, Gêres- Vila do Conde extreme.
   A temperatura estava boa para a prática de btt, e tranquilamente fizemos uma passagem por um café para reconfortar o estômago. 
   O início em estrada deu para aquecer as pernas, com passagem pela Aldeia Vilar do Peso, entrando de seguida numa calçada até à Igreja S. Cristóvão. 
   Ao longe já se avistava a Barragem do Carrapatelo, onde facilmente foi alcançada pelo imenso estradão.

  Contudo o que desce, também sobe e logo daí veio a subida até Tarouquela, seguida até à sua igreja, onde aproveitávamos sempre para as fotos para a posteridade.
    O ritmo era sempre constante e aceitável, onde o Ricardo mostrava estar a subir de forma.
   Andámos sempre num constante sobe e desce, chamado rompe pernas, onde no decorrer dos quilómetros e sem que se note, as pernas começam a pesar.