7, 8, 9 Agosto- Vila do Conde- Gerês Extreme

    Finalmente tinha chegado a grande prova do ano em Btt- Vila do Conde-Gerês Extreme.
      O ano passado infelizmente fui obrigado a desistir devido ao acidente que tive uma semana antes da prova, que me tinha fraturado uma costela.
       Este ano sentia-me bem e em forma, pois os quilómetros já eram muitos e as provas também.
   O Vila do Conde- Gerês Extreme, foi uma prova realizada em duplas e por isso de nada interessa estares bem, se a tua dupla não estiver também ao teu nível.
    O Ricardo teve alguns problemas na sua preparação, que o prejudicou em muito o seu normal andamento e que eu bem conheço.
    Contudo nas últimas semanas finalmente conseguiu meter algum treino nas pernas, e estava confiante para ir à luta, mesmo tendo noção que estava longe da sua melhor forma.
     A prova realizou-se nos dias 7, 8 e 9 de Agosto, em que no dia 7 tivemos um prólogo em terreno misto com cerca de 4 km, na cidade de Vila do Conde e nos dois dias seguintes, etapas em linha com a extensão total de cerca de 240 km e com 6000 altimetria, sempre guiados por gps.
    Depois de tudo pensado, organizado e repensado, já que nada podia faltar para os três dias de prova, na 6ª feira lá partimos para a cidade de Vila do Conde para levantar todo o nosso kit e avançar para o prólogo.
     Gosto de abordar o prólogo, sem grandes riscos e loucuras, para não deitar por terra o que ainda tínhamos pela frente, isso sim, o mais importante.

02 Agosto 2015- Gaia- Srª Graça

    Subir ao Alto do Monte Farinha, mais conhecido por Srª da Graça, num dia normal já é memorável, agora num dia em que a caravana da Volta a Portugal passa por lá, é fantabulástico.
    Depois de muito combinar, descombinar, marcar e desmarcar, pensar e repensar, eu e o Gouveia lá decidimos sair de Gaia já a pedalar.
    Tínhamos pela frente cerca de 120 km e mais um extra de cerca de 10 km a subir até ao ponto mais alto da Srª da Graça, onde contaríamos nesta fase com a companhia do Gonçalo, filho de Santos e do leite, que ia andar a fazer piscinas, até à nossa chegada.
     A única certeza que tínhamos, era que se não fossemos enganados pelas nossas famílias, vínhamos sentados de carro até casa.
    Em Valongo, ainda passamos pelo staff da W52, estando os atletas a descansar para o grande dia que tinham pela frente. 
   O ritmo foi sempre certinho, onde significa que um sofre e o outro vai tranquilo, adivinhem quem sofre??????...eu, pois claro….
    As paragens foram sempre poucas e estranhamos o facto de não nos termos cruzado com muitos ciclistas, que por norma ali se deslocam em massa para subir até à Santa. 
     

18 Julho 2015 - 6ª etapa circuito Gps Épic- Cinfães

   Para esta etapa os Templários contaram com a presença do Leite, e por isso alguém ia sofrer mais um pouco que o habitual…lol..
 Como o dia do evento estava marcado para domingo e não ser possível a nossa comparência, decidimos ir testar a “pista”, um dia antes do evento.
  Assim, fomos até Cinfães, à denominada Rota do Românico, que tinha como trajetos à escolha, os 49 km com altimetria de 1800+ e os 61 km com 2300+.
 No início ainda fomos levantar os nossos dorsais e lembranças, junto do Bartes, que gentilmente se prontificou a combinar connosco.
 O objetivo para o Leite era aprender a navegar, bem como treinarmos um pouco mais btt, para o grande evento que estava à porta, Gêres- Vila do Conde extreme.
   A temperatura estava boa para a prática de btt, e tranquilamente fizemos uma passagem por um café para reconfortar o estômago. 
   O início em estrada deu para aquecer as pernas, com passagem pela Aldeia Vilar do Peso, entrando de seguida numa calçada até à Igreja S. Cristóvão. 
   Ao longe já se avistava a Barragem do Carrapatelo, onde facilmente foi alcançada pelo imenso estradão.

  Contudo o que desce, também sobe e logo daí veio a subida até Tarouquela, seguida até à sua igreja, onde aproveitávamos sempre para as fotos para a posteridade.
    O ritmo era sempre constante e aceitável, onde o Ricardo mostrava estar a subir de forma.
   Andámos sempre num constante sobe e desce, chamado rompe pernas, onde no decorrer dos quilómetros e sem que se note, as pernas começam a pesar.

12 Julho 2015- Skyroad Serra Estrela

   Para quem recusou andar de roda fina durante vários anos, acabar por se inscrever na 2ª prova de estrada num ano, é record…lol…
  Pois bem, voltei a aceder ao incentivo do Gouveia, para participar no Skyroad Serra Estrela, aceitando assim a amabilidade do seu convite para na companhia da minha família, pernoitar na sua casa, durante todo o fim-de-semana.
  Para ajudar à festa ainda tínhamos a companhia do leite, onde esta residência se transformou num verdadeiro centro de estágio de prós.  

SÁBADO: logo pela manhã, tínhamos programado um treino ligeiro. É sem dúvida um privilégio andar de bike num sítio tão bonito como a Serra da Estrela, onde fizemos uma passagem por Unhais da Serra, local que já conhecia.
  Claro que o ligeiro para mim, não é o mesmo que para estes dois malucos. Este “ligeiro” acabou por resultar em 60 km em 2H30 e perto de 1000+, que brutalidade.
  O melhor foi mesmo uma paragem para o café, aproveitando para saborear umas extraordinárias natas de cereja, típico do Fundão, meu deus, que perdição de doçura….
   De regresso a casa, foi de imediato tempo do mergulho na bela de uma piscina, junto das famílias, num ambiente relaxante e com uma paisagem deslumbrante e silenciosa, que parece tudo ter parado no tempo, onde era capaz de permanecer ali semanas inteiras.
   Nada podia faltar para o dia seguinte, e tudo foi preparado com antecedência e cuidado, para nada faltar no grande skyroad.

DOMINGO: Levantamos cedinho para um pequeno-almoço consistente, de forma a ter gasolina para chegar ao cimo da Serra.

27 Junho 2015- 5ª etapa circuito Gps Epic- Marco de Canaveses

    Para esta etapa do circuito Epic, tivemos uma viagem no tempo, promovendo as Rotas do Românico e o Mercado Romano, no Marco de Canaveses, percorrendo parte das bacias hidrográficas do Tâmega e Douro e suas serras.
    Podíamos escolher entre 45, 65 e 75Km em que este contava com uma altimetria de 2.100+, coisa pouca…lol…
   Com o Templário de volta ao monte e aos treinos, aproveitamos para juntos fazermos mais esta viagem, que começou logo cedinho, de forma a não termos engarrafamentos nos trilhos…

   Os prognósticos estavam certos, e o dia esteva muito quente para pedalar, quiçá, quente de mais…
 No início tivemos que enfrentar 2 soldados, devidamente armados, à entrada da Estação Arqueológica de Tongobriga, nada que os Templários não estejam habituados a enfrentar….lol..
  Sem dúvida que os primeiros 30 km desta etapa, foram dos mais espetaculares que já fiz, com singletracks de cortar a respiração e sempre feitos em grande velocidade, que proporcionou grande adrenalina e prazer em os percorrer, com um constante sobe e desce, nas margens do rio Tâmega, onde a vontade de dar um mergulho, ia crescendo com o passar do tempo e dos quilómetros.

07 Junho 2015- X Torneio Voleibol Forças e Serviços de Segurança

    CAMPEÕES, CAMPEÕES, NÓS SOMOS CAMPEÕES....
   Já perdi a conta às vezes que a minha equipa- Raposas, chegou à final deste torneio e perdeu.
   Os contratempos acontecem sempre nas finais, onde já tivemos a lesão nas costelas e na perna do Moutinho, os vómitos e má disposição do Hélder, bem como o funeral do meu pai, que ao longo dos tempos tem impossibilitado a ida ao lugar mais alto do pódio.
    Pois bem, este ano, como não podia fugir à norma, éramos candidatos à final, e a luta seria até cair, tal como gostámos de jogar.
    Na fase de grupos cruzámo-nos com as equipas: Aldoar Vólei, DIAP Porto, Kat Kero, NOS e PM Maia.
    Nesta fase tentei sempre jogar o mínimo possível de forma a descansar o meu pescoço, que sofre e muito, e ainda aproveitar para dar oportunidade a todos que compoêm a equipa de jogarem. 
    Claro que os contratempos acontecem e as questões de serviço não podem ser esquecidas, bem como as borracheiras do Paulinho, o nosso ponta de lança, especialista em caipirinhas..lol…
     Tivemos jogos complicados mas conseguimos no final impor sempre a nossa qualidade de jogo e experiência, mesmo jogando num deles com apenas 3 jogadores.
   Nas contas finais da fase de grupos, fomos os quartos melhores classificados e nos oitavos de final, cruzámos com GNR Los Kansados. De cansados não tiveram nada e a coisa esteve muito negra, conseguindo levar de vencidos na negra por 2-1, foi mesmo complicado….
    Depois desta vitória, seguiu-se CDCR Braga, que não obstante ter um excelente jogador, provavelmente dos melhores do torneio, felizmente para nós, não tinha uma grande equipa junto dele, principalmente distribuidor, de forma a complicar ainda mais a nossa vida, conseguindo vencer por 2-0, já com jogadas de vóleibol nuclear...lol....
   Nas meias-finais, cruzámos com os temíveis Templários, equipa muito forte fisicamente e muito unida, que de ano para ano evolui a olhos vistos.
     Gosto desta equipa porque joga de igual forma áqeula que eu gosto de jogar e sentir, ou seja, com alegria e sentimento, comemorando cada ponto como se fosse o último, jogando basicamente com alma e querer.
    Contudo este jogo não teve grande história, já que estivemos a um alto nível, não dando o mínimo de hipóteses a estes grandes jogadores, que se mostraram incapazes de ultrapassar o bloco fortíssimo do Hélder e o ataque feroz do Moutinho.
    Contudo já na parte final do mesmo e numa bola que estava quase perdida, decidi atirar-me para o chão, ao mesmo tempo que o Moutinho tentava sacar a bola. Neste momento senti uma forte pancada na minha cervical, vinda diretamente do joelho do Moutinho. Senti uma dor incrível a percorrer todo o meu corpo e fiquei logo ali na areia, sem me conseguir mexer.