02 Agosto 2015- Gaia- Srª Graça

    Subir ao Alto do Monte Farinha, mais conhecido por Srª da Graça, num dia normal já é memorável, agora num dia em que a caravana da Volta a Portugal passa por lá, é fantabulástico.
    Depois de muito combinar, descombinar, marcar e desmarcar, pensar e repensar, eu e o Gouveia lá decidimos sair de Gaia já a pedalar.
    Tínhamos pela frente cerca de 120 km e mais um extra de cerca de 10 km a subir até ao ponto mais alto da Srª da Graça, onde contaríamos nesta fase com a companhia do Gonçalo, filho de Santos e do leite, que ia andar a fazer piscinas, até à nossa chegada.
     A única certeza que tínhamos, era que se não fossemos enganados pelas nossas famílias, vínhamos sentados de carro até casa.
    Em Valongo, ainda passamos pelo staff da W52, estando os atletas a descansar para o grande dia que tinham pela frente. 
   O ritmo foi sempre certinho, onde significa que um sofre e o outro vai tranquilo, adivinhem quem sofre??????...eu, pois claro….
    As paragens foram sempre poucas e estranhamos o facto de não nos termos cruzado com muitos ciclistas, que por norma ali se deslocam em massa para subir até à Santa. 
     

18 Julho 2015 - 6ª etapa circuito Gps Épic- Cinfães

   Para esta etapa os Templários contaram com a presença do Leite, e por isso alguém ia sofrer mais um pouco que o habitual…lol..
 Como o dia do evento estava marcado para domingo e não ser possível a nossa comparência, decidimos ir testar a “pista”, um dia antes do evento.
  Assim, fomos até Cinfães, à denominada Rota do Românico, que tinha como trajetos à escolha, os 49 km com altimetria de 1800+ e os 61 km com 2300+.
 No início ainda fomos levantar os nossos dorsais e lembranças, junto do Bartes, que gentilmente se prontificou a combinar connosco.
 O objetivo para o Leite era aprender a navegar, bem como treinarmos um pouco mais btt, para o grande evento que estava à porta, Gêres- Vila do Conde extreme.
   A temperatura estava boa para a prática de btt, e tranquilamente fizemos uma passagem por um café para reconfortar o estômago. 
   O início em estrada deu para aquecer as pernas, com passagem pela Aldeia Vilar do Peso, entrando de seguida numa calçada até à Igreja S. Cristóvão. 
   Ao longe já se avistava a Barragem do Carrapatelo, onde facilmente foi alcançada pelo imenso estradão.

  Contudo o que desce, também sobe e logo daí veio a subida até Tarouquela, seguida até à sua igreja, onde aproveitávamos sempre para as fotos para a posteridade.
    O ritmo era sempre constante e aceitável, onde o Ricardo mostrava estar a subir de forma.
   Andámos sempre num constante sobe e desce, chamado rompe pernas, onde no decorrer dos quilómetros e sem que se note, as pernas começam a pesar.

12 Julho 2015- Skyroad Serra Estrela

   Para quem recusou andar de roda fina durante vários anos, acabar por se inscrever na 2ª prova de estrada num ano, é record…lol…
  Pois bem, voltei a aceder ao incentivo do Gouveia, para participar no Skyroad Serra Estrela, aceitando assim a amabilidade do seu convite para na companhia da minha família, pernoitar na sua casa, durante todo o fim-de-semana.
  Para ajudar à festa ainda tínhamos a companhia do leite, onde esta residência se transformou num verdadeiro centro de estágio de prós.  

SÁBADO: logo pela manhã, tínhamos programado um treino ligeiro. É sem dúvida um privilégio andar de bike num sítio tão bonito como a Serra da Estrela, onde fizemos uma passagem por Unhais da Serra, local que já conhecia.
  Claro que o ligeiro para mim, não é o mesmo que para estes dois malucos. Este “ligeiro” acabou por resultar em 60 km em 2H30 e perto de 1000+, que brutalidade.
  O melhor foi mesmo uma paragem para o café, aproveitando para saborear umas extraordinárias natas de cereja, típico do Fundão, meu deus, que perdição de doçura….
   De regresso a casa, foi de imediato tempo do mergulho na bela de uma piscina, junto das famílias, num ambiente relaxante e com uma paisagem deslumbrante e silenciosa, que parece tudo ter parado no tempo, onde era capaz de permanecer ali semanas inteiras.
   Nada podia faltar para o dia seguinte, e tudo foi preparado com antecedência e cuidado, para nada faltar no grande skyroad.

DOMINGO: Levantamos cedinho para um pequeno-almoço consistente, de forma a ter gasolina para chegar ao cimo da Serra.

27 Junho 2015- 5ª etapa circuito Gps Epic- Marco de Canaveses

    Para esta etapa do circuito Epic, tivemos uma viagem no tempo, promovendo as Rotas do Românico e o Mercado Romano, no Marco de Canaveses, percorrendo parte das bacias hidrográficas do Tâmega e Douro e suas serras.
    Podíamos escolher entre 45, 65 e 75Km em que este contava com uma altimetria de 2.100+, coisa pouca…lol…
   Com o Templário de volta ao monte e aos treinos, aproveitamos para juntos fazermos mais esta viagem, que começou logo cedinho, de forma a não termos engarrafamentos nos trilhos…

   Os prognósticos estavam certos, e o dia esteva muito quente para pedalar, quiçá, quente de mais…
 No início tivemos que enfrentar 2 soldados, devidamente armados, à entrada da Estação Arqueológica de Tongobriga, nada que os Templários não estejam habituados a enfrentar….lol..
  Sem dúvida que os primeiros 30 km desta etapa, foram dos mais espetaculares que já fiz, com singletracks de cortar a respiração e sempre feitos em grande velocidade, que proporcionou grande adrenalina e prazer em os percorrer, com um constante sobe e desce, nas margens do rio Tâmega, onde a vontade de dar um mergulho, ia crescendo com o passar do tempo e dos quilómetros.

07 Junho 2015- X Torneio Voleibol Forças e Serviços de Segurança

    CAMPEÕES, CAMPEÕES, NÓS SOMOS CAMPEÕES....
   Já perdi a conta às vezes que a minha equipa- Raposas, chegou à final deste torneio e perdeu.
   Os contratempos acontecem sempre nas finais, onde já tivemos a lesão nas costelas e na perna do Moutinho, os vómitos e má disposição do Hélder, bem como o funeral do meu pai, que ao longo dos tempos tem impossibilitado a ida ao lugar mais alto do pódio.
    Pois bem, este ano, como não podia fugir à norma, éramos candidatos à final, e a luta seria até cair, tal como gostámos de jogar.
    Na fase de grupos cruzámo-nos com as equipas: Aldoar Vólei, DIAP Porto, Kat Kero, NOS e PM Maia.
    Nesta fase tentei sempre jogar o mínimo possível de forma a descansar o meu pescoço, que sofre e muito, e ainda aproveitar para dar oportunidade a todos que compoêm a equipa de jogarem. 
    Claro que os contratempos acontecem e as questões de serviço não podem ser esquecidas, bem como as borracheiras do Paulinho, o nosso ponta de lança, especialista em caipirinhas..lol…
     Tivemos jogos complicados mas conseguimos no final impor sempre a nossa qualidade de jogo e experiência, mesmo jogando num deles com apenas 3 jogadores.
   Nas contas finais da fase de grupos, fomos os quartos melhores classificados e nos oitavos de final, cruzámos com GNR Los Kansados. De cansados não tiveram nada e a coisa esteve muito negra, conseguindo levar de vencidos na negra por 2-1, foi mesmo complicado….
    Depois desta vitória, seguiu-se CDCR Braga, que não obstante ter um excelente jogador, provavelmente dos melhores do torneio, felizmente para nós, não tinha uma grande equipa junto dele, principalmente distribuidor, de forma a complicar ainda mais a nossa vida, conseguindo vencer por 2-0, já com jogadas de vóleibol nuclear...lol....
   Nas meias-finais, cruzámos com os temíveis Templários, equipa muito forte fisicamente e muito unida, que de ano para ano evolui a olhos vistos.
     Gosto desta equipa porque joga de igual forma áqeula que eu gosto de jogar e sentir, ou seja, com alegria e sentimento, comemorando cada ponto como se fosse o último, jogando basicamente com alma e querer.
    Contudo este jogo não teve grande história, já que estivemos a um alto nível, não dando o mínimo de hipóteses a estes grandes jogadores, que se mostraram incapazes de ultrapassar o bloco fortíssimo do Hélder e o ataque feroz do Moutinho.
    Contudo já na parte final do mesmo e numa bola que estava quase perdida, decidi atirar-me para o chão, ao mesmo tempo que o Moutinho tentava sacar a bola. Neste momento senti uma forte pancada na minha cervical, vinda diretamente do joelho do Moutinho. Senti uma dor incrível a percorrer todo o meu corpo e fiquei logo ali na areia, sem me conseguir mexer.

23 Maio de 2015 - Ultra Marathon Bairrada 150

   A minha paixão, são as longas distãncias em BTT. 
   Este ano surgiu uma nova prova, denominada Bairrada150, muito parecida com a que fiz em Serpa- SRP160.
    Tal como o nome indicava, era uma prova guiada por gps, com a distância de 150 km e com a altimetria de 4.130+, só por si signónimo de muita dureza.
   Neste tipo de desafios, o meu principal objetivo é terminar e conseguir superar-me a mim próprio, sem preocupações de classificações.
    Desta forma, quando pensei em "levar porrada velha", queria arrastar comigo alguns dos meus amigos que gostam de comer pó, e que têm algum andamento nas pernas, devido à dificuldade que se esperava da mesma.
      Pensei, mas de tanto pensar e tentar convencer alguns, que não interessam os nomes, apenas "enganei" o Laranjeira...lol...
   Esta foi a sua primeira edição e foi apadrinhado por várias caras conhecidas e campeões de btt, como Tânia Neves, Marco Chagas, Celina Carpinteiro, José Silva, entre outros, em que alguns deram uma perninha.
    Pelas informações que foram disponibilizando no site do evento, dava para pressentir, que estavam no bom caminho em termos organizativos, e não seria mais uma prova para "encher chouriços".
    Assim, partímos cedinho para a Bairrada, onde pelas 06H00, já estavamos a levantar os nossos dorsais junto do staff, que já estava todo reunido. 
Ela prova, podia ser feita em individual, duplas e triplas, por isso havia escolha para todos os gostos e pernas.
    Teve início logo às 07H00, com mais de 300 bttistas, pelo que a aceitação foi muito boa, para uma primeira edição.
   Os primeiros 50 km foram feitos a grande velocidade, com ultrapassagens constantes, muito pó à mistura e alguma confusão, que a determinada altura mais parecia que estava numa meia maratona qualquer...lol...
    Eu gosto de evoluir nestas provas, pensando sempre de abastecimento em abastecimento, ou seja, ponto a ponto.