12 Julho 2015- Skyroad Serra Estrela

   Para quem recusou andar de roda fina durante vários anos, acabar por se inscrever na 2ª prova de estrada num ano, é record…lol…
  Pois bem, voltei a aceder ao incentivo do Gouveia, para participar no Skyroad Serra Estrela, aceitando assim a amabilidade do seu convite para na companhia da minha família, pernoitar na sua casa, durante todo o fim-de-semana.
  Para ajudar à festa ainda tínhamos a companhia do leite, onde esta residência se transformou num verdadeiro centro de estágio de prós.  

SÁBADO: logo pela manhã, tínhamos programado um treino ligeiro. É sem dúvida um privilégio andar de bike num sítio tão bonito como a Serra da Estrela, onde fizemos uma passagem por Unhais da Serra, local que já conhecia.
  Claro que o ligeiro para mim, não é o mesmo que para estes dois malucos. Este “ligeiro” acabou por resultar em 60 km em 2H30 e perto de 1000+, que brutalidade.
  O melhor foi mesmo uma paragem para o café, aproveitando para saborear umas extraordinárias natas de cereja, típico do Fundão, meu deus, que perdição de doçura….
   De regresso a casa, foi de imediato tempo do mergulho na bela de uma piscina, junto das famílias, num ambiente relaxante e com uma paisagem deslumbrante e silenciosa, que parece tudo ter parado no tempo, onde era capaz de permanecer ali semanas inteiras.
   Nada podia faltar para o dia seguinte, e tudo foi preparado com antecedência e cuidado, para nada faltar no grande skyroad.

DOMINGO: Levantamos cedinho para um pequeno-almoço consistente, de forma a ter gasolina para chegar ao cimo da Serra.

27 Junho 2015- 5ª etapa circuito Gps Epic- Marco de Canaveses

    Para esta etapa do circuito Epic, tivemos uma viagem no tempo, promovendo as Rotas do Românico e o Mercado Romano, no Marco de Canaveses, percorrendo parte das bacias hidrográficas do Tâmega e Douro e suas serras.
    Podíamos escolher entre 45, 65 e 75Km em que este contava com uma altimetria de 2.100+, coisa pouca…lol…
   Com o Templário de volta ao monte e aos treinos, aproveitamos para juntos fazermos mais esta viagem, que começou logo cedinho, de forma a não termos engarrafamentos nos trilhos…

   Os prognósticos estavam certos, e o dia esteva muito quente para pedalar, quiçá, quente de mais…
 No início tivemos que enfrentar 2 soldados, devidamente armados, à entrada da Estação Arqueológica de Tongobriga, nada que os Templários não estejam habituados a enfrentar….lol..
  Sem dúvida que os primeiros 30 km desta etapa, foram dos mais espetaculares que já fiz, com singletracks de cortar a respiração e sempre feitos em grande velocidade, que proporcionou grande adrenalina e prazer em os percorrer, com um constante sobe e desce, nas margens do rio Tâmega, onde a vontade de dar um mergulho, ia crescendo com o passar do tempo e dos quilómetros.

07 Junho 2015- X Torneio Voleibol Forças e Serviços de Segurança

    CAMPEÕES, CAMPEÕES, NÓS SOMOS CAMPEÕES....
   Já perdi a conta às vezes que a minha equipa- Raposas, chegou à final deste torneio e perdeu.
   Os contratempos acontecem sempre nas finais, onde já tivemos a lesão nas costelas e na perna do Moutinho, os vómitos e má disposição do Hélder, bem como o funeral do meu pai, que ao longo dos tempos tem impossibilitado a ida ao lugar mais alto do pódio.
    Pois bem, este ano, como não podia fugir à norma, éramos candidatos à final, e a luta seria até cair, tal como gostámos de jogar.
    Na fase de grupos cruzámo-nos com as equipas: Aldoar Vólei, DIAP Porto, Kat Kero, NOS e PM Maia.
    Nesta fase tentei sempre jogar o mínimo possível de forma a descansar o meu pescoço, que sofre e muito, e ainda aproveitar para dar oportunidade a todos que compoêm a equipa de jogarem. 
    Claro que os contratempos acontecem e as questões de serviço não podem ser esquecidas, bem como as borracheiras do Paulinho, o nosso ponta de lança, especialista em caipirinhas..lol…
     Tivemos jogos complicados mas conseguimos no final impor sempre a nossa qualidade de jogo e experiência, mesmo jogando num deles com apenas 3 jogadores.
   Nas contas finais da fase de grupos, fomos os quartos melhores classificados e nos oitavos de final, cruzámos com GNR Los Kansados. De cansados não tiveram nada e a coisa esteve muito negra, conseguindo levar de vencidos na negra por 2-1, foi mesmo complicado….
    Depois desta vitória, seguiu-se CDCR Braga, que não obstante ter um excelente jogador, provavelmente dos melhores do torneio, felizmente para nós, não tinha uma grande equipa junto dele, principalmente distribuidor, de forma a complicar ainda mais a nossa vida, conseguindo vencer por 2-0, já com jogadas de vóleibol nuclear...lol....
   Nas meias-finais, cruzámos com os temíveis Templários, equipa muito forte fisicamente e muito unida, que de ano para ano evolui a olhos vistos.
     Gosto desta equipa porque joga de igual forma áqeula que eu gosto de jogar e sentir, ou seja, com alegria e sentimento, comemorando cada ponto como se fosse o último, jogando basicamente com alma e querer.
    Contudo este jogo não teve grande história, já que estivemos a um alto nível, não dando o mínimo de hipóteses a estes grandes jogadores, que se mostraram incapazes de ultrapassar o bloco fortíssimo do Hélder e o ataque feroz do Moutinho.
    Contudo já na parte final do mesmo e numa bola que estava quase perdida, decidi atirar-me para o chão, ao mesmo tempo que o Moutinho tentava sacar a bola. Neste momento senti uma forte pancada na minha cervical, vinda diretamente do joelho do Moutinho. Senti uma dor incrível a percorrer todo o meu corpo e fiquei logo ali na areia, sem me conseguir mexer.

23 Maio de 2015 - Ultra Marathon Bairrada 150

   A minha paixão, são as longas distãncias em BTT. 
   Este ano surgiu uma nova prova, denominada Bairrada150, muito parecida com a que fiz em Serpa- SRP160.
    Tal como o nome indicava, era uma prova guiada por gps, com a distância de 150 km e com a altimetria de 4.130+, só por si signónimo de muita dureza.
   Neste tipo de desafios, o meu principal objetivo é terminar e conseguir superar-me a mim próprio, sem preocupações de classificações.
    Desta forma, quando pensei em "levar porrada velha", queria arrastar comigo alguns dos meus amigos que gostam de comer pó, e que têm algum andamento nas pernas, devido à dificuldade que se esperava da mesma.
      Pensei, mas de tanto pensar e tentar convencer alguns, que não interessam os nomes, apenas "enganei" o Laranjeira...lol...
   Esta foi a sua primeira edição e foi apadrinhado por várias caras conhecidas e campeões de btt, como Tânia Neves, Marco Chagas, Celina Carpinteiro, José Silva, entre outros, em que alguns deram uma perninha.
    Pelas informações que foram disponibilizando no site do evento, dava para pressentir, que estavam no bom caminho em termos organizativos, e não seria mais uma prova para "encher chouriços".
    Assim, partímos cedinho para a Bairrada, onde pelas 06H00, já estavamos a levantar os nossos dorsais junto do staff, que já estava todo reunido. 
Ela prova, podia ser feita em individual, duplas e triplas, por isso havia escolha para todos os gostos e pernas.
    Teve início logo às 07H00, com mais de 300 bttistas, pelo que a aceitação foi muito boa, para uma primeira edição.
   Os primeiros 50 km foram feitos a grande velocidade, com ultrapassagens constantes, muito pó à mistura e alguma confusão, que a determinada altura mais parecia que estava numa meia maratona qualquer...lol...
    Eu gosto de evoluir nestas provas, pensando sempre de abastecimento em abastecimento, ou seja, ponto a ponto.

03 Maio 2015- Douro Granfondo - 1ª prova de estrada

        Há uns anos atrás, se me dissessem que ia participar numa prova de estrada, diria que essa pessoa estava louca…lol…
     Claro que depois de comprar uma bike fininha, daí até começar a ter vontade de competir, era um pequeno passo.
   Escolhi então o DouroGranfondo, naquela que seria a sua 1ª edição, numa das regiões mais bonitas do nosso país, para dar o “pontapé de saída”.
    À partida sabia que ia ser uma prova muito dura, numa distância de 175km e com uma altimetria de 3290+, logo o empeno estava mais que garantido.
    O treino, fiz na medida do possível, ou seja, treinei sempre que pude e da maneira que pude, mas sentia-me bem e confiante, o resto via-se durante o decorrer da mesma.
    Como companhia tinha o Gouveia, que foi o principal responsável por me ter inscrito na mesma, bem como no acompanhamento dos treinos, por isso ele é que era responsável, se a coisa corresse mal…lol…
      O ponto de partida e todo o staff, estava montado na cidade da Régua, passando os imensos quilómetros pelas cidades de Lamego, Armamar, Tabuaço, S. João da Pesqueira, Carrazeda de Ansiães, Tua, Alijó, Favaios, Sabrosa e Pinhão.
  Estudado o cardápio (gráfico), tinha 5 grandes picos e 5 grandes descidas, onde os abastecimentos estavam sempre ao cimo de cada subida, ou seja em S. João Pesqueira, Carrazeda de Ansiães, Favaios, Sabrosa e Armamar, com pendentes que chegaram a 12,7%, que medoooo….
   Aproveitando a boleia do Mota, cedo partimos até à cidade da Régua, onde ali chegados, o ar era mais puro que o normal, sempre acompanhados pela beleza natural daquela região. Sentia-se também a adrenalina que antecede este tipo de competições.
   

18 Abril de 2015 - 3ª etapa circuito Gps Epic- Macedo de Cavaleiros

     Esta etapa não estava de todo nos meus planos, tendo em conta a distância e a despesa inerente à mesma. Contudo, a convite do presidente da Ecobike, lá me juntei ao bando e siga para Macedo de Cavaleiros.
    O prognóstico de chuva para a etapa era bem forte, e por isso também não foi de admirar o estado em que se encontrava o piso.
    A equipa com andamentos e treinos diferentes optou por percursos diferenciados, partindo comigo o Jorge, Ricardo e o Bruno para o mais longo, ou seja os 90 km.
    Com fazeres presidenciais, o Jorge optou por ficar com o Bruno, para um percurso mais curto, seguindo assim comigo o Ricardo.
     A maior dificuldade do dia estava mesmo em ultrapassar a Serra de Bornes, que se situava ao km 26 e a uma altitude de 1190m. Para lá chegarmos tínhamos a bela de uma picada, impossível de ser realizada em cima da bike, pelo menos para nós, pese embora desconfie se alguém a conseguiu transpor a rolar.
    Pois bem, o tempo não ajudava muito, com períodos de chuva intenso que intercalava com calor e sol, por isso o tira e põe do impermeável, foi o prato forte do dia.