09 Novembro 2014- Make a Wish


      Surgiu a oportunidade de dar um pequeno contributo para a instituição Make a Wish, através do convite de dois amigos, Gouveia e Reis. Ora bem, para ser sincero, nunca tinha ouvido falar desta instituição, e, nada melhor que efetuar uma pequena pesquisa para me inteirar sobre a sua área de ação e objetivos. 


      Basicamente esta instituição, tem como missão realizar desejos a crianças e jovens, entre os 8 e 18 anos, com doenças em que têm em risco as suas vidas. Claro que muitos dos fundos, para ser possível a concretização destes sonhos, são angariados através de eventos pelo país.


      E foi aqui que entrei, ou seja, em colaboração com o Grupo Desportivo da ASPP/PSP, dei o meu pequeno contributo na parte do passeio de bicicleta, ou seja, ajudei na orientação do pequeno percurso pela cidade de Matosinhos.

      Claro que aproveitei para vir já de bike e assim poder treinar um pouco mais. 
    A festa estava bem montada e não fosse o mau tempo dos últimos dias, que por norma afastam sempre muita gente, e a festa tinha sido muito melhor e teríamos conseguido angariar muito mais dinheiro, para realizar vários sonhos, a estas crianças que passam por moimentos difíceis das suas vidas.

01 Outubro 2014 - Batismo de surf..ou algo parecido...lol...

   Quando fui convidado para uma aula experimentar de surf, seguido de um jantar entre amigos, não tive desculpa para recusar. 
      Claro que, se metia água, a ideia teve de partir do Paulinho, pato de serviço....
    Estava um rico dia, para deslizar sobre as ondas, ou melhor, deslizar sobre a areia...lol...
   Depois dos fatos distribuídos pelo pessoal, e cada um ter escolhido a sua prancha, lá partimos todos empolgados, estilo experimentar o brinquedo novo dado a uma criança, para o local do "crime".
    Claro que todos esperavam ansiosamente por um bom aquecimento, pelo menos uma explicação...e tal e coisa...é assim que se faz, estilo escola de surf. Mas não, desenganem-se...o Paulinho apenas disse: o último é burro e zás, prancha na água e siga.
    Bem, basicamente este foi o primeiro contato com esta modalidade, e tendo em conta do que vejo na televisão, ia ser fácil...lol...enganem-se....
    Digamos que tudo é difícil, desde o mais básico, que é apenas permanecer em cima dela, quanto mais em cima...esqueçam....
    Cada onda, cada tiro, e zás, meio litro de água no bucho, e meia dúzia de cambalhotas na espuma com areia no meio...
    Sempre tinha visto, os prós a furar as ondas com a prancha, com uma facilidade incrível, pois bem, a primeira vez que tentei fazer, bati com os dentes na prancha de tal maneira que ia perdendo alguns, ficando a cuspir fibra, durante a tarde toda...lol...
    Basicamente foi uma luta inglória, por parte de todo o grupo, que constantemente lutavam com todas as suas forças contra a força da corrente, as ondas e a falta de jeito, mas lutamos, lutamos, lutamos, até cairmos na areia completamente esgotados, tal foi a qualidade da coça.
    Contudo, foi uma grande ideia, sem dúvida, pois o grupo estava super divertido e bem disposto, foi sem dúvida uma grande tarde de surf...ou o que quiserem apelidar...lol..
   Depois de uma passagem pela casa do Paulinho, onde esvaziaram parte do frigorífico, graças à qualidade dos garrafões, estava ainda programada a parte em que alguns eram mestres, ou seja no tacho...lol...pois o jantar era nada mais que uma bela picanha.
     Aqui, a vitória foi nossa por 10-0, onde o jantar decorreu com muita boa disposição e camaradagem.
É sempre bom, estar junto de amigos de uma forma descontraída, até à próxima aula.

28 de Setembro de 2014 - Raid das Marés

Quando é organizado um evento, mesmo à portinha de casa, e principalmente porque tinha como objetivo angariar fundos para crianças -"A casa do caminho", miúdos que não tiveram a sorte de nascer numa família dita "normal", só poderia estar presente.
      Este evento foi organizado pelo Grupo Desportivo Aldeia Nova, denominado Raid das Marés, que se desenrolou na cidade de Perafita/Matosinhos. 
      Gosto de participar sempre no percurso mais longo, de forma a aproveitar e desfrutar de todo o trabalho que as organizações têm para mostrar o que de melhor têm nas suas zonas. Neste caso a etapa mais longa era de 60 km, com uma dificuldade média.
       Chegado bem cedinho ao centro de operações, que se situa na própria sede do grupo, junto ao farol em Perafita. 
     Depois de dorsal levantado, e por não existir uma largada oficial, basicamente o pessoal conforme iam chegando, decidiam quando queriam atacar o percurso.
      O piso, tendo em conta a quantidade de chuva que continua a cair, em algumas zonas estava bem pesado, que levava a um desgaste das pernas e dificultava o andamento.
     Normalmente quando nos esquecemos de algo, é nessa altura que vai fazer falta, nem mais. Sensivelmente ao km 12 furei, coisa que nem me lembra a última vez, e, já lá vão centenas de quilómetros no monte.
     Claro que desta vez, esqueci-me da espuma/gás que ando sempre no espigão. Ainda pedi uma bomba para encher o pneu, mas mais à frente continuava a esvaziar. Por sorte, encontrei o Bruno, que também estava a ajudar outro colega com um furo e deu-me uma câmara de ar, para eu substituir o tublless que estava seco, e assim poder continuar, coisa que já não me apetecia muito, mas lá aceitei e segui viagem.  

   Não havendo classificação, tinha como aliciante 4 segmentos Stava, que apimentava um pouco mais o evento, sempre que apareciam as placas, para "atacar".
     As pernas e a caixa começam a ir ao sítio, conseguindo em algumas partes do percurso, andar bem forte.
   No final ficaram os 55,6 km feitos em 03H15. Dos que registaram o evento no strava, consegui até então, no 1º segmento o 6º lugar, no 2º o 6º lugar, no 3º o 4º lugar e no 4º o 9º lugar, onde muito trabalho ainda tenho pela frente.
    Chegado à meta, ainda tive direito a um sorteio, que me saiu um gel e um saco de abastecimento com sumos e água. 
   Ainda tínhamos à nossa espera fruta à descrição, onde comi umas belas laranjas e bananinhas. Mais ao lado ainda tínhamos um local para lavar as bikes, não faltava nada.
    Tendo em conta o nome do evento, e aproveitando o bom tempo que estava, e o mar estar calminho, decidi dar um belo de um mergulho e aproveitar as marés...lol...
Tal como fiz questão de referir aos organizadores, ainda é possível organizar um evento pelo preço de 5€, doar parte a uma instituição e não faltar nada aos participantes, por isso estão de parabéns...muito bom...

20 Setembro 2014- IX Passeio ASPP/PSP

  Uma vez mais ajudei na organização de um dos maiores eventos organizados pela ASPP/PSP, organizada pelo seu gabinete desportivos privar em ambientes tão descontraídos e divertidos, como é sempre este passeio.
  Para este ano, a organização convidou nada mais que o vencedor da volta a Portugal em Bicicleta de 2014- Gustavo Veloso e um ex-vencedor da mesma modalidade - Nuno Ribeiro.         Estes atletas foram sem dúvida uma mais valia, pela sua simpatia e extraordinária disponibilidade para tirarem dezenas de fotos e selfies da ordem com todos os participantes que constantemente os solicitavam.
     O passeio em si, correu sem grandes percalço, desta feita na cidade de Valongo, salientando-se aquilo que eu desconfiava, ou seja, que ando mesmo muito. Passo explicar, quando decidi atacar numa subida e logo deixei a cheirar a minha roda o vencedor da Volta Portugal em Bicicleta, que nem conseguiu responder, tomaaaaaa....
       Claro que um dos pontos mais altos, é o almoço.Não faltaram dois porcos, bebida ao gosto de todos, fruta, complementos e bolos...muito bolos....lol..
  Desta feita correu muito bem, sem grandes engarrafamentos e esperas, elevando assim a qualidade do evento e contribuindo para o aumento da satisfação entre todos os presentes, dos melhores que já participei neste campo.
   Pessoalmente desgracei-me nas sandes do porco, batatas fritas e principalmente nos bolos, sim, nos bolos, que estavam deliciosos e eram tantos que tínhamos de provar...depois comer...depois repetir...enfim javardo....lol...
    Mas para quem pensa que comi muito, nunca comparável com o que o leite comeu...só vos digo...indescritível...ele  não come, devora bolos...lol..
      Em jeito de curiosidade o Gustavo Veloso, é uma pessoa super acessível e muito brincalhão, e não imaginam o que come e bebe, principalmente este último, bebe...bebe...bebe...2 mãos não chegavam para contar.
   Claro que a consciência/barriga estava pesada e cheia...a transbordar, vai daí chego a casa, vou buscar a roda fina e siga, treinar.
   Eu bem queria ir devagar, mas o motor das pernas do André, não foi dessa opinião e eis que espetei 70 km a derreter alcatrão e bolos...que coça---70 km com a fininha...k medooooo....
 Hoje o treino foi tri-diário...35 km evento...comer bolos....70 km de fininha...
   Mais um dia passado entre amigos, reviver amigos, ajudar amigos a levar um evento a bom porto, a conviver com amigos, a treinar com amigos, venha o próximo ano...

20 Julho 2014 - 6ª etapa Circuito NGPS- Marão


      Depois de dois anos a participar na etapa do Marão- (noturna), desta feita os Templários decidiram fazer algo diferente, ou seja, aproveitar o track, para efetuar o percurso durante o dia.
De noite a grande dificuldade está em rolar e no frio, mas de dia as coisas não foram fáceis, devido ao imenso calor que fomos brindados.
      O objetivo como sempre, é rolar a bom ritmo, sem grandes paragens e aproveitar as belas paisagens que este local nos oferece, que pessoalmente é um dos locais que mais privilegio para praticar btt.

   A partida estava marcada para Mesão Frio, onde aproveitamos para tomar o 2º pequeno-almoço do dia, e logo de seguida arrancar decididos a chegar ao cimo do Marão.

     À saída desta cidade, a cerca dos 7 kms, tínhamos uma bela descida com muita pedra solta e algo técnica, onde o meu bidão decidiu saltar fora, e, eu nem o Ricardo reparamos. Só no fim da mesma e quando precisei para beber, verifiquei que estava mais leve e sem bidão. Claro que tínhamos muito para andar e sem água era impossível, tendo apenas como única solução, subir, subir, subir o que desci...e bolas....subi, subi, subi, e só quando estava no início da descida, ou seja, no fim da subida, é que encontrei o raio do bidão, que sorte a minha...lol...
       A parte inicial desta etapa era muito dura, com muito acumulado e com o sol a apertar cada vez mais, onde sonhávamos sempre com uma sombrinha para arrefecer o motor, coisa rara por estas andanças.
      Contudo, com muito sacrifício e valentia, lá conseguimos avistar as antenas do Marão (1416m) e rapidamente nos deu alento para as alcançar. Para terem noção, estavam concluídas cerca de 40 km e já com 2000 de acumulado, que medoooo...

       Esta etapa é sempre feita em dia de festa em honra da Srª da Serra/Marão, em que as populações das freguesias limítrofes caminham noite dentro até ao topo, com o objetivo de assistirem à alvorada naquele local, um espetáculo sempre digno de se assistir e que eu já tive esse privilégio.
      Aproveitamos ter subido de dia e almoçamos bem instalados à sombrinha, numa das muitas barracas já montadas à espera da festa, porque os braços já estavam vermelhinhos do sol.
       De barriguinha cheia e bem abastecidos, o Ricardo de cerveja e eu de água, continuamos a nossa aventura, em que a descida é sempre difícil e técnica, mas foi ultrapassada com êxito e sem percalços.

   Até ao final, tentamos sempre estar atentos aos pontos de água, pois a hidratação era fundamental e imprescindível neste dia, onde bebemos cerca de 5 litros de água cada um.
      Com muito esforço lá conseguimos concluir esta etapa, num total de 65 km, feitos em 06H10 e com um acumulado de 2600+.
  No final, para arrefecer o termómetro, fomos até ao rio Teixeira, dar um belo de um mergulho e beber um cervejinha para refrescar, que bem que soube.
      Assim se passou mais um dia de btt na companhia do meu amigo Ricardo, em que os Templários estavam cada vez mais fortes e unidos no objetivo anual traçado.

27 Julho 2014 - IV Maratona Avintes - IV XCM AC Porto

     Depois de ter participado na 1ª edição deste prova, desde então evoluiu imenso e entrou noutro patamar. Este ano queira ir até Avintes e dar uma "perninha". Contudo, tinha como principal objetivo, fazer toda a prova no meu ritmo máximo, para testar o motor e principalmente atestar como estavam as pernas e caixa, tendo em conta os treinos duros nos últimos meses. 
       Esta etapa pontuável para o campeonato regional, é sempre composta por atletas de top do nosso btt, que mais parecem ter motores nas pernas, em que literalmente voam.
     Decidi entrar na maratona, pois é nesta extensão e dificuldade que estou habituado e que gosto de participar. 
     Contava com a companhia do amigo Rafael, já que o outro Templário estava num batizado, a encher barriga...lol..
      Estávamos posicionados logo após os federados de competição, na box dos federados lazer e promoção e à frente dos que fizeram a meia maratona.
     A partida foi dada com um pouco de atraso, que provoca sempre descontentamento no pessoal, já que estão desejosos de levar porrada no monte...lol...
  Mas parte desta adrenalina acumulada, sai disparada à ordem que nem um foguete, onde o normal: esquerda, direita, cima, meio, e mais sei lá mais o quê, é constante. 
      Uma coisa é certa, o arranque é dos momentos mais importantes para quem se quer posicionar à frente, e é na partida que se ganham posições para entrar bem posicionado no monte e não ter logo de desmontar tal é a confusão de atletas.  
     Decidi partir forte, mas sem grandes loucuras, onde não gosto, nem nunca gostei de dificultar ultrapassagens, mesmo quando sou obrigado a baixar ritmo para pessoal passar mais nervoso.
      As coisas estavam quentes, temperatura, corrida e público, que se manifestava à nossa passagem, sendo sempre reconfortante para os participantes. 
     O percurso foi brilhantemente desenhado, com muitos single tracks novinhos em folha, bastante técnicos mas brutais, com constantes mudanças de direcção, velocidade, num sobe e desce constante, em que as picadas duras, faziam o coração quase saltar pela boca e o meu GPS a tocar...lol...
   De salientar a forma magnífica como estava marcado, com setas no solo, fitas, GNR e colaborantes nos cruzamentos, que permitia gás a fundo.
      As passagens pelo rio e as pontes feitas, dão sempre uma beleza ao btt em que estamos sempre a ver quem é o primeiro a ir ao rio.
      O ritmo forte que decidi impor fez mossa no André, que não está habituado a este rompe pernas em btt, pois tem treinado mais estrada, decidindo na passagem dos percursos ir para a meia maratona, e que bem que fez...lol...
      Quando vi esta separação, pensei para mim, por um lado acaba este sofrimento, se for pelo outro (60 km), ainda me falta mais de 23km, que tolo....
   Realmente cheguei ao fim, num estado deplorável (se me tapassem a boca desmaiava), mas também diverti-me à brava, sempre a fundo e a tentar apanhar sempre a roda de quem ia à frente, e mais, mais, mais...já tinha saudades de fazer uma prova assim.
     No final contabilizei 61 km, feitos em 03H47 e com 1650+. Na classificação geral consegui um 15º geral e um 7º lugar em veteranos B, para um manco como eu foi um grande resultado.
      Parabéns à organização pela excelente prova que proporcionaram e à população de Avintes que aplaudia a passagem dos atletas.