20 Julho 2014 - 6ª etapa Circuito NGPS- Marão


      Depois de dois anos a participar na etapa do Marão- (noturna), desta feita os Templários decidiram fazer algo diferente, ou seja, aproveitar o track, para efetuar o percurso durante o dia.
De noite a grande dificuldade está em rolar e no frio, mas de dia as coisas não foram fáceis, devido ao imenso calor que fomos brindados.
      O objetivo como sempre, é rolar a bom ritmo, sem grandes paragens e aproveitar as belas paisagens que este local nos oferece, que pessoalmente é um dos locais que mais privilegio para praticar btt.

   A partida estava marcada para Mesão Frio, onde aproveitamos para tomar o 2º pequeno-almoço do dia, e logo de seguida arrancar decididos a chegar ao cimo do Marão.

     À saída desta cidade, a cerca dos 7 kms, tínhamos uma bela descida com muita pedra solta e algo técnica, onde o meu bidão decidiu saltar fora, e, eu nem o Ricardo reparamos. Só no fim da mesma e quando precisei para beber, verifiquei que estava mais leve e sem bidão. Claro que tínhamos muito para andar e sem água era impossível, tendo apenas como única solução, subir, subir, subir o que desci...e bolas....subi, subi, subi, e só quando estava no início da descida, ou seja, no fim da subida, é que encontrei o raio do bidão, que sorte a minha...lol...
       A parte inicial desta etapa era muito dura, com muito acumulado e com o sol a apertar cada vez mais, onde sonhávamos sempre com uma sombrinha para arrefecer o motor, coisa rara por estas andanças.
      Contudo, com muito sacrifício e valentia, lá conseguimos avistar as antenas do Marão (1416m) e rapidamente nos deu alento para as alcançar. Para terem noção, estavam concluídas cerca de 40 km e já com 2000 de acumulado, que medoooo...

       Esta etapa é sempre feita em dia de festa em honra da Srª da Serra/Marão, em que as populações das freguesias limítrofes caminham noite dentro até ao topo, com o objetivo de assistirem à alvorada naquele local, um espetáculo sempre digno de se assistir e que eu já tive esse privilégio.
      Aproveitamos ter subido de dia e almoçamos bem instalados à sombrinha, numa das muitas barracas já montadas à espera da festa, porque os braços já estavam vermelhinhos do sol.
       De barriguinha cheia e bem abastecidos, o Ricardo de cerveja e eu de água, continuamos a nossa aventura, em que a descida é sempre difícil e técnica, mas foi ultrapassada com êxito e sem percalços.

   Até ao final, tentamos sempre estar atentos aos pontos de água, pois a hidratação era fundamental e imprescindível neste dia, onde bebemos cerca de 5 litros de água cada um.
      Com muito esforço lá conseguimos concluir esta etapa, num total de 65 km, feitos em 06H10 e com um acumulado de 2600+.
  No final, para arrefecer o termómetro, fomos até ao rio Teixeira, dar um belo de um mergulho e beber um cervejinha para refrescar, que bem que soube.
      Assim se passou mais um dia de btt na companhia do meu amigo Ricardo, em que os Templários estavam cada vez mais fortes e unidos no objetivo anual traçado.

27 Julho 2014 - IV Maratona Avintes - IV XCM AC Porto

     Depois de ter participado na 1ª edição deste prova, desde então evoluiu imenso e entrou noutro patamar. Este ano queira ir até Avintes e dar uma "perninha". Contudo, tinha como principal objetivo, fazer toda a prova no meu ritmo máximo, para testar o motor e principalmente atestar como estavam as pernas e caixa, tendo em conta os treinos duros nos últimos meses. 
       Esta etapa pontuável para o campeonato regional, é sempre composta por atletas de top do nosso btt, que mais parecem ter motores nas pernas, em que literalmente voam.
     Decidi entrar na maratona, pois é nesta extensão e dificuldade que estou habituado e que gosto de participar. 
     Contava com a companhia do amigo Rafael, já que o outro Templário estava num batizado, a encher barriga...lol..
      Estávamos posicionados logo após os federados de competição, na box dos federados lazer e promoção e à frente dos que fizeram a meia maratona.
     A partida foi dada com um pouco de atraso, que provoca sempre descontentamento no pessoal, já que estão desejosos de levar porrada no monte...lol...
  Mas parte desta adrenalina acumulada, sai disparada à ordem que nem um foguete, onde o normal: esquerda, direita, cima, meio, e mais sei lá mais o quê, é constante. 
      Uma coisa é certa, o arranque é dos momentos mais importantes para quem se quer posicionar à frente, e é na partida que se ganham posições para entrar bem posicionado no monte e não ter logo de desmontar tal é a confusão de atletas.  
     Decidi partir forte, mas sem grandes loucuras, onde não gosto, nem nunca gostei de dificultar ultrapassagens, mesmo quando sou obrigado a baixar ritmo para pessoal passar mais nervoso.
      As coisas estavam quentes, temperatura, corrida e público, que se manifestava à nossa passagem, sendo sempre reconfortante para os participantes. 
     O percurso foi brilhantemente desenhado, com muitos single tracks novinhos em folha, bastante técnicos mas brutais, com constantes mudanças de direcção, velocidade, num sobe e desce constante, em que as picadas duras, faziam o coração quase saltar pela boca e o meu GPS a tocar...lol...
   De salientar a forma magnífica como estava marcado, com setas no solo, fitas, GNR e colaborantes nos cruzamentos, que permitia gás a fundo.
      As passagens pelo rio e as pontes feitas, dão sempre uma beleza ao btt em que estamos sempre a ver quem é o primeiro a ir ao rio.
      O ritmo forte que decidi impor fez mossa no André, que não está habituado a este rompe pernas em btt, pois tem treinado mais estrada, decidindo na passagem dos percursos ir para a meia maratona, e que bem que fez...lol...
      Quando vi esta separação, pensei para mim, por um lado acaba este sofrimento, se for pelo outro (60 km), ainda me falta mais de 23km, que tolo....
   Realmente cheguei ao fim, num estado deplorável (se me tapassem a boca desmaiava), mas também diverti-me à brava, sempre a fundo e a tentar apanhar sempre a roda de quem ia à frente, e mais, mais, mais...já tinha saudades de fazer uma prova assim.
     No final contabilizei 61 km, feitos em 03H47 e com 1650+. Na classificação geral consegui um 15º geral e um 7º lugar em veteranos B, para um manco como eu foi um grande resultado.
      Parabéns à organização pela excelente prova que proporcionaram e à população de Avintes que aplaudia a passagem dos atletas.

29 Junho 2014 - Nelas- Seia- Sabugueiro-Torre


      Desafio lançado, é desafio superado...mai nada. Depois do Rafael André, ter novamente idealizado uma coisinha simples de fazer, aceitamos o desafio eu e o José Gouveia. Este juntou-se a nós em Seia, pois já se encontrava a treinar em alta altitude, pois vinha da Covilhã e já com 80 km nas perninhas. 
       Depois de uma pequena paragem para abastecer, e contando ainda com uma companhia Italiana (Filipo), juntos partimos para o grande desafio, ou seja chegar à Torre. 

    O nosso amigo "Pantani" não aguentou a pedalada forte do grupo...lol...e foi ficando para trás. Subir da cota de 450m (Seia) até aos 2000m (Torre), é sinal de muito tempo a subir. 
       Claro que tivemos tempo para nos deliciarmos com a paisagem e fazer várias paragens para as fotos da posteridade, pois ainda apanhamos um pouco de neve, que deu para arrefecer a maquina. Demoramos cerca de 2H30 a chegar à torre. 
        Depois de uma bela sande de queijo da serra e presunto, estavámos prontos a descer, e k descida... que foi mais curta para o Gouveia, que foi que nem uma seta de volta a casa, ainda a tempo de comer o bacalhau...lol..
Como a subida tinha sido fácil para o André, este decidiu queimar-me a "colaça", até ao carro...bruto este gajo pá....
      Para trás ficaram 104,5 km, feitos em 5H10, 2680+, com uma velocidade média de 20,2 e máxima de 63,5 km/h, mas mais importante que estes números foi o desafio concluído entre amigos, num grande dia de convívio, amizade, superação, a fazer aquilo que tanto gostamos- pedalar.
      Obrigado aos meus companheiros de viagem, que andam que se fartam. Raio da roda fina estoura um gajo todo...lol...
"O difícil não é chegar ao fim, mas sim começar...."

10 maio 2014- 4ª Etapa Circuito NGPS – Barcelos

      Finalmente o bom tempo chegou. Depois de tudo o que aconteceu de mau na etapa de Vouzela, eu tinha de dar a volta por cima, por isso as expetativas estavam em alta, e estava disposto a comer muito pó, tal como gosto.
     Com o pessoal de Barcelos a organizar, logo sinal de muita experiência em provas de btt, tudo estava preparado para curtir grandes trilhos, que tanto abundam em Barcelos.
Para esta etapa não pude contar com o meu “parceiro”- Ricardo, pois encontrava-se a percorrer Gaia- Fátima, pelos caminhos de Fátima.   
     Contudo estava tudo combinado para ter como companheiros outros dois prós, ou seja o Laranjeira, que também me acompanha no circuito, bem como aquele monstro do btt mundial, com a sua 29 – Diniz, mais conhecido por brutos pá…..
     Gosto de chegar cedo, para poder usufruir de todo o percurso, sem grandes pressas e correrias, e ainda poder chegar relativamente “cedo” e com dia a casa…lol…
     Chegados ao ponto nevrálgico de todas as operações, sito na bela Quinta da Levandeira- Barcelos, muito bonita e com um bom ambiente, levantamos o nosso kit e fomos aquecer os pneus às máquinas, para não deslizarem nas curvas.
   Quando já estávamos prestes a arrancar, apareceu o Pedro Santos na companhia de um amigo, e então aguardamos mais um pouco para juntos atacarmos o monte.
       Nos kms iniciais, o piso estava seco, o tempo estava agradável e deu para sentir que as pernas estavam bem acordadas e dispostas para meter gás nas subidas.
       Contudo, nas primeiras “picadas” e dificuldades, junto ao Monte Palmeira de Faro, o Pedro decidiu fazer o percurso mais curto e deu-nos carta branca para avançar com mais watts.
        Assim, rapidamente chegamos ao Castro de S. Lourenço, num local muito bonito, e com umas vistas belíssimas, com muitas casas já reconstruídas e divididas em vários setores, consoante o ano da sua construção.
      Aproveitando um dos cafés marcados no gps, decidimos fazer uma pausa perto das 12H00, para abastecer de energia, comendo a bela da sande de presunto com coca-cola.
      Ainda subimos a Maceira, para entrar logo de seguida num singletrack brutal nas margens do rio Neiva, onde uma árvore no meio do track originou belos momentos de brincadeira e descontração.  
    Claro que depois da bonança vem a tempestade …lol… os seja, veio a parede mais complicada de transpor. Numa altura em que o sol aquecia e bem, tínhamos cerca de 12 km sempre a subir até Arefe e logo de seguida até S. Gonçalo, sito a 477m de altitude, que foi bem complicado e deu muito trabalho para deixar para trás, já que subia, subia, subia… sem fim à vista. Como costumo pensar, é nesta altura que se olha para a roda da frente e sofre-se, até acabar a subida, simples…..
        Esta subida deixou principalmente marcas no Diniz, que teve de se socorrer de um gel do Laranjeira que o ressuscitou até ao final.
    Como não tinha todos os pontos de água marcados no gps, e ia na frente do grupo a navegar, passei por dois pontos importantes de abastecimento e não os consegui ver, fazendo muita falta mais à frente, pois não havia cafés onde me abastecer, tendo-me que socorrer da água dos meus companheiros, o que não é nada normal.  
      Como começava a sentir falta de energia, provocada pela falta de comida e de líquidos, decidi rolar forte para chegar o mais rapidamente possível à meta, senão ainda levava com o homem do martelo…lol..  
       Assim, chegamos à meta pelas 16H45, com o sentimento de dever realizado, num grande dia de btt, em que ficaram 86 km realizados, com 1886+ altimetria, feitos em 6H46, em que foram consumidas 4252 calorias.
     No final a organização ainda nos presenteou com uma senha para comer uma bifana e beber uma cerveja.
       Depois do banhinho tomado e que bem que soube, ainda descontraímos mais um pouco sentadinhos numa esplanada.
         Obrigado aos meus amigos que me acompanharam em mais um dia de puro btt, laranjeira e Diniz, com certeza vamos navegar mais vezes juntos, porque eu gosto de andar com os melhores.

26 Abril 2014- 3ª Etapa Circuito NGPS – Vizela

     Para esta etapa estava marcada a estreia da Equipa Secção Btt da Casa do Povo de Vizela, em mais uma etapa do Circuito Ngps. Claro que a fasquia é alta, já que o circuito continua a crescer de ano para ano e de etapa em etapa.
     Como entrada, tivemos a hipótese de escolher entre 50, 65 e 75 km, onde estavam previstas muitas dores de pernas, pois claro, tal como o pessoal gosta e anseia…lol..
Para mais um dia bem passado a pedalar, contava com a natural companhia do meu amigo Ricardo.
     Infelizmente, nos últimos dias, a chuva voltou e em força, e as previsões não eram nada famosas para o dia da prova, ainda agravado pelo estado dos trilhos, que estariam enlameados e com muita água.
      Pessoalmente nunca foi a minha praia andar com chuva, lama e a estragar material, em que não se consegue tirar partido dos trilhos, nem mesmo das paisagens por onde rolamos.
       Mas a muito custo, lá levantamos cedinho para ir até à cidade de Vizela, pelo menos para ver se lá estava sol…piu…
     Chegados ao secretariado, verificamos que a chuva já tinha levantado dorsal e pelo aspeto, iria fazer a prova maior…lol…
     Como se costuma dizer: já que aqui estamos, siga…..e eis que decidimos mesmo assim meter no gps o track mais curto, pois a cabeça à muito já estava formata para não sofrer debaixo daquela chuva constante e incomodativa.
  Infelizmente o que suspeitávamos, veio acontecer. Os trilhos estavam completamente alagados e enlameados, onde rapidamente as transmissões começaram a torcer o nariz.
    Um dos locais que ansiava nesta etapa, era a nossa passagem pela  Citânia de Sanfins, onde está situada uma das mais importantes zonas arqueológicas da civilização Castreja na Península Ibérica, e mais propriamente, o balneário Castrejo, local onde já tinha tirado uma foto” dentro do  buraco”…lol....e pelos vistos ainda caibo no mesmo.
    Com apenas 30 km os problemas começaram a surgir na bike do Ricardo, onde a 1ª deixou de funcionar, que levava a um esforço extra nas subidas, em que muitas delas tinham de ser feitas à mão, já que era impossível a sua superação com andamentos tão pesados.
     A chuva continuava contudo a cair forte, sem dó nem piedade, que levou os meus pés e mãos a hibernar.     Aproveitamos um abastecimento para retemperar energia, comendo uma bela febra e beber a retemperante coca-cola. Claro que ao retirar-mos as luvas, verificamos que a pele das mãos, estava tão branca e encorrilhada, de tanta água, que mais pareciam mortas…lol…
     Tal como já referi, estas condições, não são a minha praia, e para ajudar à festa, a minha transmissão, também deixou de funcionar, com um constante trilhar de lama na cassete, até que a corrente torceu de vez. E porque os azares nunca vêm só, foi nesse momento que verifiquei que me tinha esquecido da caixa com os elos rápidos, bonito….
    Contudo à 1ª ajuda que solicitei, de imediato um “colega de pedal” prontificou-se a dar-me um elo, tendo mesmo colaborado a reparar o azar, este sim, é o verdadeiro espírito deste grande circuito que é o NGPS.
      Mas hoje não era o meu dia e a transmissão não funcionava em pleno, onde pequenas inclinações no terreno, a corrente constantemente ficava com “chupões”. Esta não é a forma que gosto de andar e tudo junto fez com que optasse-mos por abandonar os trilhos aos 40 km e tentar chegar à meta por estrada e terminar da melhor maneira possível esta etapa, já que a cabeça à muito tinha deixado de funcionar, com tantas contrariedades e azares.   

       Ainda deu para retirar algum prazer dos trilhos traçados por esta equipa, onde infelizmente os tracks não estavam bem sinalizados, tendo menos pontos do que aquilo que seria esperável, originando muitas confusões e enganos. Esta situação foi imediatamente reconhecido pela equipa organizadora, que reconheceu este erro, por isso, quando assim é, siga para a frente, porque aprendemos mais rápido com os erros.
Para trás ficaram 49 km, feitos em 4h02m, com uma altimetria de 781+….melhores dia virão….

30 Março 2014 – Famalicão Bike challenge

       Este ano, esta prova apenas podia ser realizada por duplas, pelo que tinha tudo para ser um bom dia para esticar as pernas e voltar a trazer para o monte a minha dupla – Ricardo, atribuindo à nossa equipa o nome "Templários".
  Tinha pleno conhecimento que o meu “companheiro de luta”, estava com um andamento muito mais lento que o meu, tendo em conta a lesão que foi premiado nas costas, bem como a falta de tempo para treinar. Mas o trabalho e o sofrimento em cima da bike, começa em algum ponto, e este pareceu-me altura ideal.
    A prova que decidimos participar, consistiria basicamente, numa extensão de 60 km, com cerca de 2100 altimetria, em que as duplas partiriam de uma boxe previamente sorteada. Neste tipo de provas, temos de andar sempre muito perto do nosso companheiro, já que podemos ser penalizados com 15 minutos na classificação geral.
      O tempo estava chuvoso e tendo em conta a pluviosidade que caiu nos últimos dias, significava que a lama ia ser o prato forte e as bikes iam sofrer muito.
Antes da partida ainda deu para confraternizar com o leite e o seu companheiro de equipa, Sérgio Magalhães, que têm andamentos proibitivos…lol…
      Claro que já estou habituado que neste tipo de provas, onde existem prémios monetários, significam a presença de grandes atletas e esta não foi exceção, como o caso da presença do campeão nacional e do Sérgio Rodrigues, que posteriormente acabaram por ganhar.
      No sorteio calhou-nos a boxe 3, significando que tínhamos que ultrapassar 300 atletas para ficar em primeiro…lol…e não deixar os que partiram das outras 2 boxes, mais 200, nos ultrapassassem, coisa fácil.
    O início, é sempre impróprio para cardíacos, onde o normal: esquerda, direita, meio, por cima, por baixo… é o prato forte, coisa que não se aguente. Claro que muita gente, logo após a largada e à mínima oportunidade, corta-se logo na primeira rotunda, não cumprindo com o percurso previamente estabelecido, enfim febre da competição.
      Parti calmo, de forma a aquecer um pouco o motor, mas também com a vontade de não deixar muita gente passar, pois sabia que quando entrássemos no monte, o engarrafamento iria ser total.  
     O trilho estava excelente e muito bem marcado. Não obstante a dureza na altimetria, o piso estava bom, com descidas brutais, sempre feitas a grande velocidade, mas que davam grande prazer a ultrapassá-las. Numa delas uma árvore decidiu desviar-se para cima de mim, e eu quanto mais me desviava dela, mais ela vinha para cima de mim…lol…ainda deu para rir com outro colega que vinha na minha roda a assistir….lol…
      Claro, que cedo verifiquei que o Ricardo estava a pagar um pouco a fatura do seu atual estado de forma, onde depois de aguardar pelo mesmo, me dizia que não conseguia baixar o ritmo cardíaco de 170, pelo que a máquina vinha a queimar muito combustível e neste caso, obrigatoriamente se não reduzires, senão entras no vermelho e o motor parte.
      No abastecimento existente aos 18 kms, decidimos parar um pouco, para ver se as coisas se compunham e com o descanso a máquina arrefecia, ela até arrefeceu até aos 140, mas com a paragem as caibras ferraram-lhe as pernas.
     Ainda fomos até aos 25 kms, mas a dureza da altimetria que já tínhamos colecionado, a rondar os 1050+, foi demais e se não tínhamos condições para ganhar, decidimos meter por estrada até Famalicão e dar por terminada a nossa prova, cumprindo 41 km.
       Neste tipo de provas, feita em duplas, não tem sentido se os dois não funcionarem como um só, e, se o nosso colega não está bem, baixamos de andamento, se o nosso colega tá forte, tentamos acompanhar.              Hoje não deu para continuar, mas com certeza que amanhã estaremos mais fortes.
       Não me arrependo de ter participado, voltava a fazer o mesmo, pela amizade e respeito que o Ricardo merece da minha parte.