27 Julho 2014 - IV Maratona Avintes - IV XCM AC Porto

     Depois de ter participado na 1ª edição deste prova, desde então evoluiu imenso e entrou noutro patamar. Este ano queira ir até Avintes e dar uma "perninha". Contudo, tinha como principal objetivo, fazer toda a prova no meu ritmo máximo, para testar o motor e principalmente atestar como estavam as pernas e caixa, tendo em conta os treinos duros nos últimos meses. 
       Esta etapa pontuável para o campeonato regional, é sempre composta por atletas de top do nosso btt, que mais parecem ter motores nas pernas, em que literalmente voam.
     Decidi entrar na maratona, pois é nesta extensão e dificuldade que estou habituado e que gosto de participar. 
     Contava com a companhia do amigo Rafael, já que o outro Templário estava num batizado, a encher barriga...lol..
      Estávamos posicionados logo após os federados de competição, na box dos federados lazer e promoção e à frente dos que fizeram a meia maratona.
     A partida foi dada com um pouco de atraso, que provoca sempre descontentamento no pessoal, já que estão desejosos de levar porrada no monte...lol...
  Mas parte desta adrenalina acumulada, sai disparada à ordem que nem um foguete, onde o normal: esquerda, direita, cima, meio, e mais sei lá mais o quê, é constante. 
      Uma coisa é certa, o arranque é dos momentos mais importantes para quem se quer posicionar à frente, e é na partida que se ganham posições para entrar bem posicionado no monte e não ter logo de desmontar tal é a confusão de atletas.  
     Decidi partir forte, mas sem grandes loucuras, onde não gosto, nem nunca gostei de dificultar ultrapassagens, mesmo quando sou obrigado a baixar ritmo para pessoal passar mais nervoso.
      As coisas estavam quentes, temperatura, corrida e público, que se manifestava à nossa passagem, sendo sempre reconfortante para os participantes. 
     O percurso foi brilhantemente desenhado, com muitos single tracks novinhos em folha, bastante técnicos mas brutais, com constantes mudanças de direcção, velocidade, num sobe e desce constante, em que as picadas duras, faziam o coração quase saltar pela boca e o meu GPS a tocar...lol...
   De salientar a forma magnífica como estava marcado, com setas no solo, fitas, GNR e colaborantes nos cruzamentos, que permitia gás a fundo.
      As passagens pelo rio e as pontes feitas, dão sempre uma beleza ao btt em que estamos sempre a ver quem é o primeiro a ir ao rio.
      O ritmo forte que decidi impor fez mossa no André, que não está habituado a este rompe pernas em btt, pois tem treinado mais estrada, decidindo na passagem dos percursos ir para a meia maratona, e que bem que fez...lol...
      Quando vi esta separação, pensei para mim, por um lado acaba este sofrimento, se for pelo outro (60 km), ainda me falta mais de 23km, que tolo....
   Realmente cheguei ao fim, num estado deplorável (se me tapassem a boca desmaiava), mas também diverti-me à brava, sempre a fundo e a tentar apanhar sempre a roda de quem ia à frente, e mais, mais, mais...já tinha saudades de fazer uma prova assim.
     No final contabilizei 61 km, feitos em 03H47 e com 1650+. Na classificação geral consegui um 15º geral e um 7º lugar em veteranos B, para um manco como eu foi um grande resultado.
      Parabéns à organização pela excelente prova que proporcionaram e à população de Avintes que aplaudia a passagem dos atletas.

29 Junho 2014 - Nelas- Seia- Sabugueiro-Torre


      Desafio lançado, é desafio superado...mai nada. Depois do Rafael André, ter novamente idealizado uma coisinha simples de fazer, aceitamos o desafio eu e o José Gouveia. Este juntou-se a nós em Seia, pois já se encontrava a treinar em alta altitude, pois vinha da Covilhã e já com 80 km nas perninhas. 
       Depois de uma pequena paragem para abastecer, e contando ainda com uma companhia Italiana (Filipo), juntos partimos para o grande desafio, ou seja chegar à Torre. 

    O nosso amigo "Pantani" não aguentou a pedalada forte do grupo...lol...e foi ficando para trás. Subir da cota de 450m (Seia) até aos 2000m (Torre), é sinal de muito tempo a subir. 
       Claro que tivemos tempo para nos deliciarmos com a paisagem e fazer várias paragens para as fotos da posteridade, pois ainda apanhamos um pouco de neve, que deu para arrefecer a maquina. Demoramos cerca de 2H30 a chegar à torre. 
        Depois de uma bela sande de queijo da serra e presunto, estavámos prontos a descer, e k descida... que foi mais curta para o Gouveia, que foi que nem uma seta de volta a casa, ainda a tempo de comer o bacalhau...lol..
Como a subida tinha sido fácil para o André, este decidiu queimar-me a "colaça", até ao carro...bruto este gajo pá....
      Para trás ficaram 104,5 km, feitos em 5H10, 2680+, com uma velocidade média de 20,2 e máxima de 63,5 km/h, mas mais importante que estes números foi o desafio concluído entre amigos, num grande dia de convívio, amizade, superação, a fazer aquilo que tanto gostamos- pedalar.
      Obrigado aos meus companheiros de viagem, que andam que se fartam. Raio da roda fina estoura um gajo todo...lol...
"O difícil não é chegar ao fim, mas sim começar...."

10 maio 2014- 4ª Etapa Circuito NGPS – Barcelos

      Finalmente o bom tempo chegou. Depois de tudo o que aconteceu de mau na etapa de Vouzela, eu tinha de dar a volta por cima, por isso as expetativas estavam em alta, e estava disposto a comer muito pó, tal como gosto.
     Com o pessoal de Barcelos a organizar, logo sinal de muita experiência em provas de btt, tudo estava preparado para curtir grandes trilhos, que tanto abundam em Barcelos.
Para esta etapa não pude contar com o meu “parceiro”- Ricardo, pois encontrava-se a percorrer Gaia- Fátima, pelos caminhos de Fátima.   
     Contudo estava tudo combinado para ter como companheiros outros dois prós, ou seja o Laranjeira, que também me acompanha no circuito, bem como aquele monstro do btt mundial, com a sua 29 – Diniz, mais conhecido por brutos pá…..
     Gosto de chegar cedo, para poder usufruir de todo o percurso, sem grandes pressas e correrias, e ainda poder chegar relativamente “cedo” e com dia a casa…lol…
     Chegados ao ponto nevrálgico de todas as operações, sito na bela Quinta da Levandeira- Barcelos, muito bonita e com um bom ambiente, levantamos o nosso kit e fomos aquecer os pneus às máquinas, para não deslizarem nas curvas.
   Quando já estávamos prestes a arrancar, apareceu o Pedro Santos na companhia de um amigo, e então aguardamos mais um pouco para juntos atacarmos o monte.
       Nos kms iniciais, o piso estava seco, o tempo estava agradável e deu para sentir que as pernas estavam bem acordadas e dispostas para meter gás nas subidas.
       Contudo, nas primeiras “picadas” e dificuldades, junto ao Monte Palmeira de Faro, o Pedro decidiu fazer o percurso mais curto e deu-nos carta branca para avançar com mais watts.
        Assim, rapidamente chegamos ao Castro de S. Lourenço, num local muito bonito, e com umas vistas belíssimas, com muitas casas já reconstruídas e divididas em vários setores, consoante o ano da sua construção.
      Aproveitando um dos cafés marcados no gps, decidimos fazer uma pausa perto das 12H00, para abastecer de energia, comendo a bela da sande de presunto com coca-cola.
      Ainda subimos a Maceira, para entrar logo de seguida num singletrack brutal nas margens do rio Neiva, onde uma árvore no meio do track originou belos momentos de brincadeira e descontração.  
    Claro que depois da bonança vem a tempestade …lol… os seja, veio a parede mais complicada de transpor. Numa altura em que o sol aquecia e bem, tínhamos cerca de 12 km sempre a subir até Arefe e logo de seguida até S. Gonçalo, sito a 477m de altitude, que foi bem complicado e deu muito trabalho para deixar para trás, já que subia, subia, subia… sem fim à vista. Como costumo pensar, é nesta altura que se olha para a roda da frente e sofre-se, até acabar a subida, simples…..
        Esta subida deixou principalmente marcas no Diniz, que teve de se socorrer de um gel do Laranjeira que o ressuscitou até ao final.
    Como não tinha todos os pontos de água marcados no gps, e ia na frente do grupo a navegar, passei por dois pontos importantes de abastecimento e não os consegui ver, fazendo muita falta mais à frente, pois não havia cafés onde me abastecer, tendo-me que socorrer da água dos meus companheiros, o que não é nada normal.  
      Como começava a sentir falta de energia, provocada pela falta de comida e de líquidos, decidi rolar forte para chegar o mais rapidamente possível à meta, senão ainda levava com o homem do martelo…lol..  
       Assim, chegamos à meta pelas 16H45, com o sentimento de dever realizado, num grande dia de btt, em que ficaram 86 km realizados, com 1886+ altimetria, feitos em 6H46, em que foram consumidas 4252 calorias.
     No final a organização ainda nos presenteou com uma senha para comer uma bifana e beber uma cerveja.
       Depois do banhinho tomado e que bem que soube, ainda descontraímos mais um pouco sentadinhos numa esplanada.
         Obrigado aos meus amigos que me acompanharam em mais um dia de puro btt, laranjeira e Diniz, com certeza vamos navegar mais vezes juntos, porque eu gosto de andar com os melhores.

26 Abril 2014- 3ª Etapa Circuito NGPS – Vizela

     Para esta etapa estava marcada a estreia da Equipa Secção Btt da Casa do Povo de Vizela, em mais uma etapa do Circuito Ngps. Claro que a fasquia é alta, já que o circuito continua a crescer de ano para ano e de etapa em etapa.
     Como entrada, tivemos a hipótese de escolher entre 50, 65 e 75 km, onde estavam previstas muitas dores de pernas, pois claro, tal como o pessoal gosta e anseia…lol..
Para mais um dia bem passado a pedalar, contava com a natural companhia do meu amigo Ricardo.
     Infelizmente, nos últimos dias, a chuva voltou e em força, e as previsões não eram nada famosas para o dia da prova, ainda agravado pelo estado dos trilhos, que estariam enlameados e com muita água.
      Pessoalmente nunca foi a minha praia andar com chuva, lama e a estragar material, em que não se consegue tirar partido dos trilhos, nem mesmo das paisagens por onde rolamos.
       Mas a muito custo, lá levantamos cedinho para ir até à cidade de Vizela, pelo menos para ver se lá estava sol…piu…
     Chegados ao secretariado, verificamos que a chuva já tinha levantado dorsal e pelo aspeto, iria fazer a prova maior…lol…
     Como se costuma dizer: já que aqui estamos, siga…..e eis que decidimos mesmo assim meter no gps o track mais curto, pois a cabeça à muito já estava formata para não sofrer debaixo daquela chuva constante e incomodativa.
  Infelizmente o que suspeitávamos, veio acontecer. Os trilhos estavam completamente alagados e enlameados, onde rapidamente as transmissões começaram a torcer o nariz.
    Um dos locais que ansiava nesta etapa, era a nossa passagem pela  Citânia de Sanfins, onde está situada uma das mais importantes zonas arqueológicas da civilização Castreja na Península Ibérica, e mais propriamente, o balneário Castrejo, local onde já tinha tirado uma foto” dentro do  buraco”…lol....e pelos vistos ainda caibo no mesmo.
    Com apenas 30 km os problemas começaram a surgir na bike do Ricardo, onde a 1ª deixou de funcionar, que levava a um esforço extra nas subidas, em que muitas delas tinham de ser feitas à mão, já que era impossível a sua superação com andamentos tão pesados.
     A chuva continuava contudo a cair forte, sem dó nem piedade, que levou os meus pés e mãos a hibernar.     Aproveitamos um abastecimento para retemperar energia, comendo uma bela febra e beber a retemperante coca-cola. Claro que ao retirar-mos as luvas, verificamos que a pele das mãos, estava tão branca e encorrilhada, de tanta água, que mais pareciam mortas…lol…
     Tal como já referi, estas condições, não são a minha praia, e para ajudar à festa, a minha transmissão, também deixou de funcionar, com um constante trilhar de lama na cassete, até que a corrente torceu de vez. E porque os azares nunca vêm só, foi nesse momento que verifiquei que me tinha esquecido da caixa com os elos rápidos, bonito….
    Contudo à 1ª ajuda que solicitei, de imediato um “colega de pedal” prontificou-se a dar-me um elo, tendo mesmo colaborado a reparar o azar, este sim, é o verdadeiro espírito deste grande circuito que é o NGPS.
      Mas hoje não era o meu dia e a transmissão não funcionava em pleno, onde pequenas inclinações no terreno, a corrente constantemente ficava com “chupões”. Esta não é a forma que gosto de andar e tudo junto fez com que optasse-mos por abandonar os trilhos aos 40 km e tentar chegar à meta por estrada e terminar da melhor maneira possível esta etapa, já que a cabeça à muito tinha deixado de funcionar, com tantas contrariedades e azares.   

       Ainda deu para retirar algum prazer dos trilhos traçados por esta equipa, onde infelizmente os tracks não estavam bem sinalizados, tendo menos pontos do que aquilo que seria esperável, originando muitas confusões e enganos. Esta situação foi imediatamente reconhecido pela equipa organizadora, que reconheceu este erro, por isso, quando assim é, siga para a frente, porque aprendemos mais rápido com os erros.
Para trás ficaram 49 km, feitos em 4h02m, com uma altimetria de 781+….melhores dia virão….

30 Março 2014 – Famalicão Bike challenge

       Este ano, esta prova apenas podia ser realizada por duplas, pelo que tinha tudo para ser um bom dia para esticar as pernas e voltar a trazer para o monte a minha dupla – Ricardo, atribuindo à nossa equipa o nome "Templários".
  Tinha pleno conhecimento que o meu “companheiro de luta”, estava com um andamento muito mais lento que o meu, tendo em conta a lesão que foi premiado nas costas, bem como a falta de tempo para treinar. Mas o trabalho e o sofrimento em cima da bike, começa em algum ponto, e este pareceu-me altura ideal.
    A prova que decidimos participar, consistiria basicamente, numa extensão de 60 km, com cerca de 2100 altimetria, em que as duplas partiriam de uma boxe previamente sorteada. Neste tipo de provas, temos de andar sempre muito perto do nosso companheiro, já que podemos ser penalizados com 15 minutos na classificação geral.
      O tempo estava chuvoso e tendo em conta a pluviosidade que caiu nos últimos dias, significava que a lama ia ser o prato forte e as bikes iam sofrer muito.
Antes da partida ainda deu para confraternizar com o leite e o seu companheiro de equipa, Sérgio Magalhães, que têm andamentos proibitivos…lol…
      Claro que já estou habituado que neste tipo de provas, onde existem prémios monetários, significam a presença de grandes atletas e esta não foi exceção, como o caso da presença do campeão nacional e do Sérgio Rodrigues, que posteriormente acabaram por ganhar.
      No sorteio calhou-nos a boxe 3, significando que tínhamos que ultrapassar 300 atletas para ficar em primeiro…lol…e não deixar os que partiram das outras 2 boxes, mais 200, nos ultrapassassem, coisa fácil.
    O início, é sempre impróprio para cardíacos, onde o normal: esquerda, direita, meio, por cima, por baixo… é o prato forte, coisa que não se aguente. Claro que muita gente, logo após a largada e à mínima oportunidade, corta-se logo na primeira rotunda, não cumprindo com o percurso previamente estabelecido, enfim febre da competição.
      Parti calmo, de forma a aquecer um pouco o motor, mas também com a vontade de não deixar muita gente passar, pois sabia que quando entrássemos no monte, o engarrafamento iria ser total.  
     O trilho estava excelente e muito bem marcado. Não obstante a dureza na altimetria, o piso estava bom, com descidas brutais, sempre feitas a grande velocidade, mas que davam grande prazer a ultrapassá-las. Numa delas uma árvore decidiu desviar-se para cima de mim, e eu quanto mais me desviava dela, mais ela vinha para cima de mim…lol…ainda deu para rir com outro colega que vinha na minha roda a assistir….lol…
      Claro, que cedo verifiquei que o Ricardo estava a pagar um pouco a fatura do seu atual estado de forma, onde depois de aguardar pelo mesmo, me dizia que não conseguia baixar o ritmo cardíaco de 170, pelo que a máquina vinha a queimar muito combustível e neste caso, obrigatoriamente se não reduzires, senão entras no vermelho e o motor parte.
      No abastecimento existente aos 18 kms, decidimos parar um pouco, para ver se as coisas se compunham e com o descanso a máquina arrefecia, ela até arrefeceu até aos 140, mas com a paragem as caibras ferraram-lhe as pernas.
     Ainda fomos até aos 25 kms, mas a dureza da altimetria que já tínhamos colecionado, a rondar os 1050+, foi demais e se não tínhamos condições para ganhar, decidimos meter por estrada até Famalicão e dar por terminada a nossa prova, cumprindo 41 km.
       Neste tipo de provas, feita em duplas, não tem sentido se os dois não funcionarem como um só, e, se o nosso colega não está bem, baixamos de andamento, se o nosso colega tá forte, tentamos acompanhar.              Hoje não deu para continuar, mas com certeza que amanhã estaremos mais fortes.
       Não me arrependo de ter participado, voltava a fazer o mesmo, pela amizade e respeito que o Ricardo merece da minha parte.       

22 Março de 2014 – 2ª etapa Circuito NGPS- Vale de Cambra (Serra da Freita)

       É sempre bom regressar ao circuito NGPS e desta feita à Serra da Freita, já que lá tinha estado em Junho de 2011.
       O valor da inscrição tinha como particularidade, reverter na totalidade para os Bombeiros Voluntário de Vale de Cambra, para assim poderem continuar com a construção do novo quartel, pelo que mereceu de todos os amantes do circuito e não só, uma presença massiva nesta etapa, em que os números rondaram muito perto das 900 inscrições.
    Assim, em jeito de cerimónia foi entregue no início da etapa, um cheque no valor de 5000€, à Associação Humanitária daquela corporação, que para mim, sem dúvida, marca um dos pontos mais altos de quem pensou na ideia em organizar o conceito do circuito NGPS. Estão todos de parabéns, as equipas que se esforçam para apresentar os melhores trilhos da sua região, bem como todos aqueles que comparecem e percorrem os trilhos.
   Bem, para esta etapa, tive como companheiro de “roda” nada mais que o Laranjeira, logo os andamentos iam ser fortes, tal é a qualidade do bicho….lol…
     O tempo estava algo escuro, e já depois de levantar o dorsal, começou a pingar bem forte, que apressou e de que maneira os preparativos da etapa.
     Depois dos 5 km iniciais, feitos a rolar a uma altitude de 240m, que nem deu para aquecer, começou a verdadeira escalada até à Serra da Escaíba (km 11) e à Serra do Arestal (km 16), já a uma altitude de 810m. O piso, tal como esperava, era muito duro, com muita pedra, em que as subidas eram muito técnicas e difíceis de transpor e as descidas tinham de ser sempre feitas com muita atenção, em que ao mínimo descuido….. já foste….
       Tal como o guia indicava, estava previsto ao Km 25, passagem e paragem no talho Confiança, que tinha como particularidade podermos comprar a carne à nossa escolha e grelhar de imediato, coisa rara…lol… ainda efetuamos uma paragem neste local, mas tendo em conta que ainda era cedo, e por não termos ainda grande apetite, decidimos continuar um pouco mais.
       Mas para abrir o apetite, ainda tivemos que cavar, ou seja, na passagem pela Aldeia de Calvela -  Junqueira (Km 31), em comemoração do dia Internacional da árvore e da floresta, foi dada a oportunidade de plantar uma árvore. Claro que não poderia deixar passar esta oportunidade e plantei uma “quercus robur” – carvalho, tendo o Laranjeira plantado uma “quercus suber” – Sobreiro…pena foi logo a parede que tivemos de subir, após esta paragem.
       Decidimos então fazer a nossa paragem maior na confeitaria Flor da Junqueira, e o Laranjeira não foi de modas e lambeu logo 2 rissóis de leitão…lol…tendo eu comido apenas 2 pétalas alface….lol…
       O percurso continuava muito duro e as subidas pese embora não fossem de grande intensidade, eram muito complicadas de transpor, devido à pedra, o que desgastava e muito as perninhas. A próxima paragem era chegar ao ponto mais alto da etapa, bem no cimo da Serra da Freita (1045m altitude).
     Bem, aqui, mais me pareceu que estava a subir o Marão, sobe, sobe, sobe, e nunca mais acaba o raio da subida chata e dura… lol…mas lá foi ultrapassada e merecidamente conquistamos a medalha que consagrava a nossa valentia e determinação, oferecida pelos Bombeiros.
    Rapidamente passamos pelas famosas “Pedras Parideiras”, património Geológico pela Unesco, onde em termos gerais, depois de ocorrer um fenómeno de termoclastia, pequenas pedras separam-se de uma pedra mãe, ocorrendo isto em apenas 2 partes do mundo, cá e na Rússia. Tal como já referi no início em 2011, aquando da minha passagem naquele local, foi-me oferecida uma pedra destas, num café existente naquela aldeia.
      Um pouco mais à frente, estava outro dos momentos altos do percurso, ou seja o Miradouro da Frecha da Mizarela e a sua bela queda de água, sem dúvida é de uma beleza rara e imponente.
  Quando pensávamos que a dificuldade estava transposta, eis que somos sempre presenteados com mais uma parede, seguida de outra, e outra sem fim…bolas, isto não acabava…lol..
   Grandes paredes já no fim do percurso e quando as pernas já não respondem, não é muito a minha onda, e as organizações deviam ter isso em conta.
Contudo, lá chegamos ao fim, com uma valente porradinha de tanta pedra e subidas, ficando para trás os 78,5 Km percorridos, em 06H30, com um altimetria de 2450+.
      No final a organização presenteou-nos com broa “regada” com mel, que estava muito saborosa e doce, muito bom, para retemperar forças.
   Depois de banho tomado, pois claro, com água temperada/fria para a recuperação muscular, recomendada pelo Drº e muito bem, lá seguimos viagem, como se costuma dizer: contentes e felizes da vida, com o sentimento de dever cumprido.
   Uma palavra de agradecimento ao amigo e meu companheiro de viagem - Laranjeira, por juntos termos conquistado a Freita, deu luta, mais caiu….