19 Maio 2013 – 4ª Etapa Circuito NGPS – Rota do Mel - Mondim de Basto

     Parece que voltei a ganhar o gosto pelo circuito NGPS. Esta etapa proporcionou uma visita à cidade de Mondim, onde pelas 06H45 já estava a ver as gaivotas na Afurada, já que a concentração estava para aí marcada, lembrando “volta cama estás perdoada”…lol…

    O dia tinha nascido com temperaturas baixas, onde o nevoeiro continuava a dormir e a ameça de chuva era constante. Depois da logística tratada, a viagem foi feita na companhia do Jorge Almeida, Bruno e Barrote de forma tranquila e meia ensonada. 
    Em virtude de não haver uma partida oficial no NGPS tínhamos decidido que partiríamos logo que estivesse tudo prontinho a rolar e assim foi feito. Para o efeito juntou-se ao grupo o Laranjeira, tendo o Barrote decidido ir com um amigo à prova mais curta. 
   

12 Maio 2013 - III Duatlo Polacos Serra


    Esta é uma das provas anuais que mais gosto de participar, pois somos sempre muito bem recebidos pelos organizadores, ou seja, os militares do Quartel da Serra do Pilar – Vila Nova de Gaia. Desta feita tinha a vantagem de a prova ser em “casa”, e assim não fui obrigado a levantar tão cedo, como costumo fazer, em que muitas vezes 06/07H00 já estou a caminho.
      Estava inscrito como individual, mas devido a uma lesão de um colega que ia fazer estafeta, aceitei ocupar o lugar deste, para que o outro colega conseguisse participar. Mas, depois tudo voltou à 1ª forma, e esse colega também já não podia participar, devido ao falecimento de um familiar, e sendo assim, já não tinha parceiro, bem… que confusão…  
  Só tive a hipótese de convidar o Ricardo para fazer estafeta comigo, ficando combinado que faria o segmento de corrida – 4,5Km, o Ricardo os 20 km de BTT e eu voltaria a entrar em ação, para fazer o segmento final – 1,5 km. 
      O dia nasceu quentinho e com um sol brilhante, estando assim uma boa manhã para praticar desporto, tal como gosto. 
      A azáfama das provas de duatlo é sempre muita, contando ainda os atletas com os normais controlos das bicicletas e equipamento, feitos pelos Juízes da Federação de Triatlo, nas zonas de transição, não vá haver pessoal que traga bicicletas com motor…lol…
     Depois de assistirmos a uma breve descrição de como as coisas tinham de ser feitas na zona de transição, o stress miudinho começava a tomar conta dos atletas. Como nas anteriores edições, a partida é feita através de um disparo feito pelo Comandante do Regimento, com a arma G3,sendo sempre um dos momentos altos do dia.

04 de Maio 2003 – 3ª Etapa Circuito NGS – Figueira da Foz


       Depois de ter falhado as duas primeiras etapas, eis que surgiu o convite, mesmo em cima da hora, de regressar ao Circuito NGPS e ao Btt, já que durante a época de inverno dediquei-me mais às provas de trail. 
       O ano passado, aquando da minha participação na Figueira, estava um temporal terrível, como muita chuva e lama, que originou uma valente “porrada”.  
   Este ano os prognósticos estavam muito diferentes, com boa temperatura e sol. Tal como referi, decidi aceitar o convite do J. Almeida, para juntamente com o Leandro e Coelho, participar na 3ª etapa do NGPS. Pelas 07H00 já tínhamos levantado ancora em direção à Figueira da Foz, o pessoal do btt não dorme.  
     Já no “Quartel General” – local de concentração, levantamos o dorsal bem como a habitual lembrança dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, que apoia esta iniciativa e sobre o qual recai todo o lucro apurado das inscrições.     
        Tendo em conta que tínhamos de chegar cedo ao Porto, decidimos não esperar pela partida oficial da etapa, tendo arrancado logo para o monte. 
       Contudo logo ao km 5, o Coelho decide voar com o paraquedas avariado, provocando um enorme hematoma no joelho e nas costelas, quase apagando. Depois de recomposto, ainda tentou continuar, mas não estava nada fácil e decide desistir. 
        O quarteto ficou assim reduzido a um trio, onde esperávamos que a viagem acontecesse de uma forma mais tranquila. Mas as coisas realmente não estavam a correr nada bem, pois o J. Almeida perto do km 30 parte um dos carris do selim, ficando com o rabo ainda mais torto

27 Abril de 2003 - I Trail Noturno Valongo

         Para todos aqueles que um dia decidiram participar num Trail, onde eu me incluo, dificilmente conseguiram deixar de se questionar onde e quando será o próximo desafio, isto é, no mínimo dois dias depois, tal é a coça que levamos….lol… realmente a exigência física neste desporto é muita, somente equiparada à realização pessoal no final de cada quilómetro efetuado, à transposição de cada “parede”, às descidas alucinantes, à transposição de obstáculos impensáveis, às passagens por linhas de água, subidas com ajuda de cordas, etc, etc, servindo como “comprimido” para libertar a mente, ou como gosto de parafrasear, contribuir para a minha sanidade mental.
        Quando ouvi falar em noturno, rapidamente pensei: correr de noite no monte, escuridão, os pés sempre a saltar, quedas na certa, perder-me, água fria, as temíveis couuuubaras ….quando é que é mesmo???? Pois é, a Longusbike, os Amigos do Trail e o Clube btt Valongo, decidiram organizar aquela que seria o I Trail Noturno de Valongo, que se tornaria em mais uma noite fabulosa.
      Desta feita a equipa ia jogar em casa, onde os patrocinadores estariam atentos à prestação da mesma, podendo no final da prova alguns atletas serem obrigados a irem para a 2ª equipa e assim perderem a oportunidade de participar nos melhores trail.
     O desafio consistia num Trail com a distância de 20 km e uma caminhada de 9 km, com partida e chegada no Largo do Centenário – Valongo. Uma vez mais, andei a correr a preparar as coisas, consequência: enganei-me nas sapatilhas de trail e levei as de atletismo e mais grave, esqueci que a bateria não estava carregada, que medooooo. Chegamos cedo, tal como gostamos, para tranquilamente tratar da “logística”, levantar dorsais, fotos da praxe, conviver com os amigos, divertir para começar a prova com o máximo de descontração possível. Um dos momentos mais altos, é sempre a foto de grupo, que se transforma sempre em confusão e palhaçada geral.
       A partida estava marcada para as 20H30, contudo a aula de zumba, que serviu para aquecimento, que leva sempre ao delírio das mulheres…lol…atrasou um pouco o fogo de artifício, que serviu como tiro de partida, algo inédito e sempre espetacular. Estava bem artilhado para este desafio, nomeadamente com cordões que davam luz e uma luz na cabeça de 3600 lumens, pelo menos assim pensava…lol… Decidi partir com calma, para poder desfrutar da noite e do desafio.
      Claro que as sapatilhas foram um sucesso, motivo de riso entre a organização à medida da passagem pelos pontos de ajuda e abastecimento, pela luz que emanava, uma brincadeira que levei para a competição, pois também há tempo para isso. Rolava forte, com pulsação controlada e a noite não me estava a dificultar muito, tendo em conta o “poste” que levava na cabeça, que dava luz para mim e para todos os que rolavam junto a mim, originando motivos de risota. Um dos pontos altos, foi a passagem por uma linha de água, que originou uma pequena queda, dando para arrefecer um pouco mais o motor…lol… e as pernas pois claro.    
     O pior estava para vir, pois perto do km 14, antes do 2º abastecimento, a luz apagou-se, e a minha vantagem, tornou-se num pesadelo. Basicamente não via nada, obrigando-me mesmo a caminhar, pois quando queria acelerar, logo tropeçava e andava sempre cai num cai. Pensei em desistir, pois não tinha condições mínimas para continuar, até que vi as luzes do 2º abastecimento. Aqui, um dos elementos da organização que ali se encontrava emprestou-me uma luz, para poder continuar. Rapidamente comi a bela de uma nata e decidi arrancar, com muita dificuldade, pois levava a luz na mão, e constantemente tinha de apontar para os meus pés, para ver o trilho.
       Então decidi esperar pelos atletas que estavam atrás de mim, para poder beneficiar das luzes deles e andar um pouco mais rápido, aproveitando a boleia de 2 atletas para rolar forte numa zona de asfalto. Assim cheguei ao fim, de mais uma grande aventura, agravada pela minha incúria, mas que me diverti imenso. No final ainda houve tempo para comer duas bifanas e beber café quentinho.
   Uma palavra de agradecimento e reconhecimento para a organização que esteve muito bem, onde as dificuldades são sempre muito maiores que um trail organizado durante o dia. Tiveram coragem, arriscaram, e foram bem sucedidos. Em termos individuais a conseguimos um brilhante 2º lugar feminino e o 2º lugar por equipas, ninguém pára estes atletas.
     Em termos pessoais consegui o 15º lugar com 1H37m, num total de 184 atletas que conseguiram terminar este desafio noturno.       

07 Abril 2013 - I Trail Lagares - Penafiel


     E já vão 3 trails. Seguindo a orientação do Mister e do D.D. (Diretor Desportivo) a brilhante equipa de Trail Longusbike Amigos do Trail, esteve na sua força máxima no 1ºTrail de Lagares, organizado pelos Amigos do Pedal, equipa de btt da zona. Esta prova desenrolou-se na freguesia de Lagares – Penafiel, e, foi composta por um percurso de 22 km, juntamente com um mini-trail/passeio pedestre de 10 km. Pessoalmente preparo tudo o que necessito na noite anterior, para na manhã seguinte nada ficar esquecido.      
      Só que desta vez, por incrível que pareça, apenas e só apenas esqueci das sapatilhas de trail, espetáculo, restando apenas a hipótese de correr com as que levava calçadas, nada mais que as minhas verdinhas de estrada, que medo. 
 Este grande esquecimento foi contudo superiormente solucionado pela esposa do D.D. O staff estava todo montado junto ao Pavilhão de Lagares, efetuando in-loco o pagamento da inscrição e levantamento de dorsais e lembranças. Característico dos trail, aos poucos aquela freguesia começava a ganhar movimento e alegria, com a chegada dos atletas/participantes e seus familiares. 
     Com a equipa repleta de “prós”, a competição esteve ao rubro, estando presentes nomes sonantes e com bastante currículo nesta modalidade tão em voga. Tal como já referi, e depois de estar a chorar por ter de estragar as minhas verdes na lama, eis que a esposa do D.D emprestou-me um par que este tinha no carro escondidas…lol.., embora gastas e grandes, já estavam ensinadas de tantos kms já efetuados. 
    Um dos momentos solenes é sempre a foto de grupo, que mais se transformou em passagem de modelos…lol.. Para esta trail, tinha delineado não sofrer tanto como no Paleozóico, mas foi por pouco tempo…lol… neste tipo de provas os picos de pulsação e esforço são sempre muito intensos, com a agravante que desta vez levava o meu GPS com frequencímetro, onde a cada passo apitava a dar indicações que ia no Red line, ou seja acima das 180 pulsações/min…lol.. 

17 Março 2013 - Trilho do Paleozóico - Valongo



   Trilho do Paleozoico. Pelo nome pomposo, a primeira coisa que me vinha à cabeça, era algo relacionado com dinossauros…lol…, mas estava enganado em cerca de 210 milhões de anos…lol… mas vamos por partes.
    Esta prova estava inserida no Parque Paleozoico de Valongo, que nasceu na necessidade de preservar os fósseis de Trilobites e outros organismos da era Paleozóica. Já agora, sabiam que à mais de 540 milhões de anos, até há cerca de 280 milhões de anos, onde andamos na prova, esteve coberta pelo mar???? e que nos mares de Valongo, há 440 milhões de anos atrás, existiam icebergs??? E que um tsunami há 470 milhões de anos, varreu a região de Valongo, acumulando conchas de lingulídeos ao longo da costa ????? interessante e surpreendente não acham????
    Já agora a Era Paleozoica, foi a 1ª a aparecer, seguindo-se a 2ª - Era Mesozóica, onde está inserida o Período Jurássico (que já vai à cerca de 190 milhões de anos) e por fim, a 3ª Era Cenozoica, que vai até ao tempo moderno…lol….
   Agora reportando-me aos nossos dias, desta feita, percorreremos caminhos e trilhos da Serra de Stª Justa e Serra de Pia, estendendo-se pelas freguesias de Valongo, Campo e S. Pedro da Cova. Na inscrição  poderíamos optar por efetuar: - ultra Trilhos Paleozoico com 43 km; - mini trilho Paleozoico com 16 Km e uma caminhada com 6 Km, num total de cerca de 1000 atletas.