DBR 2012 - 2º dia - Serra do Marão....sofrer, sofrer, sol, sofrer


..... a noite foi terrível, não consegui descansar nadica de nada, muito devido ao frio. A alvorada, estava marcada para as 06H15, pois ainda tinha de tomar o pequeno-almoço, equipar e preparar tudo para mais uma etapa e nada podia ser esquecido. 
    Dei continuidade ao estudo que já tinha anterior  ente participado na Universidade do Porto, onde diariamente quando acordava tinha de me pesar, de urinar para o copo, para ver o nível de hidratação que tinha e ainda descrever o mais minucioso possível o que tinha comido e bebido desde o término da etapa até àquele momento. No final voltava a fazer este processo, para apurar as diferenças e dar seguimento ao estudo.
      Pois bem, para hoje tínhamos o 2º dia- Etapa do Marão, que tinha uma extensão de 95Km, com um acumulado de 3020+. Isto só por si já parecia doloroso, mas ainda tínhamos para agravar mais a etapa o imenso calor que já se fazia sentir.
   Na meta, os atletas estavam dispostos conforme a classificação ob tida no dia anterior- prólogo, de forma a ser mais justo. O início estava sempre marcado para as 08H00, conforme o regulamento.
    Não obstante não ter descansado nada de jeito, parti confiante para esta etapa. Aproveitei o andamento bom de um grupo de atletas, para seguir com os mesmos. Contudo logo a seguir ao 1º abastecimento (Km 24), numa "picada" forcei a entrada de velocidade e a corrente encravou, meti ainda mais força e eis que acabei por a partir. Tinha um elo rápido, mas mesmo assim tive necessidade de pedir ajuda a um colega, mas com o stress as coisas não ficaram nada bem postas, e, eis que quando voltei a subir para a bicicleta e a meter força no pedal, ela voltou a partir e aí foi o desespero total. Já não tinha mais elos rápidos e já tinha perdido mais de 20 minutos nesta brincadeira e acima de tudo a pica e a confiança com que vinha a rolar até ao 1º abastecimento. Neste momento acreditem que me vieram muitas coisas à cabeça. 
      Depois de pedir ajuda a vários atletas, lá consegui arranjar um que tinha um elo de engate para corrente 10v e novamente com ajuda, as coisas desta feita ficaram bem e lá segui caminho, já muito atrás e sempre cheio de medo de voltar a ficar em terra. A cabeça aqui já não funcionava muito bem, e era apenas o espírito de sacrifício e dor, que me fazia seguir em frente. Então, marquei um novo objetivo: chegar ao próximo abastecimento e daí sucessivamente até à meta. Nestas paragens aproveitava sempre para encher o bidon, comer bem (melancia, laranja, melão, gomas, madalenas, bolachas, etc) e beber bastantes líquidos (coca-cola, água, bebida isotónica, powerwade) o máximo possível, pois a etapa estava a ser muito dolorosa, muito em parte ao calor que chegava perto do 40º. Muitas vezes nem sabia bem o que me doía mais, as pernas ou os braços, pois estes queimavam bem.
    Foram horas e horas a circular a solo, em que por vezes passava outros atletas, outras era ultrapassado, com muitas subidas já saboreadas por mim no "Montain Quest" feito em Janeiro com mais 3 amigos.As subidas no Marão, são intermináveis e mesmo as descidas são duríssimas. Não esqueço a subida de alcatrão com uma inclinação de 31%, ultrapassada com muita garra em "cima dela". 
   Passei pelas famosas aldeias de montanha, com pessoas sempre simpáticas a aplaudir e as sempre estonteantes paisagens sobre o Alto Douro Vinhateiro. Coleccionei no mapa as cidades de Amarante, Baião, Vila Real, Mesão Frio, Santa Marta de Penaguião e Régua.
     A muito sofrer lá consegui terminar esta etapa com o tempo de 7H51m, no total de 95,5 Km, com 3140+ altimetria, tendo gasto 5225 calorias, com a velocidade máxima de 61 Km/h,que medoooooo.
    De salientar que ainda estamos condicionados a ter de passar num ponto intermédio com determinado tempo estipulado, que se for ultrapassado, somos penalizados e temos de seguir por percurso alternativo até à meta.
        No final nas pesagens tinha perdido 1.300g., ficando com 66.2 no total de peso.
Fui de imediato guardar a bicicleta e meter as perninhas na água frio do rio, para recuperar o máximo possível.  
     Depois de descansar e relaxar um pouco, fui buscar a "La Bella" para lavar e lubrificar, que depois do sucedido e segundo a opinião dos mecânicos, não devia mudar a corrente, pois o mais certo é que teria de mudar tudo e ia ficar muito caro. Então decidi arriscar e se fez 70 Km sem partir, a ver vamos...
      Depois de um bom jantar foi altura de assistir ao Breaffing, onde sabe sempre bem assistir às fotos e video do dia, entrega dos prémios aos vencedores nas suas categorias, bem como a descrição da etapa seguinte que seria o Alvão.
      Mal acabou, saí logo a correr para caminha, onde esperava dormir um pouco melhor e mais quente, pois um colega tinha ido buscar um cobertor ao carro, já que as noites continuam terrivelmente frias.

Video do Dia 2 - Etapa do Marão:

DBR 2012 - 1º dia - Chegada à Aldeia DBR e Prólogo.

      Pois bem, chegou a hora de partir para a prova que escolhi como minha prioridade para 2012, ou seja a prova mais dura e longa existente em Portugal, denominada Douro Bike Race- DBR. A noite foi longa, com um remoer esquisito no estômago, seria nervos????...lol... Pois bem, pela manhã, tranquilamente fiz a viagem até à cidade de Amarante. Logo à saída da auto estrada comecei logo a ver as placas DBR, não havia nada a enganar.  Assim facilmente cheguei ao secretariado para levantar o meu Kit e assinar as respectivas autorizações a afins. Na altura da minha inscrição, foi-me atribuído o dorsal nº 112 (número de emergência) ..lol... pelo que me foi dado um dorsal para colocar na bike, uma pulseira e outros cartões todos com este número, bem como brindes dos patrocinadores. 
     Facilmente era percetivel a grandiosidade desta prova, tudo muito bem organizado, com um staff estraordinário, onde cada um sabia o que tinha a fazer, num ambiente que transparecia de enorme tranquilidade e controlo, pelo menos para os participantes, como eu. Quando estava a depositar a bicicleta no Bike Park (sempre devidamente guardado), cruzei-me com o João Marinho, rosto mais conhecido do DBR. Aqui, trocamos algumas palavras e o curioso é que o mesmo lembrava-se do meu nome e das brincadeiras e bocas que ia escrevendo no Facebook. Inclusive recordava-se do resumo que fiz no blog acerca do DBR, dizendo que estava impecável e que de certeza me tinha dado muito trabalho.  O João é uma pessoa muito simpática e acessível, sempre disposto a ajudar e a trocar uma palavra com todos, não obstante ser um atleta de top. 
   De seguida fui conhecer o meu "quarto". Ora bem, tinha comprado uma tenda, que já se encontrava montada e alinhada junto a outras dezenas, no jardim das Piscinas Municipais de Amarante. À primeira  vista agradou-me, já que o espírito desta prova também passava por aqui, mas....
     Faltava-me o reconhecimento geral a toda a "Aldeia DBR" e ter a noção do local onde tudo estava exatamente. Ainda cheguei a tempo para assistir à Conferença Imprensa das principais figuras presentes nesta prova, estando presentes nomes como: Celina Carpinteiro, Mário Costa, Emanuel Pombo, David Rosas, Carlos Cabrita, Alexandro de la Pena e Sandra Santanyes, só estrelas, mas de uma humildade e simplicidade que sinceramente não estava espera.
   No final, fui até à cidade descomprimir um pouco, onde aproveitei para almoçar na "Tasquinha da Ponte", restaurante onde antecipadamente tinha adquirido as senhas para jantar nos 3 dias seguintes da prova.
    A minha partida no prólogo estava marcada para as 15H20, pese embora tivesse de estar nos blocos de partida, 20 minutos antes, sob pena de ser logo penalizado.
     À medida que o tempo se aproximava começavam a desfilar as "máquinas" e as estrelas, em direcção à partida. Sem dúvida a roda 29, está na moda, pois eram estas que abundavam, nas suas mais diversas cores e marcas.
     O prólogo foi composto por 10 km, com 200+ acumulado, que se desenrolaram pelas artérias da cidade de Amarante, em circuito urbano e monte. Cada atleta saía espaçado de 30 em 30 segundos, em que subíamos uma plataforma e à contagem decrescente, era dada a ordem de largada.      
     Mais parecia uma partida de contra-relógio, muito bom mesmo, estava arrepiante aquela partida, cheia de crianças a bater palmas e a dar força aos atletas. Tive sorte de ser dos primeiros a partir, embora sob um forte calor. 
À partida seriam 10 kms tranquilos, mas enganei-me logo, pois as subidas e descidas constantes, a grande velocidade, facilmente fez disparar as pulsações, levando o GPS a apitar.        
    No meio da adrenalina, ainda disse para mim, bolas que barulho é este? não deve ser da suspensão, porque ela não apita...lol... Mas logo de seguida lá vinha mais uns apitos e foi aí que pensei, nem vou olhar para o GPS, senão ainda me assusto...lol....Posteriormente constatei que atingi a velocidade de 51 Km/h e uma pulsação de 180 bat., com o ritmo médio de 171 bat.. 
     Quando se rola a altas velocidades, por vezes fazemos coisas que quem está a assistir acha piada, tal como uma égua que fiz a curvar, fim do mundo...lol...mas não devo conseguir fazer outra igual.  O prólogo foi ganho pelo David Rosa com o tempo de 21m14s, que mais parecia um avião a andar...Em termos gerais fiz o tempo de 29m35s.
    Aproveitei o resto da tarde, para fazer algumas compras na cidade e preparar tudo para o dia seguinte. À noitinha depois do jantar, fui assistir ao breafing, onde foram entregues os prémios aos vencedores da etapa nos vários escalões, fotos e video do dia, bem como uma descrição pormenorizada da etapa do dia seguinte, neste caso, etapa do Marão.
     O que eu não sabia era que as noites eram tão frias. A tenda ficava cheia de humidade por dentro, chegando mesmo a pingar. Como não estava à espera disso, tive de dormir, o pouco que consegui, equipado como se fosse andar de noite, e, mesmo assim cheio de frio, amanhã vou ter de dar volta a isto...
     Pois bem, por hoje terminaram as emoções, foi um dia em grande para um amante do BTT.

Video estraordinário do 1º dia - Prólogo:

Douro Bike Race 2012 - Are You Ready...



  ARE YOU READY.....ora bem, para o ano de 2012 queria participar em algo duro, muito duro. Foi aí que após uma breve pesquisa, estava escolhido ....DBR, ou melhor DOURO BIKE RACE. Esta é uma das maiores provas por etapas e duras, que se realizam no nosso país, logo era a ideal para uma vez mais por à prova os meus limites, pois é assim que gosto de estar na vida e no desporto. Para mim não é importante se o meu vizinho, colega, amigo de equipa, ou ex-equipa, ou seja ele quem for, ande, treine, participe, ou conquiste algo mais extreme que eu. Não o invejo, ou se o faço procuro fazer pelo lado positivo, embora nem sempre a capacidade intelectual de alguns, não o conseguem distinguir. Pois bem, falemos um pouco do que é isso do DBR. 

     A Douro Bike Race (DBR) é um desafio que a dupla João Marinho e José Silva lança a todos os praticantes de BTT que gostam da natureza no seu estado mais puro. A prova, a decorrer entre os dias 13 e 16 de Setembro, irá desenrolar-se em 3 serras míticas – Aboboreira, Marão e Alvão, logo quem já lá andou, sabe e sentiu bem a sua dureza.
      Destas serras podemos contemplar algumas cidades como Vila Real, Régua, Cinfães, Resende e Mondim de Basto e ainda outras serras em seu redor como Montemuro, Cabreira, Gerês e mesmo o Alto Douro Vinhateiro – Património da Humanidade.
       Claro que ou participo ou não, e desta forma decidi inscrever na mais dura, ou seja na EPIC (4 dias). Para os menos insanos ainda era possível participar no modo Adventure (2 dias) ou ainda no Ride (1 dia).
Este ano, a mesma irá ter um prólogo e mais 3 etapas, que passo a descriminar:

Prólogo - 1º dia
Prólogo: Esta é uma das novidades do DBR 2012. Sendo assim, no dia 13 de Setembro, que corresponde ao primeiro dia de competição,irá se realizar um prólogo que percorrerá pelas ruas mais emblemáticas da cidade Amarante, cruzará o rio Tâmega 3 vezes, Ponte de S. Gonçalo, Ponte Nova e Açude junto ao Parque Florestal, com cheirinho num single-tracks, de forma a aumentar o batimento das máquinas, para os dias seguintes. Servirá para apurar a ordem de partida para o dia seguinte. Em suma são cerca de 10 Km, com 250+ acumulado.


28/08/2012 - Passeio Linha do Corgo- Marão- Ciclovia Amarante

       Quando o Jorge me voltou a convidou para nova viagem no comboio surpresa, pois tudo pode acontecer, fiquei um pouco apreensivo, mas....lá aceitei. Desta feita fazia parte um grupo fortíssimo, composto por mim, J.Almeida, Leandro e o Coelho. O Objetivo traçado à partida era ir até ao Pocinho e daí fazer nova visita às gravuras no Côa, pois a última vez, conforme crónica que antecede, as coisas não correram como estava delineado.
        Eram 06H15 e o despertador já apitava, é preciso ser muito tolo para levantar tão cedo para ir pedalar. Com partida milagrosamente à hora, partimos de Campanhã até ao Pocinho, pelos menos era o que queríamos, pois,.... queríamos....
        Chegados à Régua, fomos informados que o comboio apenas seguiria viagem pelas 10H10, as coisas começavam pois claro a ficar na mesma linha das anteriores edições... e, eis que chegados à referida hora, fomos novamente informados que apenas haveria comboio às 12H00, mauuuuuuuuu. Pois bem, decidimos  não esperar, pois o mais certo era depois algum iluminado vir dizer que já não ia haver comboio. 
       Plano B: de imediato o supra-sumo do Presidente da Ecobike (J.Almeida) em menos de 15 segundos, decide planear um percurso de pró, que consistiria em fazer novamente a linha do Corgo até Vila Real, aí, subiríamos até ao Marão (antenas), e logo de seguida desceríamos até Amarante, para apanhar o comboio de regresso ao Porto.    E como não se pode contrariar sua alteza, pois o mesmo começa-se a babar e a cuspir por todos os lados, eis que todos a uma só voz dissemos "Siga Presidente".
     Tal como já relatado noutras crónicas, facilmente chegamos a Vila Real, tendo sempre a companhia de muita fruta pelo caminho, nomeadamente de figos de 2 qualidades, que estavam muito bons. Aqui aproveitei-me da altura do presidente, pois é para isto mesmo que servem, apanhar figos no cimo dos rancos, onde as pessoas normais não chegam....lol...
    Depois de uma pausa para almoçarmos avançamos em direção às antenas do Marão. Como não tínhamos trilho, tivemos de inventar um pouco e fazer algumas perguntas sobre a que horas passava o avião, até ao cimo. Contudo, como a hora começava a apertar, não conseguimos completar o percurso. Beneficiando que o Leandro ainda tinha o trilho que em Janeiro tínhamos feito do "Montain Quest", no que concede à descida estrondosa do cimo do Marão até Amarante, calculamos nova rota até esse ponto, e, siga viagem.

25 Julho 2012 - Travessia: Pocinho - Vila Nova Foz Côa - Pocinho

      Aproveitando o passe de comboio que ultimamente temos utilizado decidimos ir até à Vila Nova de Foz Côa, à descoberta das gravuras, desta feita na companhia do J.Almeida. Com partida programada de Campanhã, o destino era o Pocinho. Pois bem, aqui surgiu o pequeno grande problema, ou seja, o comboio "Espanhol", que mais parece movido a lenha, avariou. Tivemos de esperar cerca de 1H30 que viesse outro comboio do Porto para empurar o nosso, dando ainda uma ajudinha para encaixarem, conforme foto...lol...
       Contudo, e, como as coisas corriam muito bem, logo de seguida fomos avisados pelo cobrador que este comboio apenas ia até ao Tua, e aí teríamos de esperar pelas 12H00 por outro, para irmos até ao Pocinho. Ainda equacionamos a hipótese de arancar logo no Tua, andando cerca de 2 km, mas sem exito, pois não tinhamos trilho e o que seguiamos foi "desaguar" a uma propriedade privada. Pois bem, regressamos novamente à Estação à espera da nossa boleia até ao Pocinho.
       Como todos sabem, a paisagem do Porto para a Régua é muito bonita, mas entre a Régua e o Pocinho é extraordinária, muito, muito bom mesmo, recomendo vivamente fazerem esta viagem. Aqui chegados, a temperatura estava quentinha, para não dizer escaldante.

16 Julho 2012 – Linha do Corgo – Régua- Vila Real – Régua

Uma vez mais aceitei o convite/ desafio lançado pelo J.Almeida, para percorrermos a antiga Linha do Corgo, que unia as localidades de Chaves e Régua. Esta linha foi inaugurada em 1 Abril de 1910, com a chegada do comboio a Vila Real e concluída a 28 Agosto de 1921, com a chegada a Chaves.  
        Contudo este troço, foi encerrado pela Operadora de Rede Ferroviária Nacional a 25 de Março de 2009, segundo diziam, por questões de segurança, esperando reabrir no ano de 2011. Como é normal no nosso país, depois de muitas promessas por várias entidades e políticas, decidiram cancelar todos os investimentos prometidos e aclamados por muitos, suspendendo a reabilitação da mesma.
         Mas voltemos à nossa viagem. Estava assim programado deslocarmo-nos de comboio até Campanhã, onde posteriormente faríamos a ligação até à cidade da Régua. O Nuno como gosta de dormir, quando chegou ao apeadeiro de Coimbrões apenas viu a traseira do comboio tendo de pedalar até à Estação de Campanhã, onde já chegou bem quentinho.  Com o quarteto formado, J. Almeida, eu (Tojo), Mário e o Nuno, viajamos sentadinhos até à Régua, num dia onde se aguardavam temperaturas acima dos 40 à sombra. Como é da praxe, mal cheguei à citada cidade, de imediato apareceu a famigerada “Srª dos rebuçados” com os não menos famosos ”Rebuçados da Régua”, e eu, para não fugir ao ritual, comprei um saco. Faltava assim abastecer as nossas barriguinhas famintas, algumas maiores que outras…lol…. onde pelas 10H00, demos início à nossa jornada de btt.
       O percurso estava bastante ciclável, alguns sítios com alguma pedra, mas rolava-se bastante bem, salientando inexplicavelmente alguns blocos de cimento a meio e alguns regos atravessados, onde tínhamos que travar a fundo. Ao longo do percurso, passamos pelos apeadeiros de Lorgo -Tanha-Alvações-Carrazedo-Cruzeiro-Vila Real. Chegados a Vila Real, com 25 kms nas pernas e por ser ainda bastante cedo, tentamos continuar, contudo sem sucesso, pois o percurso ainda tem travessas, carris e vegetação muito alta, sendo impossível continuar a viagem. Foi da maneira que fomos até uma pastelaria para almoçarmos qualquer coisa ligeira para a viagem de regresso, que pelas contas do Jorge, o comboio partia para o Porto por volta das 15H00. Na viagem de regresso o Jorge decidiu marrar e não quis repetir o percurso, mas tendo em conta que a alternativa era circular pela nacional, levando com mais de 40 graus na moleirinha e o tempo que tínhamos, o mais sensato era fazermos o mesmo percurso pela ciclovia.