11 Setembro de 2011 - 4º Grande Encontro Clube Mondraker

       Finalmente iria participar no encontro anual do melhor clube do mundo, ou seja, Clube Mondraker. Estava assim programado para este dia, na Serra Valongo, uma plena manhã de puro btt, durinho quanto baste, aqui não se consegue rolar, ou se sobe, e bem, ou se desce em grande velocidade, sempre com muita pedra solta.
      Assim, foi chegando pessoal no local pré-marcado, onde sobressaiam os equipamentos acabadinhos de chegar do "Clube Mondraker", bem como desfile de máquinas de vários modelos mas sempre da marca "Mondraker", claro está que a minha "Podium" era a mais bonita...lol
        Para quem se esqueceu das meias em casa, ainda tivemos um par gentilmente oferecido pela Mondraker Store.
      Depois das respectivas fotos da praxe, partimos assim à conquista da Serra de Valongo, cerca de 55 prós da Mondraker, quiça algum será selecionado para piloto da marca.
    O percurso foi muito bem escolhido, sentindo-se efecetivamente aquilo que eu esperava, terreno duro, com muita pedra, "subidinhas" bem duras, descidas boas, para ro pessoal que não gosta travar, belas paisagens, sempre em abiente descontraído e sempre animado, conforme se quer neste tipo eventos e que caracteriza este clube.
       Depois das pernas cansadas, estava na altura de dar início à 2ª parte, ou seja almoço. Quandi vi o local escolhido, não tive dúvidas que iríamos ser bem servidos, pois já era um local que eu conhecia.
    Uma mesa de entradas muito bem selecionada, ambiente tranquilo e muito agradável, seguido de vitela acompanhada por castanhas e legumes, boa sobremesa, café, etc, enfim, um verdadeiro majar dos deuses, nada que não merecessemos...lol.
      Uma palavra ainda para os fotógrafos de serviço que conseguiram grandes fotos, excelentes planos e que devido organização Mac prontamente foram cedidas, muito bom.
      Assim por último, e não menos importante, parabéns e um obrigado a todos aqueles que consegue manter o clube vivo e em alto nível, lutando pelo seu contínuo crescimento, principalmente à pessoa do seu "Presidente" - Mac.

30 Agosto 2011 - Caminho Santiago - Finisterra

…tudo começou pelo desafio lançado pelo Wingman. Aproveitando o jantar de comemoração do aniversário do Márito, quiçá provocado pelo álcool em excesso…lol., este super atleta “picou” o grupo, para
percorrermos o Caminho: Santiago – Finisterra, realizado pelos
 peregrinos que querem conhecer o mar e ver o “Fim do Mundo”, ou “Fim da Terra” ou também como é chamada “A Costa da Morte” .
    Surpreendentemente, verificou-se uma aderência bastante grande dentro do grupo, havendo necessidade de alargar as inscrições e alugar uma camioneta quase igual à do F.C.P.., tendo aceite o mesmo: eu (Tojo), Kiko, Presidente (J. Almeida), Vitokorov (V. Silva), Márito, Hélder Coelho, Sérgio Santos, Quelhas (trepador), Domingos (lost), Leandro, Sr. Costa, Gil, Anselmo e o internacional Nuno Coelho. Lamentavelmente e devido a complicações físicas, o Wingman não conseguiu acompanhar o grupo nesta aventura. 
        A epopeia começo bem cedinho, com concentração marcada para as 05H40 na casa do presidente, onde quase todos os prós, desta feita chegaram a tempo e horas, com o Kiko a pedalar desde sua casa à frente do autocarro, que mais parecia a BT abrir caminho comitiva presidencial, tá numa forma colossal….lol 
      Quem foram os últimos a chegar, quem foram??????? Acertaram, foi mesmo a família coelho, claro está….lol…
        Depois de desmontados os cavalos- pau e devidamente empacotados e cobertos, para não constiparem, o dopping e comprimidos de todas as cores, que mais pareciam arco-iris, bem como as transfusões de sangue nas malas térmicas, deu-se início à nossa viagem que nos levaria até cidade de Santiago Compostela, local de onde partiríamos com destino Finisterra, ou seja, fim-do-mundo.
          A viagem correu bem, com a normal boa disposição e brincadeiras, entre o grupo, que seria o mote de todo passeio.
         A 1º paragem estava reservada em Valença, pelas 07H45, no Café Bar, onde o pessoal tomou o pequeno-almoço, para encher barriguinhas e ganhar energia para o resto dia, onde me “alambuzei” numa bola de Berlim, coisa que já não comia à uns aninhos…lol…       Chegados à cidade de Santiago Compostela, montadas as máquinas e devidamente equipados, deslocámo-nos à entrada da Catedral, para tirarmos as respectivas fotos da praxe, onde demos a 1ª “carimbada” nas credenciais que o eficiente tesoureiro comprou…obrigado….
          O céu estava com cara feia, caindo de vez em vez umas pingas, que iam metendo medo ao pessoal, que constantemente vestiam e despiam os respectivos impermeáveis, excepto um que esteve sempre com frio e ainda de cachecol. O percurso estava bem marcado, ou seja, seguíamos sem dificuldade, sempre em ritmo normal, de forma a todos conseguirem acompanhar a velocidade de cruzeiro em que circulávamos. Os trilhos estavam em muito bom estado, dando para pedalar tranquilamente, pese embora alguns picos que faziam aquecer as pernas, nada de muito puxado, nem desgastante.
     Fizemos assim uma pequena paragem, para comer “bocadilho” e beber uns baldes, na “Casa Pancho”, seguindo a nossa epopeia, por terras nunca antes navegadas, ou quase “nunca”…lol…
      A próxima paragem estava marcada para a localidade de Olveiroa, local onde foi combinado para os motoristas se deslocarem e fazermos assim a paragem mais longa, para almoçarmos. A maior parte decidiu degustar o que tinham trazido de casa, tendo outros optado por se deslocarem a um restaurante ali perto. Contudo, eis que volvidos cerca de 15 minutos, chega o Domingos (Lost), com cara de esgazeado e de poucos amigos, questionando a plateia: “não falta ninguém?????, não se esqueceram de ninguém???? é incrível como se esqueceram de mim no monte.!!!!. a plateia ficou boquiaberta para logo a
seguir e depois das desculpas feitas, generalizar em palhaçada total, sendo apontados alguns culpados para tal desgraça, e, como não podia deixar de ser, eu incluído. Claro está que o Heli 1, já tinha sido mandado levantar, para encontrar o nosso melhor homem, estando esta busca a ser dificultada pela chuva e imenso nevoeiro que se fazia sentir na altura…lol, mas já nos estávamos a guiar pelos abutres que o rondavam e constantemente gritavam “cai, cai, já foste, vamos te comer”.
      Contudo a boa disposição do grupo continuava em alta, beneficiando das paisagens extraordinárias que nos era oferecido e que agradecíamos.
Barriguinhas cheias, era altura de voltar à estrada, numa altura em que chovia copiosamente, obrigando uma vez mais a vestir impermeáveis.
       Chegamos então ao cruzamento, em que teríamos de decidir se íamos directos a Finisterra ou fazíamos desvio de 30 km para a cidade de Muxìa. Aqui, as opiniões dividiam-se, e foi então decidido e a pedido de algumas famílias ir directo a Finisterra.
      Assim sendo o grupo estava mais tranquilo, havendo ainda tempo para fazer uma última paragem na “Casa Talieiro” para mais uns “copos”.  
      Ficava assim a faltar a última subidinha, que para outros mais parecia uma “parede”. Com o farol como miragem e em pano de fundo, ladeado do nosso lado esquerdo pelo Oceano Atlântico, como amigo de subida até ao objectivo final - km 0.
    Aqui chegados, foi sem dúvida um marco neste passeio, com uma paisagem deslumbrante, difícil de descrever, onde finalmente se compreendia aquele local ser designado por “Fim do Mundo”. Foram muitas as fotos tiradas para “mais tarde recordar”, com paragem nas habituais lojas de “recuerdos”.
     Próxima paragem seria o Albergue em Finisterra, onde merecidamente tomamos o nosso belo banho. Aqui encontrava-se uma Srª muito simpática, que individualmente nos “acreditou que chegamos a estas terras da Costa da Morte e fim do caminho Jacobeo”.
      As barrigas estavam vazias, e os comprimidos na barriga do kiko davam cambalhotas…lol…
     Efectivamente, a primeira escolha feita pelo Márito foi um sucesso, onde depois de todos sentados e mesas desarrumadas, saímos que nem balas, pois a comida não interessava a ninguém. Foi então recomendado uma segunda escolha e desta feita acertada, pois o pessoal que queria comer marisco, foi muito bem servido.
       Não obstante terem sido contratados 2 motoristas, pelos vistos pouco, pois um deles decidiu chatear e proferiu 300000 vezes que às 02h00 iria parar a camioneta e que a mesma não andaria mais. Claro está, que foram arranjadas várias soluções, entre elas: pagar a multa, pedir BT para abrir caminho, um de nós conduzir aquilo e mesmo pernoitar na camioneta e arrancar às 10h00, tudo boas ideias. Cá por mim a melhor seria atirar motorista pela janela fora…
      Enfim, as coisas resolveram-se e a viagem correu tranquila, com pessoal a dormir e assim poderem descansar desta travessia.Em suma fica estatística, em que rolamos cerca de 12H10m, para efectuar 95 km e com altimetria de 2.110 m.
    É e será sempre um prazer pedalar com estes e outros que também fazem parte deste grupo de amigos, com andamentos, estilos, atitudes, comportamentos, reacções tão diferenciados, mas que se unem e desfrutam dos trilhos, das paisagens, da amizade e conseguem sempre proporcionar recordações que permanecerão para sempre nas memórias de cada um. A cada um de v(n)ós, obrigada e Parabéns, por sermos como somos e “Só nós sabemos porque não ficamos em casa”
ASS:TOJO

10 Setembro de 2011 - 2º IRONDIKES - Ponte Lima


1 - O Passeio adopta a denominação “2º IRONDIKES”, sendo destinada a todo o dispositivo da D.I.C. Porto.

2. O Passeio irá se realizar no dia 10 Setembro de 2011 (sábado);
3. O Passeio é constituído por nível 1 – grau de dificuldade físico e técnico baixo, onde todos os participantes devem ser responsáveis pela sua participação no evento em termos físicos e de saúde devendo os mesmos ter consciência que não existe nenhum factor clínico que os impeça de praticar desporto ou qualquer esforço físico(incluindo levantar copos). A organização não se responsabiliza por eventuais acidentes ou ocorrências dentro deste âmbito, pelo que alguns devem ter seguro acidentes e morte actualizados, tendo em conta o seu estado físico.
4. Cada elemento será responsável pelo transporte da bicicleta para o evento, sendo a hora da concentração na EIC- Sede Dic, no dia 10 Setembro de 2011, pelas 07H15, ou então, pelas 07H30, nas bombas de gasolina da Galp em Modivas (A28), para deslocação para Viana do Castelo, local da concentração. Poderá ser marcado outro local, mediante acordo com organização.
5. O trajecto em linha decorrerá na Ecovia de Ponte de Lima – Viana do Castelo, com extensão de 25 Kms, em bicicletas de montanha, estando o percurso aberto a outros cicloturistas.
6. Para quem não gostar de andar de bicicleta, ou não tenha, no local onde vai ser servido almoço, irão se realizar vários jogos tradicionais, fomentando-se o convívio entre todos os presentes.
7. Atletas que estejam sobre qualquer sanção da UCI ou da UVP_FPC não poderão se inscrever.
8. Os participantes poderão completar este passeio até ao por do sol, ou até haver comida nas mesas, depois disso comem relva e bebem água do rio.
10. Para evitar que os atletas completem este passeio antes do pôr-do-sol, existirá um posto de controlo situado algures, onde os atletas mais atrasados serão encaminhados para um percurso alternativo, ou seja a nado até à partida.
11. A prova será marcada com árvores e arbustos em toda a sua extensão, pedindo-se para terem cuidado para não as derrubar.
12. Podem participar atletas de ambos os sexos, em que transexuais e gaysolas, terão benefício de camisolas diferenciadas, mas pagarão o mesmo, senão todos e assumiam.
14. As inscrições no valor de 12,50€, serão aceites até ao dia 05 de Setembro de 2011. A inscrição e pagamento da mesma, terá ser feita numa das Lojas Oficiais aderentes, ou seja:
- EIC- Sede: Vítor Santos (Tojo) – 962020528/937471465
15. No valor da inscrição, está incluído: placa de dorsal (que será entregue individualmente no dia evento), thirt alusiva ao convívio, almoço de confraternização e banhos.
16. O almoço será composto por diversos tipos de carnes grelhadas, sumos e água.
18. Local de Banhos – junto ao local de partida, havendo ainda possibilidade de tomar banho no rio, recomendando-se o uso de fato banho/calções/bikine para os mais irreverentes.
19. Os problemas mecânicos ocorridos durante a prova, terão de ser solucionados por cada um, havendo pontos oficiais para o apoio, onde será permitida a manutenção técnica, só têm de descobrir onde eles estão (boa sorte).
20. Prémios: o que vocês quiserem dar.
21. Seguro Liberty. Morte ou incapacidade permanente €5,00. Despesas de tratamento €2,50. (como podem ver não compensa morrer nem atirar para o chão)
22. Todo o comportamento anti desportivo implicará a desclassificação do atleta, pelo qual não poderá voltar a participar em futuras edições deste evento e levará “cachaços” dos restantes.

09 Julho de 2011 – 1ª Maratona Broa Avintes – V.N.Gaia

Finalmente ia “jogar em casa”, ou seja participar numa prova na minha cidade e organizada pelo pessoal da Sodhisa, composta por pessoas que eu conheço e pelas quais merecem o respeito de todos.
    Assim, foi delineado pela organização, uma prova com 3 percursos, ou seja, 25Km, 45Km e 70Km, que teriam um misto de monte e asfalto, estando prometido bons e duros trilhos, pela constante mudança de direcção e subidas e descidas constantes, estando assim inscritos perto de 300 atletas.
O clube tinha de responder a esta iniciativa, tendo sido dada uma ajudinha na criação do blog para o evento. Conseguimos ainda juntar 8 prós, para fazer o assalto total às 10 primeiras posições da classificação…lol
     O dia acordou com alguma chuva e com céu escuro e feio, sabendo de antemão que o piso estaria escorregadio e as passagens terra/paralelo estariam perigosas, por isso teríamos de ter muito cuidado para não fazer “entradas de carrinho”.
            Estava assim tudo a postos, onde na meta ainda havia tempo para as normais conversas e “bicadas” entre amigos, contando assim com o nosso animador de serviço – Couto, para animar pessoal até ser dado tiro de partida.
        Como é normal eu estava presente para competir, tendo partido o mais forte que consegui, sempre atento ao terreno que estava muito complicado, pois as quedas algo assustadoras à minha frente e na minha roda traseira intensificavam-se.
      Sempre com uma pedalada forte consegui chegar até junto do Ricardo, o que não estava à espera, visto ter andamentos mais fortes que o meu. Contudo não me parecia o dia dele, quiçá por também ter levado dois valentes sustos, que nestas coisas retraem o pessoal. Aproveitamos ainda a companhia do Anselmo e do Marcelo da Sodhisa.
         No 2º abastecimento e quando me degustava do famoso bolo de chocolate, o Anselmo ganhou certa distância, muito contribuindo o facto de conhecer bem o terreno e com andamento muito forte, ganhou boa distância sobre nós que o seguíamos.
       Na parte final decidi atacar no sentido de o apanhar, tendo apenas conseguido encurtar a distância, para chegar à última subida íngreme encostado a ele, não conseguindo contudo ultrapassá-lo, visto a meta ser logo ali.
        Infelizmente tive alguns problemas mecânicos bem como de aperto, ou seja, o meu selim decidiu empinar, obrigando a rolar alguns kms com ele a fazer “pino”, bem como a pedaleira decidiu não funcionar na mais pequena, o que nas subidas íngremes, obrigou a esforço suplementar, enfim, coisas que acontecem, mas que marcam diferença.
        Contudo, já na meta, sucedeu algo desagradável, ou seja, disseram que estava desclassificado por não ter passado nos postos de controlo. Independentemente da posição que tinha chegado, e, que até então desconhecia, esta tomada de posição por parte da mesa de controlo,   desgastou-me e chateou-me imenso, pois nas imensas provas em que já participei, a verdade e a correcção nas mesmas para mim são algo sagrado, enfim, algo desagradável, que à posterior foi rectificado.
        Em termos gerais foi uma prova dura, com single-tracks muito porreiros e rápidos, bem organizada e que teve um almoço condigno, e que espero repetir no próximo ano.
        Face ao acontecido e porque chovia cupiosamente quando terminei a prova, acabei por decidir ir tomar banho a casa e almoçar mesmo por lá.
      Em termos gerais fiquei em 5º lugar, com 2h 32m 15s, ficando contente com a minha prestação, ficando ainda as classificações dos outros colegas da equipa:
1º Tiago Filipe Rocha Borges 2 h 21 m 00 s
5º Vitor Guilherme Rodrigues Santos 2 h 32 m 15 s
11º Ricardo João Pinto Teixeira 2 h 38 m 02 s
20º Helder Manuel Gonçalves Coelho 2 h 49 m 37 s
21º Manuel António Rocha Couto 2 h 51 m 45 s
30º Mário Jorge Bártolo Almeida 2 h 56 m 42 s
50º Sérgio Paulo Oliveira Quelhas 3 h 07 m 16 s
69º Henrique Lúcio C. Santiago 3 h 16 m 51 s
88º Domingos Manuel Lopes Moreira 3 h 27 m 47 s


25 Junho de 2011 – À conquista de Drave – Serra da Freita

          O desafio foi lançado pelo Ricardo e o André e tinha como destino a Serra da Freita, onde iríamos conhecer a Aldeia mítica de Drave, aldeia perdida numa cova entre a Serra da Freita e de São Macário, situada na freguesia de Côvelo de Paivó, Concelho de Arouca. Acabaram por se juntar à dupla, eu (Tojo) e o Quelhas (Ex-trepador…lol).
     Pelas 07H00 já estava tudo concentrado nas bombas, para seguir em direcção ao Parque de Campismo de Merujal, onde pelas 08h30 já nos encontrávamos a descarregar as nossas “meninas” e a carregar as mochilas, pois todo o percurso seria em autonomia total e estavam previstas temperaturas altas, logo tínhamos que levar muitos líquidos.  
   Os primeiros 30 Km corriam muito bem, havendo tempo para uma pequena paragem num café, onde fomos presenteados com as famosas “Pedras Parideiras”, ou seja: fenómeno de granitização raríssimo no mundo, em que através da termoclastia, pequenas rochas graníticas se formam e separam da rocha-mãe, jazendo então no solo.
Pelas Aldeias que íamos passando, eram um místico de nostalgia e beleza, típico nestas regiões do Portugal profundo, em que de vez em vez nos cruzávamos com os ali residentes, por norma com idades avançadas, mas sem com disposição para nos saudar.
       Para chegar a Drave, o percurso que tinha sido retirado pelo Ricardo para o GPS, não era ciclável. Neste momento as coisas complicaram e o calor era muito, causando ainda mais dificuldades, havendo ainda, pelas nossas contas, cerca de 8 km de percurso para fazer, com muita pedra solta e com as nossas “meninas” às costas e não em cima delas como gostamos…lol…
Numa altura em que o Ricardo tentava procurar novo trilho, perdeu-se do grupo, originando um ataque de “raiva” do Quelhas, que estava com vontade de o comer vivo, e, só não o fez porque se lembrou que tinha na mochila, cervejinha fresquinha e uma taça de massa, atum e milho, e que boa que estava…
     Como ele estava a ferver, eram facilmente audíveis os abutres, que já rondavam por cima das nossas cabeças, dizendo “Cai Quelhas, Cai Quelhas, tanta comidinha”…lol 
        E eis que, quando já nos encontrávamos novamente com falta de água, avistamos finalmente a Aldeia de Drave, composta por casas em xisto, destacando-se a capela de cor branca e uma pequena lagoa de águas frias, ou seja aquilo que por miragem víamos ao longe, para ali podermos descer o termómetro do corpo e tomar um belo banho refrescante.
   
   Aqui também se encontrava o Grupo "Saloios à Descoberta", da zona de Lisboa e que já se encontravam a andar à 3 dias, começando a sua epopeia na Serra Gêres. Foram de uma simpatia extrema, pois logo nos ofereceram de beber e comer, dando para retemperar algum entusiasmo e energia, que já nos escapavam.  
     E como eu sou uma pessoa cheia de sorte, eis que quando me encontrava a tomar um belo de um banho, sinto algo a remexer na minha cinta e para meu espanto quando olho, era nada mais que uma “bela” de uma cobra de água.     Foi o verdadeiro espectáculo, comigo aos berros e a tentar fugir, pois tenho pavor àquele bicho rastejante, ou seja, COBRAS….
Tempo ainda para uma breve conversa com um grupo de escuteiros que se encontram a preservar aquela aldeia mítica e para as fotos da praxe.
    Tínhamos então que voltar a subir tudo até alcançarmos a estrada, continuando assim o imenso esforço debaixo do muito calor. Cada metro que andávamos, quase que tínhamos necessidade de beber. De salientar que durante esta subida tivemos novamente o apoio do outro grupo, no fornecimen to de água, que se mostrou de uma importância vital. Contudo custava-me mais andar a pé, por causa das bolhas que tinha nos dois pés, do que ir em cima “dela” em passo caracol.
     A provar que Portugal é muito pequeno, no meio do nada, cruzámo-nos com um casal de Serpa, que foram responsáveis pela marcação do SRP160 e que depois de nos termos identificado como os do “Comboio Amarelo”, de imediato se lembraram de nós e claro do nosso amigo Metralha. Ainda nos ofereceram duas Coca-colas fresquinhas, que bem que souberam….
    Faltavam cerca de 8 km até ao local onde tínhamos partido, mas a esta altura ouvimos um estrondo enorme e quando olhamos para trás o Quelhas tinha rebentado que nem uma castanha, estando o “motor” a deitar fumo por todos os lados …..lol…. sendo então decidido que eu e o Ricardo iríamos buscar os veículos, ficando o André com o trepador.
    Só que para mim, as coisas também não estavam fáceis, pois para acompanhar o Ricardo é o mesmo que correr ao lado de um comboio. Já na parte final, na aldeia de Mujarela, passamos por enormes vacas, que pastam à vontade e andam no meio das estradas, indiferentes aos transeuntes e veículos que com eles cruzam. Também tinha uma certeza, se marrassem comigo, nem os olhinhos mexia, imaginem como eu ia.
      Depois de retemperados com uma bela sande de presunto e queijo e o ve rdadeiro ice-tea e uma mini pra Ricardo, eis que tínhamos que ir buscar o restante pessoal. Quando finalmente chegamos junto deles, eis que estavam muito bem dispostos, estatelados num café a beber e comer, descansadinhos da vida…
      Em termos gerais passamos assim pelas aldeias de Regoufe, Arouca, Mujarela, S. Macário, Serra da Freita Tebilhão, Cabreiros, Cando, Viveiros da Granja, etc
   Foi sem dúvida o passeio mais violento que fiz até então, conseguindo mesmo superar em termos dificuldade a prova do GEO120, que como se recordam foi feita com condições meteorológicas muito más, muita chuva e temperaturas muito baixas … mas ficou o sentimento de prova superada, pois dos fracos não reza história. Esta crónica serve também como gratidão aos meus companheiros de “luta”, Ricardo, Quelhas e André, pelo empeno que me proporcionaram.
Deixo no ar esta frase: “Nem todos os caminhos, são para todos os caminhantes” - Goethe