21 Outubro de 2010 – Guarda – Seia

          Continuando com o que estava planeado para esta altura da época, baseado em treinos em altitude, decidimos desta feita fazer uma vizita até à Serra da Estrela, para mais uma aventura. Assim, depois da logística toda montada e carregada na VBTP(Viatura Blindada Transporte Pessoal) do “Presidente”, bem cedinho arrancamos com os bravos compostos por mim (Tojo), Presidente, Marito, Coelho e ainda pelo nosso condutor em muitos dos eventos que participamos – Narciso e pelo Vitokorov, ainda em fase de recuperação.
          Às 09H30 já nos encontravamos a tomar o pequeno-almoço no centro da Cidade da Guarda, onde depois da barriga cheia, decidimos descarregar as bicicletas e preparar a logistica para mais uma aventura, seguindo o track tirado pelo Presidente, especialista em traçar percursos e inventar outros tantos, já que na outra vida ele foi cão perdigueiro, continuando assim com algumas das caracteristicas que já teve.
         Depois das fotos tiradas em conjunto, junto do D. Sancho I - 2º Rei de Portugal e na escadaria de acesso à Igreja, estava na hora de nos despedirmos do carro vassoura e rumar em direcção ao planalto da Serra da Estrela. Aqui, não faltavam Marcos Geodésicos, também conhecidos por “Talefe” e/ou “Pinoco”, bem como Turbinas Eólicas, que gerem electicidade, circulando sempre na ordem dos 900/1100 metros altitude.
         Aproveitando uma descida em calçada bem extenssa, aproveitamos para acrescentar velocidade e aumentar assim o ritmo do passeio, tirando sempre partido da excelente paisagem que nos era oferecida, com passagens por algumas aldeias como Viçosa, Videmonte, Sabugueiro...
Acabamos por fazer uma breve paragem para matar a fome, na aldeia de Videmonte, junto a uma zona de pequiniques, sem nunca desligar os motores das máquinas, não fossem elas não pegar mais.
Atente-se para as fotos tiradas do cimo, em que por detrás se encontra a aldeia de Sabugueiro, apelidada como a aldeia mais alta de Portugal, a cerca de 1200 metros de altitude.
 Claro está, que as paredes iam surgindo na nossa frente, sendo sempre ultrapassadas com naturalidade e confiança, tendo em conta o grupo de prós. Contudo nesta altura saiu uma na rifa, que além de ser muito longa, era composta por muita pedra e terra solta, onde em grande parte foi transposta “com ela à mão”, que é sempre bom.
        A meio da tarde e porque o Vitokorov não estava presente, o Márito, decidiu ser ele o centro das atenções, onde depois e ter dado um grande malho, ficou sentado no chão preocupado que o seu cavalo tivesse sofrido alguma amolgadela.   
Já quando nos encontravamos a descer para Seia, tive um furo, onde de imediato surgiram dois pastores, em que o mais velho prontificou-se a encher o pneu, que quase rebentava de tanta força que o homem tinha, dando sempre o vedadeiro jeitinho com a anca, sempre que enchia.   
       Pelas 18H20 chegavamos ao destino traçado - Seia, onde nos esperava um familiar do Presidente, para tomar um banhinho de imersão e derreter o lanche-ajantarado que nos esperava. Depois de malas feitas ainda fomos ao centro cidade para comprar os “recuerdos” e queijo, para mais tarde recordar.
           


        Continua a ser bom “navegar” por locais não conhecidos, usufruir das paisagens únicas que nos são oferecidas e acima de tudo sempre na companhia dos nossos amigos. Em suma foram realizados cerca de 71 km, com cerca de 8 horas a pedalar.

14 Novembro de 2010 - 6ª Maratona BTT Beselga – Nos Trilhos do Ceireiro

           Mais uma corrida mais uma viagem, assim reza a historia…. Depois do desafio lançado, o trio magnífico composto por mim, Gigantone e Bip Bip, rumamos em direcção à Aldeia de Beselga sita no Concelho de Penedono, com 15,20 Kmº de área, com 354 habitantes (2001). Já nesta cidade encontravam-se os prós, compostos pelo Leonel, Fonseca e o Brutos, que em virtude de terem ido no dia anterior, tiveram uma noite terrível de copos e castanhas, tendo-me ligado às 01H30, interrompendo assim o descanso do guerreiro.

           Em virtude de a prova começar às 09H00, obrigou o pessoal a dormir muito rápido, onde pelas 05H30 já estávamos a arrancar da casa do presidente, para demorarmos cerca de 3H00 para percorrer os 218 Km de distância. Ainda deu tempo para esticarmos as pernas numa estação de Serviço e beber um cafezinho, enquanto esperávamos pelo pessoal da Durus Cale, e, tomar o pequeno-almoço já perto de Penedono.
Depois das máquinas afinadas e quentes, sedentas de lama e pedra, ainda deu tempo para as fotos da praxe, sendo a única altura que tiro fotos ao lado Presidente, pois cada prova que passa anda mais devagar, mais parecendo um caracol.    A organização depois de ter conseguido aumentar o número de inscritos, e mesmo assim não ter conseguido satisfazer todos os pedidos, consegui aceitar a inscrição de    cerca de 700 atletas, onde chegaram ao fim na Maratona - 104 atletas; Meia Maratona - 424 atletas e na Mini Maratona - 143. 
          A temperatura esteve sempre bastante baixa, não tendo contudo chovido durante todo o percurso. O piso estava em razoável estado de “navegabilidade”, havendo pequenas poças, que davam para refrescar os pés e o equipamento novo.
           A prova estava muito bem organizada, bem sinalizada, partida a horas, com muitos sítios para tomar banho, lavagens de bicicleta, postos controlo eficientes, publico no percurso simpático, sendo o almoço composto numa primeira fase com entradas de favas, rissóis, bolinhos, presunto, vinho, castanhas, pão com chouriço e outras iguarias.
          Em termos gerais, foi mais um bom dia passado entre os amigos, que infelizmente cada vez são menos a participar nestas provas, independentemente do objectivo pessoal de cada um, esperando que em 2011 esta tendência se inverta.
        Pessoalmente consegui em termos pessoais um digno 38ª posição, com o tempo final de 2:48:00.

 

Hvvding: Airbag para Bicicleta criado na Suécia

          Os cientistas estavam preocupados para que o Vitokorov voltasse rapidamente à competição, e pensaram, pensaram, até descobrirem algo que minimizasse as suas quedas e assim darem algum descanso aos seus amigos. Vai então, dois estudantes de desenho industrial da Suécia projetaram um “airbag” para o vice-presidente e também a pensar no velhinho do presidente da Ecobike.
         Batizado como Hvvding, o equipamento de segurança possui o formato de um colar, acoplado com um airbag dobrado. De acordo com o fabricante, o airbeg ciclista é ativado dentro de 0,1 segundo caso haja algum impacto súbito na bicicleta. Dessa forma, um cilindro de gás hélio infla, cobrindo o crânio e pescoço do ciclista, antes que a cabeça sofra a pancada. O colar que esconde o airbag possui variação de cores, podendo ser assim, de acordo com o agrado do comprador, que seria cor-de-burro para o presidente e cor-de-rosa para o vice (por ser meio abixanado).
         Atenção que este brinquedo, teve um estudo de seis anos e centenas de testes já foram realizados, no seio da equipa Ecobike, que disponibilizou muitos dos seus elementos como cobaias. De acordo com a empresa, espera-se que o “airbag ciclista” seja vendido na Europa a partir do próximo ano e com um valor de 260 libras ou seja perto de 306 Euros.
        A empresa Multinacional Tojo&fraquinhos Ltda, é responsável pela importaçao.  
       Atente-se para as imagens chocantes, não devendo ser vistas por pessoas facilmente impresionáveis. De salientar que depois de uma investigação efectuada, apurou-se que quem conduz o carro é o Presidente da Ecobike, conhecido por Gigantone, já com cadastro por crimes semelhantes e o ciclista é o Vice- presidente (Vitokorov) que era a pessoa mais habituada a cair.

Passeio das Vindimas - Mondim Basto

Aproveitando a altura do ano, em que na zona do Douro se fazem as vindimas, não podiamos deixar este acontecimento em vão. Assim reunimos os atletas possíveis num dia de semana, para partirmos até Mondm de basto, tendo sido esta a zona escolhida pela direcção da Ecobike.
      Chegados ao local, aguardava-nos o amigo Mendes, que nos acolheu e muito bem na sua cidade, desde já o nosso agradecimento. Depois de um cafézinho e aproveitando o excelente clima que se mantinha na zona, ao contrário do Porto, que continuava a chover cupiosamente, partimos para a nossa etapa, com os corajosos: Gigantone, Tojo, Leandro, Valente e Márito, ficando o Vitokorov (ainda a recuperar) com o Mendes, a matar a galinha para o pica-no-chão, ou seja arroz de cabidela.   
Estava assim programado e segundo um dos 5 GPS do Gigantone, a subida ao Santuário de Nossa Senhora da Graça e passagem pela Cascata de Fisgas de Ermelo, quiça digno de uma etapa da volta portugal....lol...
      Logo no início ainda houve tempo para o presidente ajudar a apanhar uvas, embora ele seja bom a apanhar figos. Ainda tentou pisar o vinho, mas a dona não deixou porque cheirava mal dos pés...continuando assim a nossa viagem.
      Sempre a um ritmo razoável, a equipa compacta lá foi subindo e serpenteando pelo Monte Farinha, onde no seu ponto mais alto, situado a 900 metros altura, se encontra o encantador Santuário de Nossa Senhora da Graça, com vistas para a agradável vila de Mondim de Basto, e de onde se tem um panorama maravilhoso das muitas serras a norte do rio Douro. Aqui e depois das fotografias da praxe, ainda houve tempo para uma visita ao interior do Santuário e subida ao seu ponto mais alto, onde o presidente fez questão de tocar o sino a anunciar a nossa presença na cidade.
       Aproveitando que o terreno era a descer, deu para relaxar um pouco as pernas e rolar a grande velocidade. No meio do monte, com terreno rolante e bom piso, deu para defrutar da paisagem e ainda ver alguns animais no seu estado selvagem, que não temos todos os dias o prazer de nos cruzarmos com eles. 
         Fomos pedalando até ao próximo objectivo que era A Cascata de Fisgas do Ermelo, que é uma cascata portuguesa localizada junto à freguesia de Ermelo, concelho de Mondim de Basto, distrito de Vila Real. Esta cascata é uma das maiores quedas de água de Portugal e uma das maiores da Europa, que desagua no rio Olo que nasce no Parque Natural do Alvão, sendo um optimo local para visitar e tirar fotos, como foi o caso.
Depois dos principais objectivos atingidos continuamos a percorrer o trilho anteriormente traçado e que nos levaria até à casa do Mendes, onde nos esperava o almoço. Aqui e depois de um refrescante banho, sentamo-nos à mesa onde de entrada tinhamos bolinhos bacalhau, rissóis, queijo serra, salpicão e mais umas tantas coisas, devidamente acompanhados e regados por vinhos e sumos.
      Chegada a hora de comer o prato principal, muito da barriga já estava cheia dos petiscos, e ainda faltava um panelão de arroz de cabidela, que se encontrava muito bom. Ainda faltava o bolo e melão, para completar o cardápio.
       Seguidamente viemos até ao centro da cidade para beber um café e andar um pouco a pé, no sentido de desmoer o almoço.
Em suma, foi um passeio que teve de tudo: subidas quanto baste, descias a grande velocidade, percurso rolante e seco, paisagens maravilhosas, almoço fantástico na companhia dos amigos.
Gigantone, Márito, Leandro, Valente e eu (Tojo).